O PSD reiterou esta quinta-feira preocupações com o surto de doença do legionário no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, sublinhando que o Estado "continua a falhar" e "ninguém quer assumir responsabilidades" sobre o caso."O tempo passa, aparecem continuamente mais pessoas infetadas por esta bactéria, nalguns casos a lista de pessoas que falecem vai aumentando também, e estamos já com semanas deste acontecimento trágico e ninguém consegue vislumbrar com alguma segurança que a situação está efetivamente controlada", realçou o deputado do PSD Miguel Santos, em declarações à agência Lusa.Para o social-democrata, há uma "incapacidade atroz" da parte do Governo em "conseguir garantir a segurança das pessoas, saber o que aconteceu, corrigir" a situação."Isto tem de ter uma causa", prosseguiu Miguel Santos, realçando que a comissão parlamentar de Saúde espera que o relatório - esta quinta-feira enviado ao Ministério Público - traga "alguma luz" sobre o assunto.A fonte da infeção com a bactéria 'Legionella pneumophila' que provocou o surto de doença do legionário no Hospital São Francisco Xavier "estará no perímetro do hospital", anunciou esta quinta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas."Conclui-se com elevada probabilidade que a fonte da infeção estará no perímetro do hospital", disse Graça Feitas em conferência de imprensa, citando os vários estudos e peritagens realizados para esclarecer a origem do surto, que já provocou cinco mortos e tem hoje um balanço de 54 casos confirmados.O primeiro caso de doença dos legionários no hospital São Francisco Xavier ocorreu a 31 de outubro.Esta quinta-feira em conferência de imprensa, no mesmo dia em que foi entregue ao Ministério Público um relatório preliminar que resume a evolução dos acontecimentos, Graça Freitas disse que "há uma forte probabilidade" de se saber a fonte da infeção mas recusou-se a especificar se foi numa torre de refrigeração de ar condicionado, apesar da insistência dos jornalistas.A responsável frisou que foram tomadas medidas de correção, quer na rede de água quer nas torres de refrigeração, e disse que "tudo indica que o surto vai entrar em fase de resolução" ainda que sejam possíveis mais alguns "casos isolados" nos próximos dias.Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) a investigação epidemiológica e laboratorial ainda decorre, sendo certo que a primeira colheita de amostras em pontos dos circuitos de água e das torres de arrefecimento do Hospital foi feita em 03 de novembro e que na madrugada de 04 de novembro foram conhecidos os primeiros resultados.Foram até agora infetadas 54 pessoas tendo morrido cinco e estando ainda em unidades de cuidados intensivos sete pessoas. Já tiveram alta 15 pessoas.A 'legionella' é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.
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O PSD reiterou esta quinta-feira preocupações com o surto de doença do legionário no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, sublinhando que o Estado "continua a falhar" e "ninguém quer assumir responsabilidades" sobre o caso."O tempo passa, aparecem continuamente mais pessoas infetadas por esta bactéria, nalguns casos a lista de pessoas que falecem vai aumentando também, e estamos já com semanas deste acontecimento trágico e ninguém consegue vislumbrar com alguma segurança que a situação está efetivamente controlada", realçou o deputado do PSD Miguel Santos, em declarações à agência Lusa.Para o social-democrata, há uma "incapacidade atroz" da parte do Governo em "conseguir garantir a segurança das pessoas, saber o que aconteceu, corrigir" a situação."Isto tem de ter uma causa", prosseguiu Miguel Santos, realçando que a comissão parlamentar de Saúde espera que o relatório - esta quinta-feira enviado ao Ministério Público - traga "alguma luz" sobre o assunto.A fonte da infeção com a bactéria 'Legionella pneumophila' que provocou o surto de doença do legionário no Hospital São Francisco Xavier "estará no perímetro do hospital", anunciou esta quinta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas."Conclui-se com elevada probabilidade que a fonte da infeção estará no perímetro do hospital", disse Graça Feitas em conferência de imprensa, citando os vários estudos e peritagens realizados para esclarecer a origem do surto, que já provocou cinco mortos e tem hoje um balanço de 54 casos confirmados.O primeiro caso de doença dos legionários no hospital São Francisco Xavier ocorreu a 31 de outubro.Esta quinta-feira em conferência de imprensa, no mesmo dia em que foi entregue ao Ministério Público um relatório preliminar que resume a evolução dos acontecimentos, Graça Freitas disse que "há uma forte probabilidade" de se saber a fonte da infeção mas recusou-se a especificar se foi numa torre de refrigeração de ar condicionado, apesar da insistência dos jornalistas.A responsável frisou que foram tomadas medidas de correção, quer na rede de água quer nas torres de refrigeração, e disse que "tudo indica que o surto vai entrar em fase de resolução" ainda que sejam possíveis mais alguns "casos isolados" nos próximos dias.Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) a investigação epidemiológica e laboratorial ainda decorre, sendo certo que a primeira colheita de amostras em pontos dos circuitos de água e das torres de arrefecimento do Hospital foi feita em 03 de novembro e que na madrugada de 04 de novembro foram conhecidos os primeiros resultados.Foram até agora infetadas 54 pessoas tendo morrido cinco e estando ainda em unidades de cuidados intensivos sete pessoas. Já tiveram alta 15 pessoas.A 'legionella' é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.