PSD. Santana rumo a Lisboa mas o tema é tabu: “Não digo nem ai nem ui”

01-09-2016
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Pedro Santana Lopes já é visto nos bastidores como o melhor candidato do PSD para Lisboa, mas o tema é tabu entre os sociais-democratas. O i sabe que tem havido movimentações para que Santana regresse à autarquia e que o próprio não enjeita a hipótese, mas a candidatura do presidente da Câmara de Lisboa deverá ser assumida o mais tarde possível.

O tema das autárquicas só deverá ser oficialmente debatido depois do congresso de abril, onde Pedro Passos Coelho irá definir o perfil para os candidatos autárquicos. Mas os contactos informais com Santana Lopes já começaram e, na direção social--democrata, o nome do antigo líder não deve encontrar resistência. É visto como um candidato com hipóteses de ganhar e notoriedade suficiente para fazer uma campanha mais curta do que o habitual, evitando o desgaste a que poderia levar uma candidatura de alguém menos conhecido, que teria de ser lançado antes.

Como Marcelo? O i sabe que Santana não descarta a hipótese de uma candidatura e que ficou satisfeito com o facto de o líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Sérgio Azevedo, ter lançado o seu nome em entrevista ao i.

Se Marcelo Rebelo de Sousa foi o homem que travou o sonho de Santana Lopes de chegar a Belém, é agora apontado como o modelo que pode servir para que o antigo autarca regresse aos Paços do Concelho.

Obra feita “Se para as presidenciais bastou Marcelo querer, agora, para Lisboa, basta Santana querer”, diz uma fonte da direção do PSD, explicando que Santana Lopes conseguirá fazer uma campanha parecida com a do Presidente da República eleito. “O Santana, em Lisboa, é tão conhecido com o Marcelo no país”, comenta o dirigente, que acredita que isso fará com que o timing de apresentação da candidatura seja atirado mais para cima da data das autárquicas, em dezembro de 2017.

É que Santana termina o mandato na Santa Casa da Misericórdia dois meses antes dessas eleições. E até lá, o cargo de provedor dá-lhe palco e possibilidade de mostrar obra feita. Uma das mais emblemáticas será a do Hospital da Estrela, que Santana comprou ao Ministério da Defesa e onde a Misericórdia vai instalar várias unidades de cuidados paliativos, pequenas cirurgias e cuidados continuados integrados pediátricos. O hospital vai servir de crianças a idosos, passando por portadores de doenças crónicas. Numa altura em que os cuidados continuados são mais procurados do que nunca, essa será uma marca forte do mandato de Santana na Santa Casa.

De resto, para já, Pedro Santana Lopes fecha-se em copas sobre o tema das autárquicas. “Sobre esse assunto não digo nada, nada. Nem ai nem ui”, reagiu ao i quando confrontado com a hipótese de uma candidatura.

Lista de nomes para Lisboa Atitude semelhante têm os dirigentes da distrital e da concelhia do PSD-Lisboa. “É uma decisão do presidente do partido”, sublinha Miguel Pinto Luz, explicando que não se tem encontrado com Santana como presidente da distrital, mas sim por causa das funções que tem na Câmara de Cascais. “É prematuro falar sobre isso”, acrescenta Mauro Xavier, insistindo que o processo passará primeiro pela definição de um perfil que será traçado por Passos.

O que ninguém nega é que Santana Lopes está entre os candidatos mais fortes e de que ganhar Lisboa será importante para a dinâmica nacional do PSD. Mesmo assim, falar no nome de Santana é tabu por enquanto entre as hostes sociais-democratas.

Depois de o líder do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Sérgio Azevedo, ter avançado o nome do atual provedor da Santa Casa como um dos melhores candidatos a Lisboa, em entrevista ao i, ninguém quis oficialmente dar seguimento ao assunto. E há mesmo quem vá atirando possíveis nomes de candidatos, numa lista que inclui nomes como Marques Mendes, Maria Luís Albuquerque ou Jorge Moreira da Silva. “Não nos faltam nomes nem ideias. Isto não é ‘Santana sentido único’”, afiança um dirigente do PSD-Lisboa.

