Suspensão de conferência na FCSH levou a debate atribulado na AR

18-03-2017
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O parlamento aprovou, esta sexta-feira, os votos de condenação à decisão do cancelamento da conferência-debate do professor Jaime Nogueira Pinto, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), estipulada para a passada terça-feira, dia 7 de março. A aprovação surgiu após um complicado debate, nomeadamente entre o BE e o PSD/CDS-PP.

Os três votos aprovados tiveram em comum posições de defesa do pluralismo, da liberdade de expressão e uma “condenação veemente” dos obstáculos colocados que levaram à suspensão da conferência do professor, relata a agência Lusa.

Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada socialista, defendeu que não houve “qualquer ameaça física”, por parte da associação de estudantes da FCSH, a quem quisesse presenciar a conferência, mas responsabilizou as “milícias” da extrema-direita, com “ameaças físicas” a dirigentes associativos.

O dirigente da bancada social-democrata, Carlos Abreu Amorim, repudiou a interpretação do socialista, afirmando: “Seria bom, senhor deputado, que não se agitassem fantasmas. Não existe uma extrema-direita organizada, nem milícias. São disparates que foram aí agitados”. Em causa está a “liberdade de expressão”.

O mesmo dirigente referiu ainda: “O PS teve aqui uma intervenção extraordinária quando nos tenta fazer crer que não se passou nada antes da suspensão da conferência e que tudo foi uma ilusão de ótica. Isto é sintomático de como, na realidade, o PS está cada vez mais refém de forças da extrema-esquerda”, cita a Lusa.

Mas foi quando o bloquista Jorge Costa defendeu a associação de estudantes, referindo ter havido “razões de segurança” na origem da decisão da Faculdade de cancelar a conferência e, após isso, afirmar a existência de um “alinhamento do PSD e do CDS na nova linha da extrema-direita”, que se instalou o caos no plenário.

Foi o centrista Telmo Correia que pediu a defesa da honra da bancada. “Não aceitamos este tipo de argumentos e acusações. Porque uma geração de centristas confrontou aqueles que queriam fazer um estado totalitário. Convém lembrar que nessa altura quem liderou esse processo foram as grandes figuras do PS”, afirmou, considerando como “inaceitável” a posição de Jorge Costa, classificando-o como um “extremista da extrema-esquerda”.

Por sua vez, Carlos César, presidente do Grupo Parlamentar do PS assegurou que o partido socialista iria estar sempre “mais próximo de quem mais defender a liberdade e o pluralismo”, como defesa de “honra” da posição da sua bancada. “Em matéria de liberdades, o CDS-PP deve mais ao PS do que o PS deve ao CDS-PP”, acrescentou o socialista, no âmbito do período que se seguiu ao 25 de Abril, o PREC (Processo Revolucionário em Curso).

Nas votações destes documentos, os deputados socialistas Miranda Calha, Ascenso Simões, Vitalino Canas e Helena Roseta demarcaram-se da posição oficial da bancada do PS e aprovaram o texto proposto pelo CDS-PP e uma das alíneas do documento do PSD, de acordo com a Lusa.

O parlamento aprovou, esta sexta-feira, os votos de condenação à decisão do cancelamento da conferência-debate do professor Jaime Nogueira Pinto, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), estipulada para a passada terça-feira, dia 7 de março. A aprovação surgiu após um complicado debate, nomeadamente entre o BE e o PSD/CDS-PP.

Os três votos aprovados tiveram em comum posições de defesa do pluralismo, da liberdade de expressão e uma “condenação veemente” dos obstáculos colocados que levaram à suspensão da conferência do professor, relata a agência Lusa.

Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada socialista, defendeu que não houve “qualquer ameaça física”, por parte da associação de estudantes da FCSH, a quem quisesse presenciar a conferência, mas responsabilizou as “milícias” da extrema-direita, com “ameaças físicas” a dirigentes associativos.

O dirigente da bancada social-democrata, Carlos Abreu Amorim, repudiou a interpretação do socialista, afirmando: “Seria bom, senhor deputado, que não se agitassem fantasmas. Não existe uma extrema-direita organizada, nem milícias. São disparates que foram aí agitados”. Em causa está a “liberdade de expressão”.

O mesmo dirigente referiu ainda: “O PS teve aqui uma intervenção extraordinária quando nos tenta fazer crer que não se passou nada antes da suspensão da conferência e que tudo foi uma ilusão de ótica. Isto é sintomático de como, na realidade, o PS está cada vez mais refém de forças da extrema-esquerda”, cita a Lusa.

Mas foi quando o bloquista Jorge Costa defendeu a associação de estudantes, referindo ter havido “razões de segurança” na origem da decisão da Faculdade de cancelar a conferência e, após isso, afirmar a existência de um “alinhamento do PSD e do CDS na nova linha da extrema-direita”, que se instalou o caos no plenário.

Foi o centrista Telmo Correia que pediu a defesa da honra da bancada. “Não aceitamos este tipo de argumentos e acusações. Porque uma geração de centristas confrontou aqueles que queriam fazer um estado totalitário. Convém lembrar que nessa altura quem liderou esse processo foram as grandes figuras do PS”, afirmou, considerando como “inaceitável” a posição de Jorge Costa, classificando-o como um “extremista da extrema-esquerda”.

Por sua vez, Carlos César, presidente do Grupo Parlamentar do PS assegurou que o partido socialista iria estar sempre “mais próximo de quem mais defender a liberdade e o pluralismo”, como defesa de “honra” da posição da sua bancada. “Em matéria de liberdades, o CDS-PP deve mais ao PS do que o PS deve ao CDS-PP”, acrescentou o socialista, no âmbito do período que se seguiu ao 25 de Abril, o PREC (Processo Revolucionário em Curso).

Nas votações destes documentos, os deputados socialistas Miranda Calha, Ascenso Simões, Vitalino Canas e Helena Roseta demarcaram-se da posição oficial da bancada do PS e aprovaram o texto proposto pelo CDS-PP e uma das alíneas do documento do PSD, de acordo com a Lusa.

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