O Papa dirigiu-se esta manhã pela última vez à multidão reunida na Praça de São Pedro.
"Tomei este passo sabendo bem qual a sua raridade e gravidade, mas com uma profunda serenidade de espírito", disse Bento XVI aos 100 a 150 mil fiéis que se reuniram na Praça de São Pedro para ouvir o último discurso público do Sumo Pontífice.
Sentado num trono de marfim nos degraus da Basílica de São Pedro, e frequentemente interrompido pelos aplausos entusiásticos da multidão, o Papa, que apresentou a sua resignação do cargo há duas semanas - a primeira vez que tal acontece em 600 anos - aproveitou a ocasião para recordar todos os momentos do seu pontificado, afirmando que este teve "momentos de alegria", mas também "tempos difíceis" nos quais "parecia que o Senhor estava a dormir".
"Houve momentos em que as águas estavam turbulentas, e também tivemos ventos favoráveis", notou o Pontífice, referindo-se tando aos escândalos de pedofilia que abalaram a Igreja nos últimos anos e à divulgação dos seus documentos pessoais pelo seu mordomo no ano passado, um escândalo que ficou conhecido como ‘VatiLeaks', como à proclamação da encíclica ‘Caritas in Veritate' (‘Caridade na Verdade'), que ficou conhecida como o mais importante guia para os empresários católicos confrontados com a crise financeira.
Bento XVI notou ainda que o Amor à Igreja significa "ter a coragem de tomar escolhas difíceis e angustiantes, tendo sempre em mente o Bem da Igreja e não o de si próprio".
Amanhã é o último dia do pontificado de Bento XVI. Às 16h00 (hora de Lisboa) o Papa parte para a sua residência de Verão em Castel Gandolfo, sendo que às 19h00 retira as suas sapatos púrpura (representativos das Sandálias do Pescador de São Pedro) e passa a usar sapatos castanhos, feitas expressamente para si por um sapateiro mexicano, deixando a partir desse momento de ser o Papa em exercício e ficando vacante a Santa Sé.
O Papa não retomará o seu antigo nome de Josef Ratzinger, passando a deter o título honorífico de "Sua Santidade Bento XVI, Pontífice Romano Emérito". Dentro de dois meses, Bento XVI será transferido de modo permanente para o Mosteiro ‘Mater Ecclesia', onde permanecerá em oração para o resto da vida. O Pontífice já disse, no entanto, que estará "sempre disponível" para ajudar o seu sucessor nos assuntos da Igreja, "na medida em que a idade o permitir".
Bento XVI já aprovou a realização antecipada e sem precedentes do Conclave de Cardeais que irá escolher o seu sucessor, devendo este ter agora lugar antes do dia 15 de Março.
O Papa dirigiu-se esta manhã pela última vez à multidão reunida na Praça de São Pedro.
"Tomei este passo sabendo bem qual a sua raridade e gravidade, mas com uma profunda serenidade de espírito", disse Bento XVI aos 100 a 150 mil fiéis que se reuniram na Praça de São Pedro para ouvir o último discurso público do Sumo Pontífice.
Sentado num trono de marfim nos degraus da Basílica de São Pedro, e frequentemente interrompido pelos aplausos entusiásticos da multidão, o Papa, que apresentou a sua resignação do cargo há duas semanas - a primeira vez que tal acontece em 600 anos - aproveitou a ocasião para recordar todos os momentos do seu pontificado, afirmando que este teve "momentos de alegria", mas também "tempos difíceis" nos quais "parecia que o Senhor estava a dormir".
"Houve momentos em que as águas estavam turbulentas, e também tivemos ventos favoráveis", notou o Pontífice, referindo-se tando aos escândalos de pedofilia que abalaram a Igreja nos últimos anos e à divulgação dos seus documentos pessoais pelo seu mordomo no ano passado, um escândalo que ficou conhecido como ‘VatiLeaks', como à proclamação da encíclica ‘Caritas in Veritate' (‘Caridade na Verdade'), que ficou conhecida como o mais importante guia para os empresários católicos confrontados com a crise financeira.
Bento XVI notou ainda que o Amor à Igreja significa "ter a coragem de tomar escolhas difíceis e angustiantes, tendo sempre em mente o Bem da Igreja e não o de si próprio".
Amanhã é o último dia do pontificado de Bento XVI. Às 16h00 (hora de Lisboa) o Papa parte para a sua residência de Verão em Castel Gandolfo, sendo que às 19h00 retira as suas sapatos púrpura (representativos das Sandálias do Pescador de São Pedro) e passa a usar sapatos castanhos, feitas expressamente para si por um sapateiro mexicano, deixando a partir desse momento de ser o Papa em exercício e ficando vacante a Santa Sé.
O Papa não retomará o seu antigo nome de Josef Ratzinger, passando a deter o título honorífico de "Sua Santidade Bento XVI, Pontífice Romano Emérito". Dentro de dois meses, Bento XVI será transferido de modo permanente para o Mosteiro ‘Mater Ecclesia', onde permanecerá em oração para o resto da vida. O Pontífice já disse, no entanto, que estará "sempre disponível" para ajudar o seu sucessor nos assuntos da Igreja, "na medida em que a idade o permitir".
Bento XVI já aprovou a realização antecipada e sem precedentes do Conclave de Cardeais que irá escolher o seu sucessor, devendo este ter agora lugar antes do dia 15 de Março.