Miguel Morgado estava à procura de uma carteira em que pudesse levar todos os cartões e que coubesse facilmente num bolso. “Queria um modelo o mais fino possível e que fosse funcional.” Como não encontrou nada à medida dos seus desejos, decidiu pôr mãos à obra. Foi há um ano.
“Comecei a pensar em vários mecanismos para usar a carteira e cheguei a este design, com a ajuda da minha namorada. Fiz vários compromissos e encontrei o modelo possível”, diz o estudante de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST).
Foi o ponto de partida da Craft Wallet, uma empresa que chegou aos lucros um ano após os primeiros desenhos. Depois de um investimento inicial de dois mil euros, já recolheram mais de 25 mil euros através da plataforma de crowdfunding Indiegogo.
A primeira campanha arrancou em janeiro, com o objetivo de chegar aos sete mil euros. Mas a campanha de financiamento colaborativo correu tão bem que receberam nove mil euros em pouco mais de um mês. A startup mantém-se nesta plataforma através da ferramenta InDemand, que permite receber pedidos de encomenda e analisar os dados dos clientes.
A parte funcional do produto está a atrair as atenções e grande parte dos clientes desta startup estão no estrangeiro: “70% dos compradores são norte-americanos; depois há clientes do Reino Unido, da Alemanha e de Portugal. Também nos parece que existe muito interesse da parte da China.”
Miguel Morgado e Pedro Andrade mostram como funciona a Craft Walltet. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
Cada carteira tem um preço mínimo de 30 euros, um valor “abaixo da média nos Estados Unidos”, o mercado-alvo desta startup. Cada carteira tem uma escada, com várias tolerâncias, porque há cartões de tamanhos diferentes. As Craft Wallet acomodam entre cinco e sete cartões, que sobem quando mexemos numa patilha. Há ainda outros modelos que estão a ser preparados: está em testes uma versão de pele que, além dos cartões, permita também guardar notas e faturas.
A Miguel Morgado juntou-se, em junho, Pedro Andrade, que veio desenvolver o marketing da Craft Wallet. Ambos estão a preparar uma nova campanha de crowdfunding para carteiras feitas com materiais premium, como titânio e kevlar, e que deve ser lançada já no mês de outubro. Mais à frente poderão ser lançadas carteiras com outros formatos: ou para três cartões apenas ou para um total de 12.
Até lá, a Craft Wallet está “incubada” na casa de Miguel, que já admite que as coisas poderão mudar em breve. “Temos de passar para um escritório ou para uma incubadora. Não podemos contratar uma pessoa e pedir-lhe para montar carteiras em casa.”
Este caminho também vai ser facilitado graças à parceria com a Young Audax, que vai ajudar a comunicação da Craft Wallet junto do mercado.
As carteiras surgem numa altura em que há cada vez mais aplicações para fazer pagamentos através de smarthphone ou através de outros dispositivos, como os wearables.
Quer pagar as compras com o smartphone? Conheça estas duas aplicações
Mas isto não assusta Miguel Morgado e Pedro Andrade: “As carteiras vão ter de mudar, mas as pessoas não vão arriscar ficar sem bateria. Ainda falta muito tempo até deixarmos de pagar com cartões.”
As carteiras são feitas na China numa máquina de CFC, uma fresadora computorizada que tem uma precisão mínima de 0,1 milímetros. Miguel Morgado explica a opção: “Tentei produzir em Portugal, mas por causa do tempo de resposta dos fabricantes e dos custos acabei por fazer as carteiras na China.”
Miguel Morgado e Pedro Andrade mostram como funciona a Craft Walltet. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
A empresa portuguesa já trabalha com estes fornecedores na China há algum tempo, através de outra startup, a AXIIS, que produz acessórios para motos.
“Gostava de produzir mais coisas em Portugal, mas se estou contente com os atuais fabricantes na China, não vale a pena mudar”, confessa Miguel Morgado.
O fundador da Craft Wallet garante que paga 18 dólares (16 euros) por hora para usar a máquina CFC na China. “Não é uma exploração e conseguimos ter uma resposta atempada e muito mais profissional. As coisas avançam num par de horas. Em Portugal é costume demorarem semanas.”
