Shhhhhhh…

26-05-2016
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Maria Manuel Leitão Marques é uma mais-valia indiscutível deste Governo e sê-la-ia, estou firmemente convencido, em qualquer Governo que encare de frente e a sério os problemas da burocracia, da lentidão da máquina administrativa, da falta de eficiência e dos custos associados aos serviços prestados pelo Estado aos cidadãos e às empresas. A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não possui, na realidade, apenas um currículo amplo, rico e imaculado em termos científicos e académicos, quer no campo do Direito, quer na área das ciências económicas. Ela tem também – como se costuma dizer – obra feita enquanto responsável política.

São-lhe devidos créditos pela modernização administrativa alargada dos últimos anos – que ninguém contesta e todos aplaudem –, levada a cabo por governos de que fez parte e que encontrou inspiração e esteio no seu pensamento próprio. Trata-se, pois, de uma pessoa que compreende bem o preço que um país paga pela manutenção de custos de contexto elevados no seio da sua organização económica e social, e esse preço tem sido em Portugal particularmente elevado, repercutindo-se sobre a saúde do nosso tecido empresarial, a capacidade de resposta do sistema de justiça (e não daria Maria Leitão Marques uma belíssima Ministra da Justiça?), a atracção de investimento e a competitividade da nossa economia.

Compreende bem esse preço e tem procurado, activamente e com algum grau de sucesso, desamarrar o país da sua lentidão atávica e da sua informalidade e burocracia endémicas, que tanto têm contribuído para gerar um PIB negro, paralelo e infra-fiscal. Nem outra coisa seria de esperar, na verdade, de quem assessorou a Comissão Europeia enquanto membro do prestigiado High Level Group on Administrative Burdens, voltado para a redução dos encargos administrativos das empresas. Maria Manuel Leitão Marques é pois, sem nenhuma dúvida nem nenhum favor, uma pessoa esclarecida, estruturada, moderna e modernizadora, a quem agradecemos todos os esforços de simplificação do contexto – chamem-se simplex ou qualquer outra coisa.

É provavelmente, aliás, o único titular máximo de um Ministério (e um dos mais inusitados, reconheço) em quem vislumbro, actualmente, uma vontade política e uma intencionalidade de acção genuinamente apontadas ao favorecimento do investimento, ao apoio às empresas e à dinamização da economia portuguesa.

Atrevo-me, por isso, a deixar-lhe uma sugestão. Tudo o que fizer faça baixinho, sem alarde, sem pompa e com pouca circunstância. Espero, aliás, não sofrer um tiro no pé com a publicação deste texto. É que, no momento em que as catarinas, os jerónimos, as mortáguas e os galambas se aperceberem de que, afinal, para além de todos os restantes méritos, o seu Ministério desenha e implementa políticas ‘business-friendly’, receio bem que esse passe a estar no centro do radar e, por consequência, no centro da mira.

Competente, sim, ‘ma non troppo’. Por isso: shhhhhhh…

Maria Manuel Leitão Marques é uma mais-valia indiscutível deste Governo e sê-la-ia, estou firmemente convencido, em qualquer Governo que encare de frente e a sério os problemas da burocracia, da lentidão da máquina administrativa, da falta de eficiência e dos custos associados aos serviços prestados pelo Estado aos cidadãos e às empresas. A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não possui, na realidade, apenas um currículo amplo, rico e imaculado em termos científicos e académicos, quer no campo do Direito, quer na área das ciências económicas. Ela tem também – como se costuma dizer – obra feita enquanto responsável política.

São-lhe devidos créditos pela modernização administrativa alargada dos últimos anos – que ninguém contesta e todos aplaudem –, levada a cabo por governos de que fez parte e que encontrou inspiração e esteio no seu pensamento próprio. Trata-se, pois, de uma pessoa que compreende bem o preço que um país paga pela manutenção de custos de contexto elevados no seio da sua organização económica e social, e esse preço tem sido em Portugal particularmente elevado, repercutindo-se sobre a saúde do nosso tecido empresarial, a capacidade de resposta do sistema de justiça (e não daria Maria Leitão Marques uma belíssima Ministra da Justiça?), a atracção de investimento e a competitividade da nossa economia.

Compreende bem esse preço e tem procurado, activamente e com algum grau de sucesso, desamarrar o país da sua lentidão atávica e da sua informalidade e burocracia endémicas, que tanto têm contribuído para gerar um PIB negro, paralelo e infra-fiscal. Nem outra coisa seria de esperar, na verdade, de quem assessorou a Comissão Europeia enquanto membro do prestigiado High Level Group on Administrative Burdens, voltado para a redução dos encargos administrativos das empresas. Maria Manuel Leitão Marques é pois, sem nenhuma dúvida nem nenhum favor, uma pessoa esclarecida, estruturada, moderna e modernizadora, a quem agradecemos todos os esforços de simplificação do contexto – chamem-se simplex ou qualquer outra coisa.

É provavelmente, aliás, o único titular máximo de um Ministério (e um dos mais inusitados, reconheço) em quem vislumbro, actualmente, uma vontade política e uma intencionalidade de acção genuinamente apontadas ao favorecimento do investimento, ao apoio às empresas e à dinamização da economia portuguesa.

Atrevo-me, por isso, a deixar-lhe uma sugestão. Tudo o que fizer faça baixinho, sem alarde, sem pompa e com pouca circunstância. Espero, aliás, não sofrer um tiro no pé com a publicação deste texto. É que, no momento em que as catarinas, os jerónimos, as mortáguas e os galambas se aperceberem de que, afinal, para além de todos os restantes méritos, o seu Ministério desenha e implementa políticas ‘business-friendly’, receio bem que esse passe a estar no centro do radar e, por consequência, no centro da mira.

Competente, sim, ‘ma non troppo’. Por isso: shhhhhhh…

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