Nova Floresta: Onanísmo Republicano Lisboeta

19-03-2019
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A República foi implantada numa câmara municipal e não no parlamento. Isto demonstrou antecipadamente o respeito que o partido republicano português teve pela soberania popular nos 16 anos seguintes. Nos 48 anos de Salazar o país centrou-se me Lisboa, mas como Salazar era bem mais inteligente que os republicanos de 1910, a câmara municipal de lisboa, deixou de fazer parte dos locais de culto do novo regime. Após o 25 de abril, e depois de alguns anos em que parecia que o centralismo português estava a mudar, vem agora as comemorações do centenário da republica demonstar que afinal está tudo na mesma.Os tão propalados 10 milhões de euros que a comissão Santos Silva foi contemplada pelo orçamento afinal são 155 milhões se adicionarmos os orçamentos "iniciais", convém frisar este ponto, que a comissão "Mota e Cia - Betonagem Republicana Total" vai dispor de 145 milhões para executar cerca de 30 obras, bem dentro dos limites do concelho de Lisboa. Até o facto de serem 30 não é inocente, pois se efectuarmos a divisão do dinheiro pelas obras dá inferior a 5 milhões cada uma, o que é o mesmo que dizer - Adjudicação directa sem concurso!Para o resto do país . . . . . . Nada! Levam com a crise, e é para ficarem satisfeitos.Bem pode Loures dizer que foi a primeira localidade onde a república foi implantada. Bem pode Setúbal gastar rios de dinheiro do seu orçamento, para lançar a ideia falsa de que lá é que se originou o verdadeiro republicanismo. Bem pode o Porto puxar dos seus galões de que é a cidade republicana ideal, pela sua bebedeira de 31 de Janeiro, apesar de este facto ser rapidamente desmentido pelas cores do seu maior símbolo de hoje em dia, criado para mostrar a Portugal que o Porto foi sempre monárquico e liberal.Em 2009/2010 a República Portuguesa é Lisboa, só Lisboa e nada mais que Lisboa. O resto do país que veja na TV os rios de dinheiro que a República Lisboeta vai gastar na sua comemoração onanística.Estranho é o silêncio do Rui Moreira, do Carlos Abreu Amorim e de outros tantos, que sempre tão rápidos a protestar contra qualquer cêntimo gasto a sul do Rio Mondego, apresentam um silêncio republicanamente comprometedor nestes dias que correm. Ler o artigo relacionado, publicado pelo Ricardo Silva no "Centenário da República".


A República foi implantada numa câmara municipal e não no parlamento. Isto demonstrou antecipadamente o respeito que o partido republicano português teve pela soberania popular nos 16 anos seguintes. Nos 48 anos de Salazar o país centrou-se me Lisboa, mas como Salazar era bem mais inteligente que os republicanos de 1910, a câmara municipal de lisboa, deixou de fazer parte dos locais de culto do novo regime. Após o 25 de abril, e depois de alguns anos em que parecia que o centralismo português estava a mudar, vem agora as comemorações do centenário da republica demonstar que afinal está tudo na mesma.Os tão propalados 10 milhões de euros que a comissão Santos Silva foi contemplada pelo orçamento afinal são 155 milhões se adicionarmos os orçamentos "iniciais", convém frisar este ponto, que a comissão "Mota e Cia - Betonagem Republicana Total" vai dispor de 145 milhões para executar cerca de 30 obras, bem dentro dos limites do concelho de Lisboa. Até o facto de serem 30 não é inocente, pois se efectuarmos a divisão do dinheiro pelas obras dá inferior a 5 milhões cada uma, o que é o mesmo que dizer - Adjudicação directa sem concurso!Para o resto do país . . . . . . Nada! Levam com a crise, e é para ficarem satisfeitos.Bem pode Loures dizer que foi a primeira localidade onde a república foi implantada. Bem pode Setúbal gastar rios de dinheiro do seu orçamento, para lançar a ideia falsa de que lá é que se originou o verdadeiro republicanismo. Bem pode o Porto puxar dos seus galões de que é a cidade republicana ideal, pela sua bebedeira de 31 de Janeiro, apesar de este facto ser rapidamente desmentido pelas cores do seu maior símbolo de hoje em dia, criado para mostrar a Portugal que o Porto foi sempre monárquico e liberal.Em 2009/2010 a República Portuguesa é Lisboa, só Lisboa e nada mais que Lisboa. O resto do país que veja na TV os rios de dinheiro que a República Lisboeta vai gastar na sua comemoração onanística.Estranho é o silêncio do Rui Moreira, do Carlos Abreu Amorim e de outros tantos, que sempre tão rápidos a protestar contra qualquer cêntimo gasto a sul do Rio Mondego, apresentam um silêncio republicanamente comprometedor nestes dias que correm. Ler o artigo relacionado, publicado pelo Ricardo Silva no "Centenário da República".

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