Ao terceiro dia, Paulo Rangel inventou um novo slogan de campanha: “Serenidade e elevação para combater a abstenção”. Depois de ter considerado que a campanha está "picadinha", e confrontado com fortes críticas tecidas por António Costa e Pedro Marques, o candidato do PSD às europeias voltou a atacar. E deixou a sua receita, ou recomendação, ao PS.
Rangel falou aos jornalistas no final de uma visita à Fundação Champalimaud a propósito do programa europeu de luta contra o cancro, que consta das suas propostas eleitorais e visa conseguir “um investimento maciço na luta contra o cancro”, ligando mais eficazmente a investigação aos tratamentos clínicos. Ao seu lado estava Margarida Amaral, investigadora em representação dos subscritores do Manifesto Ciência 2018, em defesa de melhores condições para a comunidade cientifica - reivindicações que serão apresentadas a todos os partidos, e que pedem carreiras para estes investigadores, mas também a isenção do IVA para a Ciência.
Paulo Rangel ouviu e prometeu "considerar" as propostas, minutos depois de ter reunido com a ex-ministra de Cavaco Silva Leonor Beleza, desta vez na qualidade de presidente da Fundação Champalimaud. Mas foi a falar do PS que o candidato voltou a aquecer.
Confrontado com as declarações do primeiro-ministro e do seu rival, Pedro Marques, que na terça-feira criticaram o facto de Rangel ter sobrevoado de helicóptero as áreas que arderam nos fogos de 2017 - “outros sobrevoam as dificuldades, espreitando a possibilidade de arrebanhar uns votos fáceis”, atacava Marques - Rangel irritou-se. E enquanto pedia serenidade e elevação, respondia com farpas: “Esse debate é tão infantil. Quantas vezes viu António Costa andar de helicóptero? Olhe que ele já andou muito mais vezes do que eu…”.
Não foi a única crítica que Rangel ouviu - e que não deixou por responder. Costa considerou que Marques, em seis meses no Parlamento Europeu (um prenúncio de que não cumprirá o mandato até ao fim?), faria mais do que Rangel fez nos dez anos que já teve assento em Bruxelas - em resposta, o social-democrata atirou: “O candidato do PS deixou tudo por fazer, nos fundos europeus, na ferrovia, no aeroporto do Montijo… não preciso de dizer mais nada”.
Depois das picardias, Rangel deixou a sua receita para elevar o nível de uma campanha que o primeiro-ministro diz estar a ser dominada pela “sujeira”: “Serenidade e elevação para combater a abstenção”. E repetiu, não fosse o soundbite do dia passar ao lado.
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Ao terceiro dia, Paulo Rangel inventou um novo slogan de campanha: “Serenidade e elevação para combater a abstenção”. Depois de ter considerado que a campanha está "picadinha", e confrontado com fortes críticas tecidas por António Costa e Pedro Marques, o candidato do PSD às europeias voltou a atacar. E deixou a sua receita, ou recomendação, ao PS.
Rangel falou aos jornalistas no final de uma visita à Fundação Champalimaud a propósito do programa europeu de luta contra o cancro, que consta das suas propostas eleitorais e visa conseguir “um investimento maciço na luta contra o cancro”, ligando mais eficazmente a investigação aos tratamentos clínicos. Ao seu lado estava Margarida Amaral, investigadora em representação dos subscritores do Manifesto Ciência 2018, em defesa de melhores condições para a comunidade cientifica - reivindicações que serão apresentadas a todos os partidos, e que pedem carreiras para estes investigadores, mas também a isenção do IVA para a Ciência.
Paulo Rangel ouviu e prometeu "considerar" as propostas, minutos depois de ter reunido com a ex-ministra de Cavaco Silva Leonor Beleza, desta vez na qualidade de presidente da Fundação Champalimaud. Mas foi a falar do PS que o candidato voltou a aquecer.
Confrontado com as declarações do primeiro-ministro e do seu rival, Pedro Marques, que na terça-feira criticaram o facto de Rangel ter sobrevoado de helicóptero as áreas que arderam nos fogos de 2017 - “outros sobrevoam as dificuldades, espreitando a possibilidade de arrebanhar uns votos fáceis”, atacava Marques - Rangel irritou-se. E enquanto pedia serenidade e elevação, respondia com farpas: “Esse debate é tão infantil. Quantas vezes viu António Costa andar de helicóptero? Olhe que ele já andou muito mais vezes do que eu…”.
Não foi a única crítica que Rangel ouviu - e que não deixou por responder. Costa considerou que Marques, em seis meses no Parlamento Europeu (um prenúncio de que não cumprirá o mandato até ao fim?), faria mais do que Rangel fez nos dez anos que já teve assento em Bruxelas - em resposta, o social-democrata atirou: “O candidato do PS deixou tudo por fazer, nos fundos europeus, na ferrovia, no aeroporto do Montijo… não preciso de dizer mais nada”.
Depois das picardias, Rangel deixou a sua receita para elevar o nível de uma campanha que o primeiro-ministro diz estar a ser dominada pela “sujeira”: “Serenidade e elevação para combater a abstenção”. E repetiu, não fosse o soundbite do dia passar ao lado.