Coligação teme que o PS tome posse a tempo de poder fazer derrapar o défice de 2015. Maria Luís diz que isso seria “criminoso”
A coligação desconfia que, mal tome posse, o Governo de António Costa fará derrapar o défice. Para pôr em causa as contas do atual Executivo, poder argumentar que recebe uma “herança” pior do que tem sido dito e ganhar margem de manobra para 2016, lançando o ónus de qualquer derrapagem sobre Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque.
Esta é a tese que corre há alguns dias nos bastidores do (ainda) Governo – não é assim tão distante a memória do que aconteceu com José Sócrates, que mal entrou em funções pediu ao Banco de Portugal que revisse as contas sobre o défice, projectando-o muito em alta. Também Passos Coelho, pouco depois de tomar posse no anterior governo, falou de um "desvio colossal" nas contas do Estado, que levou a mais medidas de austeridade.
Essa tese da coligação – ou esse receio - tem sido aflorada ao longo do debate sobre o programa da coligação. Esta terça-feira, questionada pelo deputado do PSD Duarte Pacheco (“Não seria criminoso que qualquer Governo não fizesse tudo para que esta meta dos 3% fosse cumprida?”), a ministra das Finanças considerou que sim, “seria criminoso” se isso se viesse a verificar. Ou seja, se o Governo de Costa, mal tomasse posse, refizesse as contas para rever em alta o défice de 2015.
"Não haverá surpresas"
Maria Luís Albuquerque reafirmou que o défice está controlado, ficará abaixo dos 3% e não haverá surpresas. E deixou o aviso: “Seria criminoso que alguém viesse a tomar conta das finanças públicas antes do final do ano e fizesse alguma coisas para pôr em causa esta meta.”
Segundo a responsável das Finanças, a informação sobre as contas públicas “é transparente” e está validada por diversas entidades, nacionais e estrangeiras. “Não precisam de acreditar apenas na nossas palavras, há muitas formas de o verificar”, frisou.
Sobre o provável Governo de Costa, acrescentou: “Tenho muita esperança de que não seja o caos e espero que quem vier a assumir responsabilidades a seguir não o provoque, porque não deixaremos de alertar de quem é essa responsabilidade”.
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Coligação teme que o PS tome posse a tempo de poder fazer derrapar o défice de 2015. Maria Luís diz que isso seria “criminoso”
A coligação desconfia que, mal tome posse, o Governo de António Costa fará derrapar o défice. Para pôr em causa as contas do atual Executivo, poder argumentar que recebe uma “herança” pior do que tem sido dito e ganhar margem de manobra para 2016, lançando o ónus de qualquer derrapagem sobre Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque.
Esta é a tese que corre há alguns dias nos bastidores do (ainda) Governo – não é assim tão distante a memória do que aconteceu com José Sócrates, que mal entrou em funções pediu ao Banco de Portugal que revisse as contas sobre o défice, projectando-o muito em alta. Também Passos Coelho, pouco depois de tomar posse no anterior governo, falou de um "desvio colossal" nas contas do Estado, que levou a mais medidas de austeridade.
Essa tese da coligação – ou esse receio - tem sido aflorada ao longo do debate sobre o programa da coligação. Esta terça-feira, questionada pelo deputado do PSD Duarte Pacheco (“Não seria criminoso que qualquer Governo não fizesse tudo para que esta meta dos 3% fosse cumprida?”), a ministra das Finanças considerou que sim, “seria criminoso” se isso se viesse a verificar. Ou seja, se o Governo de Costa, mal tomasse posse, refizesse as contas para rever em alta o défice de 2015.
"Não haverá surpresas"
Maria Luís Albuquerque reafirmou que o défice está controlado, ficará abaixo dos 3% e não haverá surpresas. E deixou o aviso: “Seria criminoso que alguém viesse a tomar conta das finanças públicas antes do final do ano e fizesse alguma coisas para pôr em causa esta meta.”
Segundo a responsável das Finanças, a informação sobre as contas públicas “é transparente” e está validada por diversas entidades, nacionais e estrangeiras. “Não precisam de acreditar apenas na nossas palavras, há muitas formas de o verificar”, frisou.
Sobre o provável Governo de Costa, acrescentou: “Tenho muita esperança de que não seja o caos e espero que quem vier a assumir responsabilidades a seguir não o provoque, porque não deixaremos de alertar de quem é essa responsabilidade”.