Confessando-se "surpreendido" com a carta em que Moita Flores arrasa o seu manifesto eleitoral, João Moura acusa o presidente da câmara municipal de Santarém, que apoia a candidatura liderada por Vasco Cunha, de "pessoalizar o seu ataque, não contribuindo com uma única ideia positiva e construtiva para o futuro do distrito".
"Os militantes do PSD não esperam este tipo de atitudes, estão saturados desta forma de fazer política, estão cansados da retórica moral de quem não é, para todos os efeitos, militante filiado no partido, apesar de se não dispensar de ir opinando sobre a sua vida interna com certa regularidade", escreve João Moura na sua resposta a Moita Flores, também em forma de carta aberta.
João Moura afirma que "ainda há menos de um mês" o autarca de Santarém criticava "aqueles que agora apoia" e apoiava "aqueles que agora critica", numa "coerente forma pessoal de ser e estar na política" que não coincide com "nenhum dos valores que norteiam o PSD".
"Sabe o Dr. Moita Flores que eu sei que estaria do lado da luta pela mudança no PSD do distrito de Santarém se o cabeça de lista à Comissão Política Distrital fosse o nome por si indicado", escreve João Moura depois de citar alegadas declarações do autarca num jantar de apoio a Luís Filipe Menezes realizado em Fátima, em que este terá afirmado ser tempo de "acabar com aqueles que fazem parte do bloco central de interesses e conveniências".
"Só faltou dizer os nomes das pessoas a quem se dirigia", escreve João Moura.
Quanto à eventual recandidatura de Moita Flores à câmara de Santarém, João Moura assegura que aceitará "qualquer que seja a sua vontade", sublinhando que se não for candidato "será por sua livre opção", tendo então o partido de "começar a trabalhar o quanto antes na busca de uma solução equilibrada que permita manter a maioria" na capital do distrito.
João Moura acusa Moita Flores de "errar" ao afirmar que o presidente da câmara municipal de Ourém, David Catarino, apoia a sua candidatura em troco de um lugar (eurodeputado), o que "não consegue nem pode provar".
Assegurando que David Catarino apenas foi convidado para ser candidato a vice-presidente da Mesa da Assembleia Distrital, o que aceitou, João Moura afirma que a frase de Moita Flores é "infundada, caluniosa, ofende um colega seu presidente de câmara municipal, na sua dignidade pessoal e institucional, na sua honra".
João Moura responde ainda à alusão de que organizou um acto eleitoral numa véspera de Natal para obter uma vitória estrondosa, afirmando que "a verdade está registada" e que, não sendo "um dia de véspera" foi "um dia de grande actividade política" que registou "o acto eleitoral de maior mobilização da JSD distrital".
O candidato e vereador na câmara municipal de Ourém acusa ainda Moita Flores de estar a "despejar a sua fúria em cima de companheiros do PSD que não conhece" por "se terem gorado as suas diligências junto do líder nacional para que uma sua colaboradora pudesse fazer parte da Comissão Política Nacional".
João Moura apresenta hoje o seu programa de candidatura num jantar em Rio Maior, um dia depois de Vasco Cunha ter apresentado o seu em Fátima, numa conferência de imprensa em que denunciou alegados "procedimentos condenáveis" da outra candidatura (divulgação de listas de militantes com quotas em atraso e indicações para pagamento em Vila Nova da Barquinha).
MLL.
Lusa/fim
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Confessando-se "surpreendido" com a carta em que Moita Flores arrasa o seu manifesto eleitoral, João Moura acusa o presidente da câmara municipal de Santarém, que apoia a candidatura liderada por Vasco Cunha, de "pessoalizar o seu ataque, não contribuindo com uma única ideia positiva e construtiva para o futuro do distrito".
"Os militantes do PSD não esperam este tipo de atitudes, estão saturados desta forma de fazer política, estão cansados da retórica moral de quem não é, para todos os efeitos, militante filiado no partido, apesar de se não dispensar de ir opinando sobre a sua vida interna com certa regularidade", escreve João Moura na sua resposta a Moita Flores, também em forma de carta aberta.
João Moura afirma que "ainda há menos de um mês" o autarca de Santarém criticava "aqueles que agora apoia" e apoiava "aqueles que agora critica", numa "coerente forma pessoal de ser e estar na política" que não coincide com "nenhum dos valores que norteiam o PSD".
"Sabe o Dr. Moita Flores que eu sei que estaria do lado da luta pela mudança no PSD do distrito de Santarém se o cabeça de lista à Comissão Política Distrital fosse o nome por si indicado", escreve João Moura depois de citar alegadas declarações do autarca num jantar de apoio a Luís Filipe Menezes realizado em Fátima, em que este terá afirmado ser tempo de "acabar com aqueles que fazem parte do bloco central de interesses e conveniências".
"Só faltou dizer os nomes das pessoas a quem se dirigia", escreve João Moura.
Quanto à eventual recandidatura de Moita Flores à câmara de Santarém, João Moura assegura que aceitará "qualquer que seja a sua vontade", sublinhando que se não for candidato "será por sua livre opção", tendo então o partido de "começar a trabalhar o quanto antes na busca de uma solução equilibrada que permita manter a maioria" na capital do distrito.
João Moura acusa Moita Flores de "errar" ao afirmar que o presidente da câmara municipal de Ourém, David Catarino, apoia a sua candidatura em troco de um lugar (eurodeputado), o que "não consegue nem pode provar".
Assegurando que David Catarino apenas foi convidado para ser candidato a vice-presidente da Mesa da Assembleia Distrital, o que aceitou, João Moura afirma que a frase de Moita Flores é "infundada, caluniosa, ofende um colega seu presidente de câmara municipal, na sua dignidade pessoal e institucional, na sua honra".
João Moura responde ainda à alusão de que organizou um acto eleitoral numa véspera de Natal para obter uma vitória estrondosa, afirmando que "a verdade está registada" e que, não sendo "um dia de véspera" foi "um dia de grande actividade política" que registou "o acto eleitoral de maior mobilização da JSD distrital".
O candidato e vereador na câmara municipal de Ourém acusa ainda Moita Flores de estar a "despejar a sua fúria em cima de companheiros do PSD que não conhece" por "se terem gorado as suas diligências junto do líder nacional para que uma sua colaboradora pudesse fazer parte da Comissão Política Nacional".
João Moura apresenta hoje o seu programa de candidatura num jantar em Rio Maior, um dia depois de Vasco Cunha ter apresentado o seu em Fátima, numa conferência de imprensa em que denunciou alegados "procedimentos condenáveis" da outra candidatura (divulgação de listas de militantes com quotas em atraso e indicações para pagamento em Vila Nova da Barquinha).
MLL.
Lusa/fim