Rio e Costa frente a frente. “O meu Mário Centeno é melhor que o teu”

30-09-2019
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Rui Rio voltou a atacar o PS, esta segunda-feira, por causa do défice do saldo externo, lembrando que foi este mesmo problema que levou à entrada da Troika em Portugal, no tempo de José Sócrates.

A troca de acusações entre os dois levou mesmo a uma situação caricata, em que compararam os seus respetivos “Mários Centenos” no segundo debate da rádio, organizado pela Renascença, Antena 1 e TSF.

Rui Rio estava a responder a uma pergunta sobre o que considerava ser um salário decente, dizendo que o PSD queria aumentar o salário mínimo dos 600 para os 700 euros, quando disse que o problema mais grave não era esse, mas o modelo económico seguido pelo PS.

“O modelo de crescimento da nossa economia, assente no consumo e a puxar pelo produto, não pode dar bom resultado a longo prazo. O saldo externo está a cair. O modelo de crescimento não coloca as empresas à frente mas são elas que vão pagar bons ou maus empregos, bons ou maus salários”, disse.

“Temos de ter muito cuidado com o saldo externo, porque foi isso que determinou a vinda da Troika há uns anos. Não estou a dizer que estamos nesse patamar, nem de longe nem de perto, mas temos de ter cuidado”, alertou.

António Costa não quis deixar passar este ataque e desafiou Rui Rio a olhar mais de perto para os números, para ver que o desequilíbrio se devia ao facto de ter havido uma grande compra de equipamentos e máquinas, precisamente porque as empresas se estão a modernizar e deu como exemplo o ano corrente: “77% da degradação deste ano deve-se à compra de aeronaves porque a TAP está a modernizar a sua frota. O défice não é por falta de produção, é por modernização da nossa economia”.

Rui Rio ripostou e brincou com o Costa, dizendo que “sabe, eu também tenho o meu Mário Centeno, e ele avisou-me que você ia dizer isso”. Refira-se que "o Mário Centeno" de Rio é Joaquim Sarmento, que foi assessor económico do então Presidente da República, Cavaco Silva, entre 2012 e 2016. Já à saída do debate, Costa sublinharia que, ao contrário de Mário Centeno, Sarmento "nem na lista de deputados está".

Reveja o debate na íntegra:

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Rui Rio voltou a atacar o PS, esta segunda-feira, por causa do défice do saldo externo, lembrando que foi este mesmo problema que levou à entrada da Troika em Portugal, no tempo de José Sócrates.

A troca de acusações entre os dois levou mesmo a uma situação caricata, em que compararam os seus respetivos “Mários Centenos” no segundo debate da rádio, organizado pela Renascença, Antena 1 e TSF.

Rui Rio estava a responder a uma pergunta sobre o que considerava ser um salário decente, dizendo que o PSD queria aumentar o salário mínimo dos 600 para os 700 euros, quando disse que o problema mais grave não era esse, mas o modelo económico seguido pelo PS.

“O modelo de crescimento da nossa economia, assente no consumo e a puxar pelo produto, não pode dar bom resultado a longo prazo. O saldo externo está a cair. O modelo de crescimento não coloca as empresas à frente mas são elas que vão pagar bons ou maus empregos, bons ou maus salários”, disse.

“Temos de ter muito cuidado com o saldo externo, porque foi isso que determinou a vinda da Troika há uns anos. Não estou a dizer que estamos nesse patamar, nem de longe nem de perto, mas temos de ter cuidado”, alertou.

António Costa não quis deixar passar este ataque e desafiou Rui Rio a olhar mais de perto para os números, para ver que o desequilíbrio se devia ao facto de ter havido uma grande compra de equipamentos e máquinas, precisamente porque as empresas se estão a modernizar e deu como exemplo o ano corrente: “77% da degradação deste ano deve-se à compra de aeronaves porque a TAP está a modernizar a sua frota. O défice não é por falta de produção, é por modernização da nossa economia”.

Rui Rio ripostou e brincou com o Costa, dizendo que “sabe, eu também tenho o meu Mário Centeno, e ele avisou-me que você ia dizer isso”. Refira-se que "o Mário Centeno" de Rio é Joaquim Sarmento, que foi assessor económico do então Presidente da República, Cavaco Silva, entre 2012 e 2016. Já à saída do debate, Costa sublinharia que, ao contrário de Mário Centeno, Sarmento "nem na lista de deputados está".

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