A Arte da Fuga: Desabafo II

03-08-2010
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Depois de um primeiro desabafo sobre os resultados eleitorais e depois de analisadas as transferências de votos, em que se confirma o razoável sucesso na captação do eleitorado jovem, urbano e de classe média e o fracasso na manutenção do eleitorado de nichos, é tempo de pensar o CDS e o seu futuro.Entendamo-nos, não pretendo aqui falar de nomes ou candidaturas. Tendo em conta que todos os nomes falados têm uma história mais ou menos comum no partido, o que verdadeiramente me interessa é o que cada nome pode propor para o futuro. Mais do que as simples frases de mobilização interna ou as promessas de sobrevivência, o que eu preciso de ouvir é a resposta a algumas questões:a) Qual vai ser a função do CDS nestes 4 anos e, depois, no sistema partidário português?b) Quais os eleitorados que o CDS pretende atingir?c) Qual o discurso do CDS?Ensaio algumas das respostas que gostaria de ouvir.A função do CDS é a de se assumir como alternativa de governo. Não pode, por isso, transformar-se numa federação de descontentes, aliciados por políticas sectoriais e sem perspectivas de concretização. O CDS tem de ser um partido com um programa de governo, um governo sombra, uma actuação vigilante mas sobretudo criativa em todas as áreas políticas.O CDS cumprirá a sua função histórica se procurar ser o partido dos sectores empreendedores da sociedade, da classe média que trabalha e faz o país crescer e dos jovens que se esforçam por atingir novos patamares de riqueza.O CDS tem, por isso, de ser um partido reformista e liberal, abandonando o conservadorismo excessivo e relegando a democracia-cristã para um plano secundário, como tem acontecido Europa fora.O eleitorado tem de olhar para o CDS e nele encontrar uma nova geração de direitos e deveres, uma nova geração de políticas e discursos, que apostem no indivíduo e na sua capacidade de realização e que abandonem o tradicional discurso do defict e do peso do Estado.Mas sendo um partido de quadros, jovem, criativo, liberal e capaz de se constituir como um alternativa de governo, o CDS não pode acabar como um partido de intelectuais, mais entretidos em mudar o sistema político do que em resolver os problemas das pessoas. O CDS não vira a cara à reforma do sistema político mas, sejamos frontais, este sistema, coxo ou não, permite novas políticas se houver coragem para isso. Falemos primeiro dessas políticas e depois da reforma do sistema político.Com o PS no governo e refém das suas promessas, com o PSD iludido com a “viragem à esquerda” como solução, o espaço do CDS é o liberalismo responsável, o único que, Europa fora, tem ajudado a resolver os problemas das pessoas. Quanto aos conservadores e democratas-cristãos, como já se viu, votam onde calhar.Adenda: Vale muito a pena ler este post no Blasfémias e este no Observador.

Depois de um primeiro desabafo sobre os resultados eleitorais e depois de analisadas as transferências de votos, em que se confirma o razoável sucesso na captação do eleitorado jovem, urbano e de classe média e o fracasso na manutenção do eleitorado de nichos, é tempo de pensar o CDS e o seu futuro.Entendamo-nos, não pretendo aqui falar de nomes ou candidaturas. Tendo em conta que todos os nomes falados têm uma história mais ou menos comum no partido, o que verdadeiramente me interessa é o que cada nome pode propor para o futuro. Mais do que as simples frases de mobilização interna ou as promessas de sobrevivência, o que eu preciso de ouvir é a resposta a algumas questões:a) Qual vai ser a função do CDS nestes 4 anos e, depois, no sistema partidário português?b) Quais os eleitorados que o CDS pretende atingir?c) Qual o discurso do CDS?Ensaio algumas das respostas que gostaria de ouvir.A função do CDS é a de se assumir como alternativa de governo. Não pode, por isso, transformar-se numa federação de descontentes, aliciados por políticas sectoriais e sem perspectivas de concretização. O CDS tem de ser um partido com um programa de governo, um governo sombra, uma actuação vigilante mas sobretudo criativa em todas as áreas políticas.O CDS cumprirá a sua função histórica se procurar ser o partido dos sectores empreendedores da sociedade, da classe média que trabalha e faz o país crescer e dos jovens que se esforçam por atingir novos patamares de riqueza.O CDS tem, por isso, de ser um partido reformista e liberal, abandonando o conservadorismo excessivo e relegando a democracia-cristã para um plano secundário, como tem acontecido Europa fora.O eleitorado tem de olhar para o CDS e nele encontrar uma nova geração de direitos e deveres, uma nova geração de políticas e discursos, que apostem no indivíduo e na sua capacidade de realização e que abandonem o tradicional discurso do defict e do peso do Estado.Mas sendo um partido de quadros, jovem, criativo, liberal e capaz de se constituir como um alternativa de governo, o CDS não pode acabar como um partido de intelectuais, mais entretidos em mudar o sistema político do que em resolver os problemas das pessoas. O CDS não vira a cara à reforma do sistema político mas, sejamos frontais, este sistema, coxo ou não, permite novas políticas se houver coragem para isso. Falemos primeiro dessas políticas e depois da reforma do sistema político.Com o PS no governo e refém das suas promessas, com o PSD iludido com a “viragem à esquerda” como solução, o espaço do CDS é o liberalismo responsável, o único que, Europa fora, tem ajudado a resolver os problemas das pessoas. Quanto aos conservadores e democratas-cristãos, como já se viu, votam onde calhar.Adenda: Vale muito a pena ler este post no Blasfémias e este no Observador.

