Os comunistas apontam o dedo e dizem que os constrangimentos orçamentais e o pacto de estabilidade não podem sobrepor-se às necessidades da floresta e de apoio às vítimas dos incêndios. E pede ao Governo esclarecimentos sobre como vai pagar a fatura das medidas agora aprovadas
"O Conselho de Ministros foi omisso quanto à afirmação da origem dos meios para reforço do Orçamento de Estado" que servirão para apoiar as vítimas dos recentes incêndios. As palavras são de João Frazão, da comissão política do PCP, numa reacção dos comunistas ao pacote de medidas ontem adoptado pelo Governo, reunido em Conselho de Ministros Extraordinário.
"Não será a custa dos direitos e dos rendimentos das pessoas que estes meios serão encontrados", avisa o dirigente comunista, para quem a defesa da floresta e a urgente necessidade de apoio ás vítimas e aos lesados dos fogos "não se coadunam com os constrangimentos orçamentais a que estamos sujeitos"
Para o PCP é claro: "os interesses nacionais sobrepõem-se a quaisquer constrangimentos orçamentais ou pressões externas". Mas os comunistas conhecem bem a diferença de posições sobre esta matéria que mantém com o PS. Os socialistas prometem cumprir as metas orçamentais acordadas com a UE e respeitar os limites do défice, os comunistas temem que, desta forma, o pacto orçamental impeça que o dinheiro chegue para todas as necessidades.
João Frazão lembrou (tal como o Carlos Abreu Amorim, do PSD tinha feito) que, em junho e na sequência dos incêndios de Pedrogão, o PS chumbou um conjunto de propostas que previa a criação de um mecanismo rápido para indemnizar as vítimas. Agora, os comunistas querem que os socialistas revejam a sua posição de voto e alarguem as propostas parlamentar para que sejam aplicadas às zonas entretanto ardidas.
O PCP quer ainda que o Governo acrescente ao pacote de medidas aprovado, mais duas decisões urgentes: a de transferir para os municípios e corporações de bombeiros as verbas que estão em atraso e que identifique rapidamente os meios básicos que é urgente adquirir para dotar autarquias, bombeiros e instituições de apoio, dos meios necessários para enfrentar situações de risco.
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Os comunistas apontam o dedo e dizem que os constrangimentos orçamentais e o pacto de estabilidade não podem sobrepor-se às necessidades da floresta e de apoio às vítimas dos incêndios. E pede ao Governo esclarecimentos sobre como vai pagar a fatura das medidas agora aprovadas
"O Conselho de Ministros foi omisso quanto à afirmação da origem dos meios para reforço do Orçamento de Estado" que servirão para apoiar as vítimas dos recentes incêndios. As palavras são de João Frazão, da comissão política do PCP, numa reacção dos comunistas ao pacote de medidas ontem adoptado pelo Governo, reunido em Conselho de Ministros Extraordinário.
"Não será a custa dos direitos e dos rendimentos das pessoas que estes meios serão encontrados", avisa o dirigente comunista, para quem a defesa da floresta e a urgente necessidade de apoio ás vítimas e aos lesados dos fogos "não se coadunam com os constrangimentos orçamentais a que estamos sujeitos"
Para o PCP é claro: "os interesses nacionais sobrepõem-se a quaisquer constrangimentos orçamentais ou pressões externas". Mas os comunistas conhecem bem a diferença de posições sobre esta matéria que mantém com o PS. Os socialistas prometem cumprir as metas orçamentais acordadas com a UE e respeitar os limites do défice, os comunistas temem que, desta forma, o pacto orçamental impeça que o dinheiro chegue para todas as necessidades.
João Frazão lembrou (tal como o Carlos Abreu Amorim, do PSD tinha feito) que, em junho e na sequência dos incêndios de Pedrogão, o PS chumbou um conjunto de propostas que previa a criação de um mecanismo rápido para indemnizar as vítimas. Agora, os comunistas querem que os socialistas revejam a sua posição de voto e alarguem as propostas parlamentar para que sejam aplicadas às zonas entretanto ardidas.
O PCP quer ainda que o Governo acrescente ao pacote de medidas aprovado, mais duas decisões urgentes: a de transferir para os municípios e corporações de bombeiros as verbas que estão em atraso e que identifique rapidamente os meios básicos que é urgente adquirir para dotar autarquias, bombeiros e instituições de apoio, dos meios necessários para enfrentar situações de risco.