Por linhas tortas: Ah, as claques!

29-08-2019
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Nunca tive qualquer simpatia pelas claques dos clubes de futebol, nomeadamente as consideradas “profissionais”, aquelas que são suportadas pelo Benfica, Sporting e Porto.Com as devidas excepções, sempre achei que a maioria dos elementos que compõem esses grupos, longe de cumprirem a missão para que supostamente foram criados – apoiar e incentivar as suas equipas – são, na verdade, uns autênticos arruaceiros e marginais que estão sempre prontos a destruir tudo por onde passam e, se possível, com uns arraiais de pancadaria à mistura.E isto aplica-se da mesma forma às três claques, embora me pareça que a do Futebol Clube do Porto é a campeã na organização e execução de desacatos.Por isso não me espantou que o líder dos Super Dragões, em resposta à acusação de Carolina Salgado de que teria sido ele a espancar Ricardo Bexiga, o autarca socialista de Gondomar, tenha apresentado como alibi:“Nessa tarde eu estava na área de serviço da Mealhada, na A-1, de onde trouxe oito peluches, 22 porta-chaves, sete chocolates Toffe Crisp e duas sandes de leitão. Mas não roubei nada. Fiquei de passar por lá mais tarde para acertar contas. Eles já nos conhecem”.Sim, é verdade, eles já os conhecem. Tanto a área de serviço da Mealhada como a maioria das outras, já conhecem de ginjeira estes bandos que roubam e vandalizam tudo à sua passagem.E porque as histórias que tem para contar são muitas, Fernando Madureira que se ufana que na sua adolescência “ser raro o fim-de-semana em que não andasse à porrada”, publicou um livro intitulado “O Líder” em que dá a conhecer alguns dos seus feitos mais emblemáticos, mas não sei se os mais violentos e reprováveis.Conta, por exemplo, que o baptismo de fogo nos Super Dragões foi em 1987, em Aveiro. “Chegámos, arrombámos o portão, entrámos de graça e o respeito pela claque começou a nascer aqui”.Conta, também, que em meados da década de 90, “batiam e roubavam tudo o que lhes aparecesse pela frente, incluindo os próprios elementos da claque”.Mas a claque que Madureira brilhantemente chefia, celebrizou-se pelos “roubos nas áreas de serviço por onde passavam durante as deslocações, mas também pelos saques, arrombamentos e passagens de notas falsas”.Perante todas estas tropelias, como podemos ficar indiferentes a estes bandos de malfeitores sem escrúpulos que põem em perigo as famílias, muitas delas com filhos ainda pequenos, cujo o único pecado é gostar de assistir ao vivo aos jogos de futebol?É um problema que se arrasta há anos e parece não ter solução. O que nos faz questionar:. o que é que ganham os clubes com este tipo de claques e porque é que continuam a dar-lhes apoio?. Porque é que as autoridades não actuam de forma firme e eficaz em vez de se limitarem a assistir ao contínuo relato de desacatos através da comunicação social?

Nunca tive qualquer simpatia pelas claques dos clubes de futebol, nomeadamente as consideradas “profissionais”, aquelas que são suportadas pelo Benfica, Sporting e Porto.Com as devidas excepções, sempre achei que a maioria dos elementos que compõem esses grupos, longe de cumprirem a missão para que supostamente foram criados – apoiar e incentivar as suas equipas – são, na verdade, uns autênticos arruaceiros e marginais que estão sempre prontos a destruir tudo por onde passam e, se possível, com uns arraiais de pancadaria à mistura.E isto aplica-se da mesma forma às três claques, embora me pareça que a do Futebol Clube do Porto é a campeã na organização e execução de desacatos.Por isso não me espantou que o líder dos Super Dragões, em resposta à acusação de Carolina Salgado de que teria sido ele a espancar Ricardo Bexiga, o autarca socialista de Gondomar, tenha apresentado como alibi:“Nessa tarde eu estava na área de serviço da Mealhada, na A-1, de onde trouxe oito peluches, 22 porta-chaves, sete chocolates Toffe Crisp e duas sandes de leitão. Mas não roubei nada. Fiquei de passar por lá mais tarde para acertar contas. Eles já nos conhecem”.Sim, é verdade, eles já os conhecem. Tanto a área de serviço da Mealhada como a maioria das outras, já conhecem de ginjeira estes bandos que roubam e vandalizam tudo à sua passagem.E porque as histórias que tem para contar são muitas, Fernando Madureira que se ufana que na sua adolescência “ser raro o fim-de-semana em que não andasse à porrada”, publicou um livro intitulado “O Líder” em que dá a conhecer alguns dos seus feitos mais emblemáticos, mas não sei se os mais violentos e reprováveis.Conta, por exemplo, que o baptismo de fogo nos Super Dragões foi em 1987, em Aveiro. “Chegámos, arrombámos o portão, entrámos de graça e o respeito pela claque começou a nascer aqui”.Conta, também, que em meados da década de 90, “batiam e roubavam tudo o que lhes aparecesse pela frente, incluindo os próprios elementos da claque”.Mas a claque que Madureira brilhantemente chefia, celebrizou-se pelos “roubos nas áreas de serviço por onde passavam durante as deslocações, mas também pelos saques, arrombamentos e passagens de notas falsas”.Perante todas estas tropelias, como podemos ficar indiferentes a estes bandos de malfeitores sem escrúpulos que põem em perigo as famílias, muitas delas com filhos ainda pequenos, cujo o único pecado é gostar de assistir ao vivo aos jogos de futebol?É um problema que se arrasta há anos e parece não ter solução. O que nos faz questionar:. o que é que ganham os clubes com este tipo de claques e porque é que continuam a dar-lhes apoio?. Porque é que as autoridades não actuam de forma firme e eficaz em vez de se limitarem a assistir ao contínuo relato de desacatos através da comunicação social?

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