Pedro Santana Lopes já é visto nos bastidores como o melhor candidato do PSD para Lisboa, mas o tema é tabu entre os sociais-democratas. O i sabe que tem havido movimentações para que Santana regresse à autarquia e que o próprio não enjeita a hipótese, mas a candidatura do presidente da Câmara de Lisboa deverá ser assumida o mais tarde possível.

O tema das autárquicas só deverá ser oficialmente debatido depois do congresso de abril, onde Pedro Passos Coelho irá definir o perfil para os candidatos autárquicos. Mas os contactos informais com Santana Lopes já começaram e, na direção social--democrata, o nome do antigo líder não deve encontrar resistência. É visto como um candidato com hipóteses de ganhar e notoriedade suficiente para fazer uma campanha mais curta do que o habitual, evitando o desgaste a que poderia levar uma candidatura de alguém menos conhecido, que teria de ser lançado antes.

Como Marcelo? O i sabe que Santana não descarta a hipótese de uma candidatura e que ficou satisfeito com o facto de o líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Sérgio Azevedo, ter lançado o seu nome em entrevista ao i.

Se Marcelo Rebelo de Sousa foi o homem que travou o sonho de Santana Lopes de chegar a Belém, é agora apontado como o modelo que pode servir para que o antigo autarca regresse aos Paços do Concelho.

Obra feita “Se para as presidenciais bastou Marcelo querer, agora, para Lisboa, basta Santana querer”, diz uma fonte da direção do PSD, explicando que Santana Lopes conseguirá fazer uma campanha parecida com a do Presidente da República eleito. “O Santana, em Lisboa, é tão conhecido com o Marcelo no país”, comenta o dirigente, que acredita que isso fará com que o timing de apresentação da candidatura seja atirado mais para cima da data das autárquicas, em dezembro de 2017.

É que Santana termina o mandato na Santa Casa da Misericórdia dois meses antes dessas eleições. E até lá, o cargo de provedor dá-lhe palco e possibilidade de mostrar obra feita. Uma das mais emblemáticas será a do Hospital da Estrela, que Santana comprou ao Ministério da Defesa e onde a Misericórdia vai instalar várias unidades de cuidados paliativos, pequenas cirurgias e cuidados continuados integrados pediátricos. O hospital vai servir de crianças a idosos, passando por portadores de doenças crónicas. Numa altura em que os cuidados continuados são mais procurados do que nunca, essa será uma marca forte do mandato de Santana na Santa Casa.

De resto, para já, Pedro Santana Lopes fecha-se em copas sobre o tema das autárquicas. “Sobre esse assunto não digo nada, nada. Nem ai nem ui”, reagiu ao i quando confrontado com a hipótese de uma candidatura.

Lista de nomes para Lisboa Atitude semelhante têm os dirigentes da distrital e da concelhia do PSD-Lisboa. “É uma decisão do presidente do partido”, sublinha Miguel Pinto Luz, explicando que não se tem encontrado com Santana como presidente da distrital, mas sim por causa das funções que tem na Câmara de Cascais. “É prematuro falar sobre isso”, acrescenta Mauro Xavier, insistindo que o processo passará primeiro pela definição de um perfil que será traçado por Passos.

O que ninguém nega é que Santana Lopes está entre os candidatos mais fortes e de que ganhar Lisboa será importante para a dinâmica nacional do PSD. Mesmo assim, falar no nome de Santana é tabu por enquanto entre as hostes sociais-democratas.

Depois de o líder do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Sérgio Azevedo, ter avançado o nome do atual provedor da Santa Casa como um dos melhores candidatos a Lisboa, em entrevista ao i, ninguém quis oficialmente dar seguimento ao assunto. E há mesmo quem vá atirando possíveis nomes de candidatos, numa lista que inclui nomes como Marques Mendes, Maria Luís Albuquerque ou Jorge Moreira da Silva. “Não nos faltam nomes nem ideias. Isto não é ‘Santana sentido único’”, afiança um dirigente do PSD-Lisboa.

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