Centeno fala do descongelamento das carreiras: “Todos temos de saber merecer”

27-11-2017
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O ministro das Finanças escolheu abrir a sessão no hemiciclo, esta manhã, falando do elefante na sala: o descongelamento das carreiras na função pública, particularmente no caso dos professores. Mário Centeno tomou a palavra no debate da especialidade para citar António Costa, lembrando que o Governo veio pôr o "cronómetro" a contar de novo, e deixar recado: "Aprendemos da forma mais difícil que todos temos de saber merecer".

Depois das notícias que esta madrugada indicavam que o Governo poderia recuperar os anos perdidos para a contagem da carreira dos docentes ainda neste Orçamento, Mário Centeno veio assegurar, sem dar novidades, que o Governo leva o assunto "muito a sério" e lembrar que o Executivo está a "recorrer às regras próprias de cada carreira" e que "47% dos professores vão progredir e mais de 7 mil recém-contratados vão ser colocados nos escalões", com um impacto orçamental de 115 milhões de euros.

O ministro defendeu que o descongelamento "merece natural destaque na política orçamental" do próximo ano, lembrando que "a diversidade na função pública é muito significativa". "O descongelamento é um processo complexo e desde cedo foi claro que valores não seriam compatíveis com processo que ocorresse num só ano", recordou, acrescentando que o pagamento dos aumentos que forem devidos graças ao descongelamento será "realizado em três anos".

"Campanha para Eurogrupo ver"

Centeno aproveitou esta intervenção inicial para recordar as boas notícias, começando por declarar que Portugal vive "o melhor momento da sociedade e economia das últimas duas décadas" e lembrando a saída do procedimento por défice excessivo ou a subida do rating. Mas também houve recados: as melhorias não podem "induzir tentações que alterem a direção seguida nos últimos dois anos"; não se deve estar a pensar em "supostas folgas", mas antes em "rigor"; nem decidir com "miopia", pensando no "amanhã próximo". Com a "segurança de quem cumpriu todas as metas a que se comprometeu", Centeno avisou: "Não manter estes compromissos é colocar em causa o esforço de todos os portugueses". E aproveitou para anunciar que Portugal reembolsou antecipadamente o FMI em 2,8 mil milhões de euros.

"Campanha internacional para Eurogrupo ver, com desprezo pelo país": assim reagiu o PSD às palavras do ministro, pela voz do deputado Duarte Pacheco, que interpretou as palavras de Centeno como um recado para os parceiros da esquerda, um "apelo à cautela" necessária na "gestão pública". "Breve foi a ilusão socialista", disse o social-democrata, citando conclusões negativas do Conselho de Finanças Públicas: "O Orçamento não é verdadeiro".

O ministro das Finanças escolheu abrir a sessão no hemiciclo, esta manhã, falando do elefante na sala: o descongelamento das carreiras na função pública, particularmente no caso dos professores. Mário Centeno tomou a palavra no debate da especialidade para citar António Costa, lembrando que o Governo veio pôr o "cronómetro" a contar de novo, e deixar recado: "Aprendemos da forma mais difícil que todos temos de saber merecer".

Depois das notícias que esta madrugada indicavam que o Governo poderia recuperar os anos perdidos para a contagem da carreira dos docentes ainda neste Orçamento, Mário Centeno veio assegurar, sem dar novidades, que o Governo leva o assunto "muito a sério" e lembrar que o Executivo está a "recorrer às regras próprias de cada carreira" e que "47% dos professores vão progredir e mais de 7 mil recém-contratados vão ser colocados nos escalões", com um impacto orçamental de 115 milhões de euros.

O ministro defendeu que o descongelamento "merece natural destaque na política orçamental" do próximo ano, lembrando que "a diversidade na função pública é muito significativa". "O descongelamento é um processo complexo e desde cedo foi claro que valores não seriam compatíveis com processo que ocorresse num só ano", recordou, acrescentando que o pagamento dos aumentos que forem devidos graças ao descongelamento será "realizado em três anos".

"Campanha para Eurogrupo ver"

Centeno aproveitou esta intervenção inicial para recordar as boas notícias, começando por declarar que Portugal vive "o melhor momento da sociedade e economia das últimas duas décadas" e lembrando a saída do procedimento por défice excessivo ou a subida do rating. Mas também houve recados: as melhorias não podem "induzir tentações que alterem a direção seguida nos últimos dois anos"; não se deve estar a pensar em "supostas folgas", mas antes em "rigor"; nem decidir com "miopia", pensando no "amanhã próximo". Com a "segurança de quem cumpriu todas as metas a que se comprometeu", Centeno avisou: "Não manter estes compromissos é colocar em causa o esforço de todos os portugueses". E aproveitou para anunciar que Portugal reembolsou antecipadamente o FMI em 2,8 mil milhões de euros.

"Campanha internacional para Eurogrupo ver, com desprezo pelo país": assim reagiu o PSD às palavras do ministro, pela voz do deputado Duarte Pacheco, que interpretou as palavras de Centeno como um recado para os parceiros da esquerda, um "apelo à cautela" necessária na "gestão pública". "Breve foi a ilusão socialista", disse o social-democrata, citando conclusões negativas do Conselho de Finanças Públicas: "O Orçamento não é verdadeiro".

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