“Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Peço-lhe desculpas públicas por isso”, diz João Marques, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande e candidato do PSD à câmara local. “Houve, efetivamente, duas ou três tentativas de suicídio”, garante, “e manifestações suicidárias”, mas, “suicídios mesmo, isso é boato”
"Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. Peço-lhe desculpas públicas por isso" - as palavras são de João Marques, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande. Ao Expresso, este assume a responsabilidade por ter dado a Passos Coelho informação que não estava confirmada, tendo levado o líder do PSD a fazer declarações públicas sobre a ocorrência de suicídios depois dos incêndios dos últimos dias na zona Centro.
"Fui induzido em erro e induzi em erro o dr. Passos Coelho. Houve, efetivamente, duas ou três tentativas de suicídio, e manifestações suicidárias de mais algumas pessoas, que dizem que têm essa intenção. Mas, suicídios mesmo, isso é boato", esclarece o provedor da Santa Casa.
Conforme o Expresso adiantou, Pedro Passos Coelho referiu a existência de "pessoas que puseram termo à vida em desespero", com base em testemunhos que ouviu nos locais da tragédia. Contudo, o PSD não confirmou essa informação antes de Passos a referir aos jornalistas.
Provedor também é candidato a Pedrógão pelo PSD
Apesar de "não se ter confirmado o pior", João Marques avisa que "há mesmo necessidade de reforçar os meios de apoio psicológico para ajudar as pessoas daqui nos próximos tempos para superar esta desgraça. Há muita gente desesperada e completamente deprimida."
O atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande é o candidato do PSD à presidência da autarquia. João Marques, que é igualmente o presidente da concelhia laranja, esteve à frente da câmara de Pedrógão durante 16 anos, tendo saído por força da lei de limitação de mandatos. Em janeiro, foi escolhido pela concelhia a que preside para ser candidato à autarquia - a alternativa seria o PSD voltar a apoiar o atual edil, Valdemar Alves, que foi eleito há quatro anos numa lista de independentes que teve o suporte do PSD.
Desde os incêndios, o candidato do PSD tem feito bastantes declarações à imprensa, sobretudo aos media locais, falando quase sempre na sua qualidade de provedor da Misericórdia.
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“Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Peço-lhe desculpas públicas por isso”, diz João Marques, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande e candidato do PSD à câmara local. “Houve, efetivamente, duas ou três tentativas de suicídio”, garante, “e manifestações suicidárias”, mas, “suicídios mesmo, isso é boato”
"Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. Peço-lhe desculpas públicas por isso" - as palavras são de João Marques, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande. Ao Expresso, este assume a responsabilidade por ter dado a Passos Coelho informação que não estava confirmada, tendo levado o líder do PSD a fazer declarações públicas sobre a ocorrência de suicídios depois dos incêndios dos últimos dias na zona Centro.
"Fui induzido em erro e induzi em erro o dr. Passos Coelho. Houve, efetivamente, duas ou três tentativas de suicídio, e manifestações suicidárias de mais algumas pessoas, que dizem que têm essa intenção. Mas, suicídios mesmo, isso é boato", esclarece o provedor da Santa Casa.
Conforme o Expresso adiantou, Pedro Passos Coelho referiu a existência de "pessoas que puseram termo à vida em desespero", com base em testemunhos que ouviu nos locais da tragédia. Contudo, o PSD não confirmou essa informação antes de Passos a referir aos jornalistas.
Provedor também é candidato a Pedrógão pelo PSD
Apesar de "não se ter confirmado o pior", João Marques avisa que "há mesmo necessidade de reforçar os meios de apoio psicológico para ajudar as pessoas daqui nos próximos tempos para superar esta desgraça. Há muita gente desesperada e completamente deprimida."
O atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande é o candidato do PSD à presidência da autarquia. João Marques, que é igualmente o presidente da concelhia laranja, esteve à frente da câmara de Pedrógão durante 16 anos, tendo saído por força da lei de limitação de mandatos. Em janeiro, foi escolhido pela concelhia a que preside para ser candidato à autarquia - a alternativa seria o PSD voltar a apoiar o atual edil, Valdemar Alves, que foi eleito há quatro anos numa lista de independentes que teve o suporte do PSD.
Desde os incêndios, o candidato do PSD tem feito bastantes declarações à imprensa, sobretudo aos media locais, falando quase sempre na sua qualidade de provedor da Misericórdia.