“Número recorde”: 91 detenções por suspeita de fogo posto

18-08-2017
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Em 2017, já foram deitas 91 pessoas suspeitas de fogo posto. O dado foi revelado pela ministra da Administração Interna, esta quarta-feira à noite, após uma reunião na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil. No entanto, Constança Urbano de Sousa considera “prematuro falar em crime organizado”, sublinhando que a GNR e a PJ estão a investigar.

“A maior parte dos incêndios devem-se seguramente à ação humana, seja negligente ou dolosa. Registaram-se 91 detenções este ano. O número de detenções é um recorde em comparação com períodos homólogos”, disse a Constança Urbano de Sousa aos jornalistas, tendo realçado o reforço da vigilância, nomeadamente por parte da GNR e de elementos das Forças Armadas.

A ministra da Administração Interna e o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, (que esta quarta-feira em entrevista ao Expresso Diário explicou porque razão falou em incêndios noturnos causados por “mão não bondosa”) estiveram no comando da Proteção Civil, em Carnaxide, para se “inteirarem do ponto da situação dos incêndios”.

Até 19 de julho, PJ já tinha detido 37 pessoas suspeitas de fogo posto (foram 89 detidos em todo o ano de 2016) e a GNR 23 (mais dois do que o total dos detidos no ano passado). No total, 60 incendiários florestais, cinco vezes mais do que até julho de 2016.

184 incêndios no país. Mação e Vila de Rei são os mais preocupam

Neste momento, lavram 184 incêndios em Portugal. Em Mação, um dos fogos que mais preocupa devido à dimensão, estão a combater as chamas 720 operacionais, mas na próxima horas haverá um reforço de bombeiros. “Estão a chegar reforços a cada minuto. Vai aumentar até 1000”, garantiu Constança Urbano de Sousa. Ao longo do dia, estiveram 14 meios aéreos no terreno.

Tal como em Mação, o incêndio em Vila de Rei também está a preocupar as autoridades, estando no terreno 420 operacionais.

“Temos tidos condições muito propícias aos incêndios. Os casos de Vila de Rei e Mação, os incêndios de hoje já são segundos incêndios”, sublinhou a ministra, que explicou que o vento forte está a dificultar o trabalho devido as projeções do fogo.

O fogo em Mação está a progredir para sul e atingiu já o concelho vizinho de Abrantes, onde já estiveram ativos outros incêndios. A Central Termoelétrica do Pego já ativou mecanismo preventivos e chamou “as equipas de emergência” para prevenir eventuais consequências das chamas.

Segundo o balanço da Proteção Civil, às 19h, desde 9 de agosto há registo de um total de 49 pessoas assistidas e 76 feridos, dos quais 70 são feridos ligeiros e seis são feridos graves (nenhum em perigo de vida).

Em 2017, já foram deitas 91 pessoas suspeitas de fogo posto. O dado foi revelado pela ministra da Administração Interna, esta quarta-feira à noite, após uma reunião na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil. No entanto, Constança Urbano de Sousa considera “prematuro falar em crime organizado”, sublinhando que a GNR e a PJ estão a investigar.

“A maior parte dos incêndios devem-se seguramente à ação humana, seja negligente ou dolosa. Registaram-se 91 detenções este ano. O número de detenções é um recorde em comparação com períodos homólogos”, disse a Constança Urbano de Sousa aos jornalistas, tendo realçado o reforço da vigilância, nomeadamente por parte da GNR e de elementos das Forças Armadas.

A ministra da Administração Interna e o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, (que esta quarta-feira em entrevista ao Expresso Diário explicou porque razão falou em incêndios noturnos causados por “mão não bondosa”) estiveram no comando da Proteção Civil, em Carnaxide, para se “inteirarem do ponto da situação dos incêndios”.

Até 19 de julho, PJ já tinha detido 37 pessoas suspeitas de fogo posto (foram 89 detidos em todo o ano de 2016) e a GNR 23 (mais dois do que o total dos detidos no ano passado). No total, 60 incendiários florestais, cinco vezes mais do que até julho de 2016.

184 incêndios no país. Mação e Vila de Rei são os mais preocupam

Neste momento, lavram 184 incêndios em Portugal. Em Mação, um dos fogos que mais preocupa devido à dimensão, estão a combater as chamas 720 operacionais, mas na próxima horas haverá um reforço de bombeiros. “Estão a chegar reforços a cada minuto. Vai aumentar até 1000”, garantiu Constança Urbano de Sousa. Ao longo do dia, estiveram 14 meios aéreos no terreno.

Tal como em Mação, o incêndio em Vila de Rei também está a preocupar as autoridades, estando no terreno 420 operacionais.

“Temos tidos condições muito propícias aos incêndios. Os casos de Vila de Rei e Mação, os incêndios de hoje já são segundos incêndios”, sublinhou a ministra, que explicou que o vento forte está a dificultar o trabalho devido as projeções do fogo.

O fogo em Mação está a progredir para sul e atingiu já o concelho vizinho de Abrantes, onde já estiveram ativos outros incêndios. A Central Termoelétrica do Pego já ativou mecanismo preventivos e chamou “as equipas de emergência” para prevenir eventuais consequências das chamas.

Segundo o balanço da Proteção Civil, às 19h, desde 9 de agosto há registo de um total de 49 pessoas assistidas e 76 feridos, dos quais 70 são feridos ligeiros e seis são feridos graves (nenhum em perigo de vida).

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