Numa conferência de imprensa conjunta, o presidente da Distrital, José Cesário, e o coordenador dos deputados do partido eleitos por Viseu, Almeida Henriques, lamentaram que, em três anos de governação socialista, o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) tenha baixado de 125 milhões de euros (em 2005) para 54 milhões de euros em 2008, ou seja, menos 56,5 por cento.
Segundo Almeida Henriques, há mesmo "seis concelhos com dotação zero", nomeadamente Moimenta da Beira, Oliveira de Frades, Penedono, Resende, Tarouca e Vouzela.
A outros tantos - Armamar, Carregal do Sal, Mangualde, Nelas, Santa Comba Dão e S. João da Pesqueira - coube uma dotação inferior a 15 mil euros, que, segundo o deputado, "não dá praticamente para aquecer". Destes, cinco têm abaixo de 10 mil euros e três abaixo de cinco mil euros.
"É o mesmo que dizer que, dos 24 concelhos do distrito, 12 é como se não tivessem dotação orçamental em PIDDAC, o que é lamentável", frisou.
Almeida Henriques lamentou que, no contexto nacional, Viseu apareça em 12º lugar, "abaixo de Distritos como Aveiro, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Beja e Évora" e que, das 67 rubricas abertas, 15 tenham "dotações inferiores a 10 mil euros, que é o mesmo que dizer que estão inscritas em PIDDAC mas não são para fazer".
Por outro lado, os deputados e a estrutura partidária de Viseu consideram que, "em bom rigor, o PIDDAC de Viseu é de 5.681.045 euros", uma vez que dos 54.652.891 euros de dotação 39.021.899 euros destinam-se e finalizar a execução do terceiro Quadro Comunitário de Apoio no domínio agrícola e 9.949.947 euros no domínio do Prime.
Na prática, explicou Almeida Henriques, o programa para Viseu "resume-se ao centro de saúde de Penalva do Castelo, que está em fase final, e ao do Sátão, em construção, obras que já vinham dos Governos do PSD", e ao "atraso do centro de saúde II em Viseu que foi desmultiplicado em 3 Unidades de Saúde Familiar, com a modesta quantia de 200 mil euros".
Ainda na área da saúde, criticam "o eterno adiamento do Hospital de Lamego, que aparece com a ridícula dotação de 100 mil euros", e que os social-democratas têm "cada vez mais dúvidas que se venha a fazer".
As obras previstas no PIDDAC ficam completas com a escola secundária do Sátão, em construção, e com o "arranque do Arquivo Distrital, com três anos de atraso", dado tratar-se "de um projecto que já tinha sido lançado no Governo do Dr. Durão Barroso".
Ainda que admitam ter "uma grande dificuldade em analisar o capítulo das estradas", atendendo ao facto de ter havido uma desorçamentação de cerca de 400 milhões de euros no Ministério das Obras Públicas referente ao orçamento das Estradas de Portugal, José Cesário e Almeida Henriques disseram prever também o adiamento de importantes obras no distrito.
Aludiram ao adiamento na requalificação da EN 229 entre o Sátão e Viseu, da decisão sobre o troço do IC 12 entre Mangualde e Carregal do Sal, da construção da EN 230 entre Tondela e Carregal do Sal e também do IC 37, "que ligaria a A24 à A25, desencravando vários Concelhos do Norte do distrito".
Por outro lado, criticaram o Governo por "chutar para a frente todas as obras de relevo" para o distrito, como a construção da auto-estrada entre Viseu e Coimbra, que estimam apenas estar pronta em 2015, e a ferrovia, prevista para 2017.
Por tudo isto, Distrital e deputados do PSD eleitos por Viseu "chumbam o orçamento e criticam a falta de dinâmica do Governo socialista no distrito".
"Para além de não nos contemplar naquilo que eram ambições legítimas, não traz nenhuma indicação de progresso para Viseu". Olhamos para isto e ficamos com a sensação de que estamos condenados a não ter investimento", justificou Almeida Henriques.
AMF.
