“Ah, são do PAN, o dos animais. É em si que votamos lá em casa!”

22-05-2019
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Sem bandeiras nem jotas, sem tambores nem barulho, o PAN fez-se ouvir no mercado de Setúbal quando o relógio já tocava quase no meio dia e os clientes já tinham ido para casa. De banca em banca, o deputado André Silva e o candidato ao Parlamento Europeu, Francisco Guerreiro, conversaram e distribuíram panfletos. “Ah, são do PAN, o dos animais! Com certeza, já sei quem é o senhor, gosto muito das suas ideias. É em si que nós votamos lá em casa”, ouve-se dizer, mais do que uma vez. Sem apupos nem críticas, o partido de um só deputado serviu de ombro para os lamentos de quem está “saturado” dos partidos tradicionais e de quem até já desistiu de ir votar.

“Já cá passaram os partidos todos. Mas eu sinto-me saturada de tanta mentira. Ainda ontem à noite, na televisão, lá se ‘esgatanharam’ todos outra vez”, confessa uma das vendedoras, numa referência ao debate eleitoral, na RTP, que juntou os cinco cabeças de lista do PS, PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP. “Eu, que sou das antigas, ainda vou votar, mas há muita gente que já lá não vai”, disse-lhes.

André Silva, conversador e com bom humor, foi sempre explicando a relevância das eleições europeias. “É importante que vá votar porque na Europa tomam-se decisões importantes para o nosso dia-a-dia. Se ainda estiver indecisa, perca cinco minutos para ler a nossa brochura. Veja as propostas que já foram aprovadas e as que foram chumbadas pelos outros partidos.”

Atrás das pêras, maçãs e pêssegos detalhadamente dispostos nas caixas, um dos vendedores do mercado diz-lhes que o país “está abandonado”. “Ninguém quer trabalhar na agricultura. Até mesmo na apanha da fruta, aparecem lá durante a manhã e já não voltam à tarde. Sabe, cá fazem as leis como redes de pesca. Todas esburacadas”, atira a André Silva, que lhe responde de volta. “Mas é isso que eu lhe digo. Em vez de incentivar a agricultura em grande escala e intensiva, temos temos de apoiar a agricultura familiar e biológica, até para fixar pessoas no interior”, afirmou o deputado.

Já a dona Catarina fez-se ouvir no meio do mercado, quando lhe deram um panfleto para a mão. “Ah, são do PAN? Animais é comigo, filho! Têm o meu voto”, gritou. “Pergunte a quem quiser! Eu sou dos animais e por isso não posso ir votar nos outros animais”.

“Não nos guiamos por sondagens

Mesmo na rua, André Silva foi reconhecido, elogiado e até confundido com um funcionário da Cruz Vermelha. A ver pela adesão do PAN nas ruas de Setúbal, onde têm uma deputada na Assembleia Municipal, a possibilidade de o partido eleger um eurodeputado pela primeira vez parece não estar assim tão distante. É para isso que aponta a sondagem da RTP/Católica, dando 3% dos votos ao PAN.

Francisco Guerreiro nega que as sondagens sirvam de “alento”. “Nós temos um alento natural. Não nos guiamos por sondagens, mas pelo trabalho que temos feito, pela proximidade das pessoas, pelas causas que defendemos e por um programa com mais de 200 medidas”, diz, em declarações aos jornalistas.

“As pessoas estão muito desacreditadas dos partidos tradicionais, desta guerrilha de esquerda e direita, da nacionalização do debate em torno das Europeias. As pessoas querem saber que futuro para a Europa se quer e é por isso que há mais de dois meses estamos a mostrar o nosso programa e as nossas medidas.”

O mesmo defende André Silva. “Encontramos pessoas desalentadas e que estão de costas voltadas para a classe política. O nosso papel é relembrar que o PAN tem trazido uma nova forma de estar na política e de debater, com propostas concretas, na proteção dos animais, na defesa do ambiente e dos ecossistemas, e também em algumas causa sociais. O PAN não discute política como se discute futebol.”

Não às dragagens no Sado

Impedir que as dragagens no Rio Sado sigam em frente é um dos objetivos do PAN. Na agenda desta terça-feira de campanha para as Europeias, o ponto de encontro foi o Jardim da Beira Mar, em Setúbal, onde em fevereiro se realizou uma manifestação com associações ambientalistas, operadores turísticos e uma cooperativa de pescadores, contra as dragagens que irão resultar no depósito desses resíduos numa zona de pesca.

Em causa está o objetivo de escavar o solo e rochas no fundo do rio para aumentar a sua profundidade, de maneira a ampliar os acessos ao Porto de Setúbal. “A indústria foi deixando sedimentos no rio ao longo dos anos. E agora a ideia de mexer em tudo isso nos fundos para poderem entrar os cruzeiros não faz sentido. Ainda para mais com a Reserva Natural do Sado aqui”, alerta Luís Teixeira, membro do PAN de Setúbal.

“É tudo meramente económico e desconsiderando os impactos ambientais”, reconhece o cabeça de lista do PAN às Europeias, Francisco Guerreiro. Além do impacto que pode ter nos golfinhos do Sado, acrescenta Luís Teixeira, a colocação dos dragados junto dos viveiros de choco representa outro problema.

“O maior cruzeiro do mundo já entra aqui, portanto não pode ser esse o argumento para fazer estas dragagens.” Num caso semelhante, na Escócia, afirma, o apoio da União Europeia conseguiu travar a pesca de arrasto que estava a destruir o fundo do mar. “É por isso que contamos contigo”, disse para Francisco Guerreiro.

