O ministro da Solidariedade, Vieira da Silva, destacou esta sexta-feira o trabalho da Rede Construir Juntos, que completa vinte anos, na luta contra a "batalha sem fim" de proteger as crianças e os jovens de situações de risco.A rede é composta por cerca de cem instituições de solidariedade social que têm em comum o desenvolvimento de ações para combater a exclusão social dos grupos desfavorecidos, nomeadamente crianças e jovens em risco e famílias."É uma rede muito presente que cobre o país todo e é um instrumento fundamental para esta batalha sem fim de proteger as crianças e os jovens dos riscos", disse o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à margem do encontro comemorativo dos vinte anos da rede, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.Ao longo das últimas duas décadas, foram muitas as iniciativas da Rede no combate ao abandono escolar e à exclusão social através de projetos de formação, no âmbito do desenvolvimento de competências pessoais e sociaisPara Vieira da Silva, o trabalho destas instituições é muito importante devido à vulnerabilidade em que muitas crianças se encontram."As crianças e os jovens estão numa situação particular de vulnerabilidade porque precisam de um envolvimento familiar e social para crescerem em paz, crescerem bem", disse.Mas essa vulnerabilidade "gera muitas vezes situações de enorme fragilidade social, económica, psicológica e aí o papel das instituições é por vezes insubstituível".O ministro da Solidariedade destacou "os passos muito relevantes" dados nas últimas décadas no combate ao trabalho infantil, que foi "praticamente erradicado" em Portugal, e nas situações de crianças de rua."Lembro-me bem quando elas [crianças de rua] constituíam um fenómeno com algum significado em Portugal", esta sexta-feira são situações "mais marginais, mais isoladas", disse à agência Lusa.Apesar de estes fenómenos irem sendo combatidos pela sociedade, "temos consciência que nesta sociedade aberta, exposta a tantos fatores de risco, permanecem problemas".Entre esses problemas, Vieira da Silva apontou as fugas e a "desinserção social de jovens, que não estão a trabalhar, nem a estudar, nem em processos de formação".Também permanecem "os problemas mais graves de exploração de crianças e jovens" vítimas de redes de tráfico internacional.Por outro lado, a situação que a Europa vive com o problema dos refugiados "agudiza esse tipo de problemas"."A nossa atenção e intervenção tem de estar sempre presente e a nossa preocupação com esta área não pode diminuir com o facto de termos vencido algumas batalhas, porque há outras tão ou mais duras do que essas e que temos de saber enfrentar", considerou."Quando falamos de crianças e jovens as estatísticas não contam", frisou ainda Vieira da Silva, referindo que, "quando existe uma criança que é abandonada, que está isolada, que vive uma situação de dificuldade, é um problema de toda a sociedade".Contudo, o governante não deixa de registar "como uma vitória significativa da sociedade portuguesa o facto de se terem vindo sucessivamente a eliminar algumas chagas que existiam na sociedade".
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O ministro da Solidariedade, Vieira da Silva, destacou esta sexta-feira o trabalho da Rede Construir Juntos, que completa vinte anos, na luta contra a "batalha sem fim" de proteger as crianças e os jovens de situações de risco.A rede é composta por cerca de cem instituições de solidariedade social que têm em comum o desenvolvimento de ações para combater a exclusão social dos grupos desfavorecidos, nomeadamente crianças e jovens em risco e famílias."É uma rede muito presente que cobre o país todo e é um instrumento fundamental para esta batalha sem fim de proteger as crianças e os jovens dos riscos", disse o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à margem do encontro comemorativo dos vinte anos da rede, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.Ao longo das últimas duas décadas, foram muitas as iniciativas da Rede no combate ao abandono escolar e à exclusão social através de projetos de formação, no âmbito do desenvolvimento de competências pessoais e sociaisPara Vieira da Silva, o trabalho destas instituições é muito importante devido à vulnerabilidade em que muitas crianças se encontram."As crianças e os jovens estão numa situação particular de vulnerabilidade porque precisam de um envolvimento familiar e social para crescerem em paz, crescerem bem", disse.Mas essa vulnerabilidade "gera muitas vezes situações de enorme fragilidade social, económica, psicológica e aí o papel das instituições é por vezes insubstituível".O ministro da Solidariedade destacou "os passos muito relevantes" dados nas últimas décadas no combate ao trabalho infantil, que foi "praticamente erradicado" em Portugal, e nas situações de crianças de rua."Lembro-me bem quando elas [crianças de rua] constituíam um fenómeno com algum significado em Portugal", esta sexta-feira são situações "mais marginais, mais isoladas", disse à agência Lusa.Apesar de estes fenómenos irem sendo combatidos pela sociedade, "temos consciência que nesta sociedade aberta, exposta a tantos fatores de risco, permanecem problemas".Entre esses problemas, Vieira da Silva apontou as fugas e a "desinserção social de jovens, que não estão a trabalhar, nem a estudar, nem em processos de formação".Também permanecem "os problemas mais graves de exploração de crianças e jovens" vítimas de redes de tráfico internacional.Por outro lado, a situação que a Europa vive com o problema dos refugiados "agudiza esse tipo de problemas"."A nossa atenção e intervenção tem de estar sempre presente e a nossa preocupação com esta área não pode diminuir com o facto de termos vencido algumas batalhas, porque há outras tão ou mais duras do que essas e que temos de saber enfrentar", considerou."Quando falamos de crianças e jovens as estatísticas não contam", frisou ainda Vieira da Silva, referindo que, "quando existe uma criança que é abandonada, que está isolada, que vive uma situação de dificuldade, é um problema de toda a sociedade".Contudo, o governante não deixa de registar "como uma vitória significativa da sociedade portuguesa o facto de se terem vindo sucessivamente a eliminar algumas chagas que existiam na sociedade".