Miguel Morgado estava à procura de uma carteira em que pudesse levar todos os cartões e que coubesse facilmente num bolso. “Queria um modelo o mais fino possível e que fosse funcional.” Como não encontrou nada à medida dos seus desejos, decidiu pôr mãos à obra. Foi há um ano.
“Comecei a pensar em vários mecanismos para usar a carteira e cheguei a este design, com a ajuda da minha namorada. Fiz vários compromissos e encontrei o modelo possível”, diz o estudante de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST).
Foi o ponto de partida da Craft Wallet, uma empresa que chegou aos lucros um ano após os primeiros desenhos. Depois de um investimento inicial de dois mil euros, já recolheram mais de 25 mil euros através da plataforma de crowdfunding Indiegogo.
A primeira campanha arrancou em janeiro, com o objetivo de chegar aos sete mil euros. Mas a campanha de financiamento colaborativo correu tão bem que receberam nove mil euros em pouco mais de um mês. A startup mantém-se nesta plataforma através da ferramenta InDemand, que permite receber pedidos de encomenda e analisar os dados dos clientes.
A parte funcional do produto está a atrair as atenções e grande parte dos clientes desta startup estão no estrangeiro: “70% dos compradores são norte-americanos; depois há clientes do Reino Unido, da Alemanha e de Portugal. Também nos parece que existe muito interesse da parte da China.”
Miguel Morgado e Pedro Andrade mostram como funciona a Craft Walltet. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
Cada carteira tem um preço mínimo de 30 euros, um valor “abaixo da média nos Estados Unidos”, o mercado-alvo desta startup. Cada carteira tem uma escada, com várias tolerâncias, porque há cartões de tamanhos diferentes. As Craft Wallet acomodam entre cinco e sete cartões, que sobem quando mexemos numa patilha. Há ainda outros modelos que estão a ser preparados: está em testes uma versão de pele que, além dos cartões, permita também guardar notas e faturas.
A Miguel Morgado juntou-se, em junho, Pedro Andrade, que veio desenvolver o marketing da Craft Wallet. Ambos estão a preparar uma nova campanha de crowdfunding para carteiras feitas com materiais premium, como titânio e kevlar, e que deve ser lançada já no mês de outubro. Mais à frente poderão ser lançadas carteiras com outros formatos: ou para três cartões apenas ou para um total de 12.
Até lá, a Craft Wallet está “incubada” na casa de Miguel, que já admite que as coisas poderão mudar em breve. “Temos de passar para um escritório ou para uma incubadora. Não podemos contratar uma pessoa e pedir-lhe para montar carteiras em casa.”
Este caminho também vai ser facilitado graças à parceria com a Young Audax, que vai ajudar a comunicação da Craft Wallet junto do mercado.
As carteiras surgem numa altura em que há cada vez mais aplicações para fazer pagamentos através de smarthphone ou através de outros dispositivos, como os wearables.
Quer pagar as compras com o smartphone? Conheça estas duas aplicações
Mas isto não assusta Miguel Morgado e Pedro Andrade: “As carteiras vão ter de mudar, mas as pessoas não vão arriscar ficar sem bateria. Ainda falta muito tempo até deixarmos de pagar com cartões.”
As carteiras são feitas na China numa máquina de CFC, uma fresadora computorizada que tem uma precisão mínima de 0,1 milímetros. Miguel Morgado explica a opção: “Tentei produzir em Portugal, mas por causa do tempo de resposta dos fabricantes e dos custos acabei por fazer as carteiras na China.”
Miguel Morgado e Pedro Andrade mostram como funciona a Craft Walltet. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
A empresa portuguesa já trabalha com estes fornecedores na China há algum tempo, através de outra startup, a AXIIS, que produz acessórios para motos.
“Gostava de produzir mais coisas em Portugal, mas se estou contente com os atuais fabricantes na China, não vale a pena mudar”, confessa Miguel Morgado.
O fundador da Craft Wallet garante que paga 18 dólares (16 euros) por hora para usar a máquina CFC na China. “Não é uma exploração e conseguimos ter uma resposta atempada e muito mais profissional. As coisas avançam num par de horas. Em Portugal é costume demorarem semanas.”