Sem bandeiras nem jotas, sem tambores nem barulho, o PAN fez-se ouvir no mercado de Setúbal quando o relógio já tocava quase no meio dia e os clientes já tinham ido para casa. De banca em banca, o deputado André Silva e o candidato ao Parlamento Europeu, Francisco Guerreiro, conversaram e distribuíram panfletos. “Ah, são do PAN, o dos animais! Com certeza, já sei quem é o senhor, gosto muito das suas ideias. É em si que nós votamos lá em casa”, ouve-se dizer, mais do que uma vez. Sem apupos nem críticas, o partido de um só deputado serviu de ombro para os lamentos de quem está “saturado” dos partidos tradicionais e de quem até já desistiu de ir votar.

“Já cá passaram os partidos todos. Mas eu sinto-me saturada de tanta mentira. Ainda ontem à noite, na televisão, lá se ‘esgatanharam’ todos outra vez”, confessa uma das vendedoras, numa referência ao debate eleitoral, na RTP, que juntou os cinco cabeças de lista do PS, PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP. “Eu, que sou das antigas, ainda vou votar, mas há muita gente que já lá não vai”, disse-lhes.

André Silva, conversador e com bom humor, foi sempre explicando a relevância das eleições europeias. “É importante que vá votar porque na Europa tomam-se decisões importantes para o nosso dia-a-dia. Se ainda estiver indecisa, perca cinco minutos para ler a nossa brochura. Veja as propostas que já foram aprovadas e as que foram chumbadas pelos outros partidos.”

Atrás das pêras, maçãs e pêssegos detalhadamente dispostos nas caixas, um dos vendedores do mercado diz-lhes que o país “está abandonado”. “Ninguém quer trabalhar na agricultura. Até mesmo na apanha da fruta, aparecem lá durante a manhã e já não voltam à tarde. Sabe, cá fazem as leis como redes de pesca. Todas esburacadas”, atira a André Silva, que lhe responde de volta. “Mas é isso que eu lhe digo. Em vez de incentivar a agricultura em grande escala e intensiva, temos temos de apoiar a agricultura familiar e biológica, até para fixar pessoas no interior”, afirmou o deputado.

Já a dona Catarina fez-se ouvir no meio do mercado, quando lhe deram um panfleto para a mão. “Ah, são do PAN? Animais é comigo, filho! Têm o meu voto”, gritou. “Pergunte a quem quiser! Eu sou dos animais e por isso não posso ir votar nos outros animais”.

“Não nos guiamos por sondagens

Mesmo na rua, André Silva foi reconhecido, elogiado e até confundido com um funcionário da Cruz Vermelha. A ver pela adesão do PAN nas ruas de Setúbal, onde têm uma deputada na Assembleia Municipal, a possibilidade de o partido eleger um eurodeputado pela primeira vez parece não estar assim tão distante. É para isso que aponta a sondagem da RTP/Católica, dando 3% dos votos ao PAN.

Francisco Guerreiro nega que as sondagens sirvam de “alento”. “Nós temos um alento natural. Não nos guiamos por sondagens, mas pelo trabalho que temos feito, pela proximidade das pessoas, pelas causas que defendemos e por um programa com mais de 200 medidas”, diz, em declarações aos jornalistas.

“As pessoas estão muito desacreditadas dos partidos tradicionais, desta guerrilha de esquerda e direita, da nacionalização do debate em torno das Europeias. As pessoas querem saber que futuro para a Europa se quer e é por isso que há mais de dois meses estamos a mostrar o nosso programa e as nossas medidas.”

O mesmo defende André Silva. “Encontramos pessoas desalentadas e que estão de costas voltadas para a classe política. O nosso papel é relembrar que o PAN tem trazido uma nova forma de estar na política e de debater, com propostas concretas, na proteção dos animais, na defesa do ambiente e dos ecossistemas, e também em algumas causa sociais. O PAN não discute política como se discute futebol.”

Não às dragagens no Sado

Impedir que as dragagens no Rio Sado sigam em frente é um dos objetivos do PAN. Na agenda desta terça-feira de campanha para as Europeias, o ponto de encontro foi o Jardim da Beira Mar, em Setúbal, onde em fevereiro se realizou uma manifestação com associações ambientalistas, operadores turísticos e uma cooperativa de pescadores, contra as dragagens que irão resultar no depósito desses resíduos numa zona de pesca.

Em causa está o objetivo de escavar o solo e rochas no fundo do rio para aumentar a sua profundidade, de maneira a ampliar os acessos ao Porto de Setúbal. “A indústria foi deixando sedimentos no rio ao longo dos anos. E agora a ideia de mexer em tudo isso nos fundos para poderem entrar os cruzeiros não faz sentido. Ainda para mais com a Reserva Natural do Sado aqui”, alerta Luís Teixeira, membro do PAN de Setúbal.

“É tudo meramente económico e desconsiderando os impactos ambientais”, reconhece o cabeça de lista do PAN às Europeias, Francisco Guerreiro. Além do impacto que pode ter nos golfinhos do Sado, acrescenta Luís Teixeira, a colocação dos dragados junto dos viveiros de choco representa outro problema.

“O maior cruzeiro do mundo já entra aqui, portanto não pode ser esse o argumento para fazer estas dragagens.” Num caso semelhante, na Escócia, afirma, o apoio da União Europeia conseguiu travar a pesca de arrasto que estava a destruir o fundo do mar. “É por isso que contamos contigo”, disse para Francisco Guerreiro.

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