“Não vale a pena o PCP tirar o cavalinho da chuva, nem dizer que só concorda com o que não está lá [no Programa de Estabilidade]”, afirmou esta tarde na Assembleia da República Maria Luís Albuquerque, dirigindo-se a Jerónimo de Sousa. “Todos nesta maioria são responsáveis por este Programa de Estabilidade, pelo Programa Nacional de Reformas e por todas as consequências que terão para o país”, acrescentou a ex-ministra das Finanças.
Maria Luís abriu brechas à esquerda, ao defender que parte da maioria defende uma coisa e outra parte o seu contrário. “Parte da maioria assume compromissos europeus e outra parte equaciona a saída de Portugal da União Europeia. Parte da maioria afirma que a dívida é insustentável e outra parte diz o contrário. Esta estratégia evidencia a inconsistência insanával desta governação”, apontou.
A ex-ministra acusou ainda o Programa de Estabilidade de ser “irrealista nas projeções” e de não conter reformas. “Numa altura em que a Europa enfrenta tantos desafios, Portugal devia manter-se no caminho da recuperação gradual que tinha sido iniciado. Gradual, mas seguro”.
“Aguardamos os esclarecimentos da maioria sobre os setores das Administração onde vão reduzir os funcionários públicos. O país tem o direito de saber que serviços e que locais vão ser afetados”, disse por fim.
Maria vs. Mariana
No breve período de perguntas e respostas que se seguiu, dirigindo-se à deputada Mariana Mortágua, que acusou os sociais-democratas de não terem pensamento próprio, limitando-se a obedecer a Bruxelas, a antiga ministra das Finanças desafiou o Bloco de Esquerda a cortar o apoio a um partido, o PS, que segue alinhado com a Europa.
“Quando se tem convicção na austeridade pode-se falhar metas, mas sem convicção não é possível”, afirmou Mariana Mortágua, para logo acrescentar: “O PSD não tem pensamento, obedece. O PSD pensa que gerir bem é obedecer a Bruxelas.”
Às palavras de Mariana, Maria Luís respondeu: “Os senhores apresentam-se em eleições sistematicamente contra a Europa. Assumam-se! Se não querem estar na Europa, não formem um Governo com um partido que diz que quer cumprir os compromissos com Bruxelas”.
E o debate seguiu com a intervenção do atual ministro das Finanças, Mário Centeno.
Categorias
Entidades
“Não vale a pena o PCP tirar o cavalinho da chuva, nem dizer que só concorda com o que não está lá [no Programa de Estabilidade]”, afirmou esta tarde na Assembleia da República Maria Luís Albuquerque, dirigindo-se a Jerónimo de Sousa. “Todos nesta maioria são responsáveis por este Programa de Estabilidade, pelo Programa Nacional de Reformas e por todas as consequências que terão para o país”, acrescentou a ex-ministra das Finanças.
Maria Luís abriu brechas à esquerda, ao defender que parte da maioria defende uma coisa e outra parte o seu contrário. “Parte da maioria assume compromissos europeus e outra parte equaciona a saída de Portugal da União Europeia. Parte da maioria afirma que a dívida é insustentável e outra parte diz o contrário. Esta estratégia evidencia a inconsistência insanával desta governação”, apontou.
A ex-ministra acusou ainda o Programa de Estabilidade de ser “irrealista nas projeções” e de não conter reformas. “Numa altura em que a Europa enfrenta tantos desafios, Portugal devia manter-se no caminho da recuperação gradual que tinha sido iniciado. Gradual, mas seguro”.
“Aguardamos os esclarecimentos da maioria sobre os setores das Administração onde vão reduzir os funcionários públicos. O país tem o direito de saber que serviços e que locais vão ser afetados”, disse por fim.
Maria vs. Mariana
No breve período de perguntas e respostas que se seguiu, dirigindo-se à deputada Mariana Mortágua, que acusou os sociais-democratas de não terem pensamento próprio, limitando-se a obedecer a Bruxelas, a antiga ministra das Finanças desafiou o Bloco de Esquerda a cortar o apoio a um partido, o PS, que segue alinhado com a Europa.
“Quando se tem convicção na austeridade pode-se falhar metas, mas sem convicção não é possível”, afirmou Mariana Mortágua, para logo acrescentar: “O PSD não tem pensamento, obedece. O PSD pensa que gerir bem é obedecer a Bruxelas.”
Às palavras de Mariana, Maria Luís respondeu: “Os senhores apresentam-se em eleições sistematicamente contra a Europa. Assumam-se! Se não querem estar na Europa, não formem um Governo com um partido que diz que quer cumprir os compromissos com Bruxelas”.
E o debate seguiu com a intervenção do atual ministro das Finanças, Mário Centeno.