Depois de um primeiro desabafo sobre os resultados eleitorais e depois de analisadas as transferências de votos, em que se confirma o razoável sucesso na captação do eleitorado jovem, urbano e de classe média e o fracasso na manutenção do eleitorado de nichos, é tempo de pensar o CDS e o seu futuro.Entendamo-nos, não pretendo aqui falar de nomes ou candidaturas. Tendo em conta que todos os nomes falados têm uma história mais ou menos comum no partido, o que verdadeiramente me interessa é o que cada nome pode propor para o futuro. Mais do que as simples frases de mobilização interna ou as promessas de sobrevivência, o que eu preciso de ouvir é a resposta a algumas questões:a) Qual vai ser a função do CDS nestes 4 anos e, depois, no sistema partidário português?b) Quais os eleitorados que o CDS pretende atingir?c) Qual o discurso do CDS?Ensaio algumas das respostas que gostaria de ouvir.A função do CDS é a de se assumir como alternativa de governo. Não pode, por isso, transformar-se numa federação de descontentes, aliciados por políticas sectoriais e sem perspectivas de concretização. O CDS tem de ser um partido com um programa de governo, um governo sombra, uma actuação vigilante mas sobretudo criativa em todas as áreas políticas.O CDS cumprirá a sua função histórica se procurar ser o partido dos sectores empreendedores da sociedade, da classe média que trabalha e faz o país crescer e dos jovens que se esforçam por atingir novos patamares de riqueza.O CDS tem, por isso, de ser um partido reformista e liberal, abandonando o conservadorismo excessivo e relegando a democracia-cristã para um plano secundário, como tem acontecido Europa fora.O eleitorado tem de olhar para o CDS e nele encontrar uma nova geração de direitos e deveres, uma nova geração de políticas e discursos, que apostem no indivíduo e na sua capacidade de realização e que abandonem o tradicional discurso do defict e do peso do Estado.Mas sendo um partido de quadros, jovem, criativo, liberal e capaz de se constituir como um alternativa de governo, o CDS não pode acabar como um partido de intelectuais, mais entretidos em mudar o sistema político do que em resolver os problemas das pessoas. O CDS não vira a cara à reforma do sistema político mas, sejamos frontais, este sistema, coxo ou não, permite novas políticas se houver coragem para isso. Falemos primeiro dessas políticas e depois da reforma do sistema político.Com o PS no governo e refém das suas promessas, com o PSD iludido com a “viragem à esquerda” como solução, o espaço do CDS é o liberalismo responsável, o único que, Europa fora, tem ajudado a resolver os problemas das pessoas. Quanto aos conservadores e democratas-cristãos, como já se viu, votam onde calhar.Adenda: Vale muito a pena ler este post no Blasfémias e este no Observador.

Depois de um primeiro desabafo sobre os resultados eleitorais e depois de analisadas as transferências de votos, em que se confirma o razoável sucesso na captação do eleitorado jovem, urbano e de classe média e o fracasso na manutenção do eleitorado de nichos, é tempo de pensar o CDS e o seu futuro.Entendamo-nos, não pretendo aqui falar de nomes ou candidaturas. Tendo em conta que todos os nomes falados têm uma história mais ou menos comum no partido, o que verdadeiramente me interessa é o que cada nome pode propor para o futuro. Mais do que as simples frases de mobilização interna ou as promessas de sobrevivência, o que eu preciso de ouvir é a resposta a algumas questões:a) Qual vai ser a função do CDS nestes 4 anos e, depois, no sistema partidário português?b) Quais os eleitorados que o CDS pretende atingir?c) Qual o discurso do CDS?Ensaio algumas das respostas que gostaria de ouvir.A função do CDS é a de se assumir como alternativa de governo. Não pode, por isso, transformar-se numa federação de descontentes, aliciados por políticas sectoriais e sem perspectivas de concretização. O CDS tem de ser um partido com um programa de governo, um governo sombra, uma actuação vigilante mas sobretudo criativa em todas as áreas políticas.O CDS cumprirá a sua função histórica se procurar ser o partido dos sectores empreendedores da sociedade, da classe média que trabalha e faz o país crescer e dos jovens que se esforçam por atingir novos patamares de riqueza.O CDS tem, por isso, de ser um partido reformista e liberal, abandonando o conservadorismo excessivo e relegando a democracia-cristã para um plano secundário, como tem acontecido Europa fora.O eleitorado tem de olhar para o CDS e nele encontrar uma nova geração de direitos e deveres, uma nova geração de políticas e discursos, que apostem no indivíduo e na sua capacidade de realização e que abandonem o tradicional discurso do defict e do peso do Estado.Mas sendo um partido de quadros, jovem, criativo, liberal e capaz de se constituir como um alternativa de governo, o CDS não pode acabar como um partido de intelectuais, mais entretidos em mudar o sistema político do que em resolver os problemas das pessoas. O CDS não vira a cara à reforma do sistema político mas, sejamos frontais, este sistema, coxo ou não, permite novas políticas se houver coragem para isso. Falemos primeiro dessas políticas e depois da reforma do sistema político.Com o PS no governo e refém das suas promessas, com o PSD iludido com a “viragem à esquerda” como solução, o espaço do CDS é o liberalismo responsável, o único que, Europa fora, tem ajudado a resolver os problemas das pessoas. Quanto aos conservadores e democratas-cristãos, como já se viu, votam onde calhar.Adenda: Vale muito a pena ler este post no Blasfémias e este no Observador.

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