O festival Zigurfest está de regresso a Lamego, entre esta quarta-feira e sábado, proporcionando uma odisseia por oito palcos, distribuídos por vários pontos da cidade, numa simbiose harmoniosa entre o vasto património histórico e alguns dos projetos mais desafiantes da nova música portuguesa. O evento - pela primeira vez com entrada e campismo completamente gratuitos - serve de montra para sonoridades mais experimentais e alternativas, onde vários estilos confluem na programação, com uma oferta cultural equilibrada, constituída por talentos emergentes e nomes já consolidados no panorama nacional.
Allen Halloween, David Bruno, Dullmea, Savage Ohms, Mathilda, Ângela Polícia, Paisiel, Lavoisier são alguns dos artistas para ver, num total de 24 concertos, num alinhamento aquecido com O Carro de Fogo de Sei Miguel e condimentado com Ulnar+Sal Grosso, “onde o cabeça de cartaz é a banda que ouvimos a seguir”.
O mote para a oitava edição do certame é um convite à descentralização da cultura e à exploração de novas geografias, numa incursão por encantadoras paisagens físicas e musicais: “em cada rua um palco, a cada palco uma descoberta”.
d,r.
Ouvir o presente para mostrar o futuro
O município abre-se a um a leque programático que reflete a “frescura da música portuguesa”, pensado com o propósito de “ter uma abrangência bastante grande em termos estilísticos”, aliado à “preocupação de que os espetáculos estejam interligados com os espaços onde vão ser apresentados”, explica o responsável pela comunicação do Zigurfest, António Cardoso, ao Expresso.
A semente do festival foi lançada, em 2011, por um grupo de amigos, “muito ávidos de ver concertos” e “com vontade de criar algo que não havia na região”, recorda o membro da associação lamecense ZigurArtists, mentora de um evento “sem um modelo comercial assumido” que, desde 2016, conta com o apoio da autarquia.
“A aposta em valores emergentes é clara e vem sendo afirmada ao longo dos anos. Mas há um equilíbrio entre nomes mais consolidados e outros mais desconhecidos do grande público”, frisa António Cardoso. “A nossa ideia é tentar antecipar o futuro da música portuguesa”, sintetiza o jovem de 26 anos.
E é isso que tem acontecido nas anteriores edições, nas quais já passaram por esta antecâmara festivaleira os Sensible Soccers (2012), Ermo (2013), You Can’t Win Charlie Brown (2014) e, mais recentemente, em 2016, Surma e Luís Severo. Exemplo demonstrativo dessa premissa é a atuação de Mathilda, alter-ego artístico de Mafalda Costa, a jovem cantautora de 18 anos a quem o público e a crítica especializada se vão rendendo.
“O festival é a cidade”
O certame tem como centros nevrálgicos o Teatro Ribeiro da Conceição e o Castelo, onde decorrem vários dos concertos, mas outras atuações ramificam-se por locais mais improváveis, como o Largo da Cisterna, a Capela da Nossa Senhora da Esperança, o Museu de Lamego, o Núcleo Arqueológico da Porta dos Figos, a Alameda Isidoro Guedes e o Palco Olaria.
“Todos os anos temos a sede de ir para sítios novos e dinamizá-los. Queremos levar as pessoas até espaços mais desconhecidos e nos quais não esperariam ver um concerto”, acrescenta o elemento da organização, para quem “o festival é a cidade”.
Residências artísticas, uma exposição, instalações sonoras em monumentos e dois workshops de produção musical são outros dos atrativos do Zigurfest. Os horários e locais dos concertos, bem como outras informações úteis podem ser consultadas AQUI.
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O festival Zigurfest está de regresso a Lamego, entre esta quarta-feira e sábado, proporcionando uma odisseia por oito palcos, distribuídos por vários pontos da cidade, numa simbiose harmoniosa entre o vasto património histórico e alguns dos projetos mais desafiantes da nova música portuguesa. O evento - pela primeira vez com entrada e campismo completamente gratuitos - serve de montra para sonoridades mais experimentais e alternativas, onde vários estilos confluem na programação, com uma oferta cultural equilibrada, constituída por talentos emergentes e nomes já consolidados no panorama nacional.
Allen Halloween, David Bruno, Dullmea, Savage Ohms, Mathilda, Ângela Polícia, Paisiel, Lavoisier são alguns dos artistas para ver, num total de 24 concertos, num alinhamento aquecido com O Carro de Fogo de Sei Miguel e condimentado com Ulnar+Sal Grosso, “onde o cabeça de cartaz é a banda que ouvimos a seguir”.
O mote para a oitava edição do certame é um convite à descentralização da cultura e à exploração de novas geografias, numa incursão por encantadoras paisagens físicas e musicais: “em cada rua um palco, a cada palco uma descoberta”.
d,r.
Ouvir o presente para mostrar o futuro
O município abre-se a um a leque programático que reflete a “frescura da música portuguesa”, pensado com o propósito de “ter uma abrangência bastante grande em termos estilísticos”, aliado à “preocupação de que os espetáculos estejam interligados com os espaços onde vão ser apresentados”, explica o responsável pela comunicação do Zigurfest, António Cardoso, ao Expresso.
A semente do festival foi lançada, em 2011, por um grupo de amigos, “muito ávidos de ver concertos” e “com vontade de criar algo que não havia na região”, recorda o membro da associação lamecense ZigurArtists, mentora de um evento “sem um modelo comercial assumido” que, desde 2016, conta com o apoio da autarquia.
“A aposta em valores emergentes é clara e vem sendo afirmada ao longo dos anos. Mas há um equilíbrio entre nomes mais consolidados e outros mais desconhecidos do grande público”, frisa António Cardoso. “A nossa ideia é tentar antecipar o futuro da música portuguesa”, sintetiza o jovem de 26 anos.
E é isso que tem acontecido nas anteriores edições, nas quais já passaram por esta antecâmara festivaleira os Sensible Soccers (2012), Ermo (2013), You Can’t Win Charlie Brown (2014) e, mais recentemente, em 2016, Surma e Luís Severo. Exemplo demonstrativo dessa premissa é a atuação de Mathilda, alter-ego artístico de Mafalda Costa, a jovem cantautora de 18 anos a quem o público e a crítica especializada se vão rendendo.
“O festival é a cidade”
O certame tem como centros nevrálgicos o Teatro Ribeiro da Conceição e o Castelo, onde decorrem vários dos concertos, mas outras atuações ramificam-se por locais mais improváveis, como o Largo da Cisterna, a Capela da Nossa Senhora da Esperança, o Museu de Lamego, o Núcleo Arqueológico da Porta dos Figos, a Alameda Isidoro Guedes e o Palco Olaria.
“Todos os anos temos a sede de ir para sítios novos e dinamizá-los. Queremos levar as pessoas até espaços mais desconhecidos e nos quais não esperariam ver um concerto”, acrescenta o elemento da organização, para quem “o festival é a cidade”.
Residências artísticas, uma exposição, instalações sonoras em monumentos e dois workshops de produção musical são outros dos atrativos do Zigurfest. Os horários e locais dos concertos, bem como outras informações úteis podem ser consultadas AQUI.