Lusa/fim
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Numa conferência de imprensa conjunta, o presidente da Distrital, José Cesário, e o coordenador dos deputados do partido eleitos por Viseu, Almeida Henriques, lamentaram que, em três anos de governação socialista, o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) tenha baixado de 125 milhões de euros (em 2005) para 54 milhões de euros em 2008, ou seja, menos 56,5 por cento.
Segundo Almeida Henriques, há mesmo "seis concelhos com dotação zero", nomeadamente Moimenta da Beira, Oliveira de Frades, Penedono, Resende, Tarouca e Vouzela.
A outros tantos - Armamar, Carregal do Sal, Mangualde, Nelas, Santa Comba Dão e S. João da Pesqueira - coube uma dotação inferior a 15 mil euros, que, segundo o deputado, "não dá praticamente para aquecer". Destes, cinco têm abaixo de 10 mil euros e três abaixo de cinco mil euros.
"É o mesmo que dizer que, dos 24 concelhos do distrito, 12 é como se não tivessem dotação orçamental em PIDDAC, o que é lamentável", frisou.
Almeida Henriques lamentou que, no contexto nacional, Viseu apareça em 12º lugar, "abaixo de Distritos como Aveiro, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Beja e Évora" e que, das 67 rubricas abertas, 15 tenham "dotações inferiores a 10 mil euros, que é o mesmo que dizer que estão inscritas em PIDDAC mas não são para fazer".
Por outro lado, os deputados e a estrutura partidária de Viseu consideram que, "em bom rigor, o PIDDAC de Viseu é de 5.681.045 euros", uma vez que dos 54.652.891 euros de dotação 39.021.899 euros destinam-se e finalizar a execução do terceiro Quadro Comunitário de Apoio no domínio agrícola e 9.949.947 euros no domínio do Prime.
Na prática, explicou Almeida Henriques, o programa para Viseu "resume-se ao centro de saúde de Penalva do Castelo, que está em fase final, e ao do Sátão, em construção, obras que já vinham dos Governos do PSD", e ao "atraso do centro de saúde II em Viseu que foi desmultiplicado em 3 Unidades de Saúde Familiar, com a modesta quantia de 200 mil euros".
Ainda na área da saúde, criticam "o eterno adiamento do Hospital de Lamego, que aparece com a ridícula dotação de 100 mil euros", e que os social-democratas têm "cada vez mais dúvidas que se venha a fazer".
As obras previstas no PIDDAC ficam completas com a escola secundária do Sátão, em construção, e com o "arranque do Arquivo Distrital, com três anos de atraso", dado tratar-se "de um projecto que já tinha sido lançado no Governo do Dr. Durão Barroso".
Ainda que admitam ter "uma grande dificuldade em analisar o capítulo das estradas", atendendo ao facto de ter havido uma desorçamentação de cerca de 400 milhões de euros no Ministério das Obras Públicas referente ao orçamento das Estradas de Portugal, José Cesário e Almeida Henriques disseram prever também o adiamento de importantes obras no distrito.
Aludiram ao adiamento na requalificação da EN 229 entre o Sátão e Viseu, da decisão sobre o troço do IC 12 entre Mangualde e Carregal do Sal, da construção da EN 230 entre Tondela e Carregal do Sal e também do IC 37, "que ligaria a A24 à A25, desencravando vários Concelhos do Norte do distrito".
Por outro lado, criticaram o Governo por "chutar para a frente todas as obras de relevo" para o distrito, como a construção da auto-estrada entre Viseu e Coimbra, que estimam apenas estar pronta em 2015, e a ferrovia, prevista para 2017.
Por tudo isto, Distrital e deputados do PSD eleitos por Viseu "chumbam o orçamento e criticam a falta de dinâmica do Governo socialista no distrito".
"Para além de não nos contemplar naquilo que eram ambições legítimas, não traz nenhuma indicação de progresso para Viseu". Olhamos para isto e ficamos com a sensação de que estamos condenados a não ter investimento", justificou Almeida Henriques.
AMF.
Lusa/fim