FASCISMO EM REDE

11-07-2018
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No ano de 1978, e na sequência de um ano intenso de trabalho político, as comemorações do 10 de Junho promovidas pela juventude nacionalista viriam a estar rodeadas de um ambiente bem diferente.Largamente conhecidas com antecedência, as duas manifestações previstas, e legalizadas, em Lisboa e no Porto, atingiram um clima de tensão e violência que em muito poucas outras ocasiões tiveram semelhante em Portugal.As forças de extrema-esquerda, essencialmente a UDP, mobilizaram todas as suas energias para boicotar e impedir as manifestações. O caso de Lisboa é mais conhecido, dadas as trágicas consequências da batalha que se travou no Largo de Camões, Largo do Calhariz e zonas adjacentes, da qual resultaram dezenas de feridos, uns mais ligeiros e outros mais graves, e veio a resultar também a morte do estudante de Medicina José Jorge Morais, que fazia parte de uma das brigadas da UDP que atacaram a concentração, e ainda a paralisia de outro dos menbros do comando atacante, Jorge Falcato Simões, então com 24 anos,que ficou para sempre a viver em cadeira de rodas. Os dois foram atingidos por balas da PSP, quando os poucos elementos desta ali destacados tentaram intervir para separar os contendores, atirando gás lacrimogéneo e disparando as armas que possuíam (segundo tudo leva a crer as balas que fizeram esses danos pessoais fizeram ricochete no Arco da Rua da Rosa, isto para os que se souberem localizar).A manifestação reorganizou-se e acabou por efectuar a marcha prevista, finda que foi a batalha campal, culminando nos Restauradores, com discursos junto ao monumento.Mas entretanto o MN tinha ganho protagonismo também no Porto. A concentração era na Praça D. João I, às 17 horas, e desde antes, pelo menos desde as 16 horas, o ambiente escaldava, com os manifestantes rodeados por contramanifestantes covocados para ali pela UDP e por um comunicado da DORN do PCP. Aqui as consequências seriam menos graves que em Lisboa por desde o princípio haver sido colocado um dispositivo policial maior, bastante para reduzir os confrontos a um mínimo, que mesmo assim se traduziu em alguns feridos.O comício na Praça D. João I, com umas centenas de jovens manifestantes, onde discursaram António José Santos Silva, Armando Rosa Azevedo, Maria Lages, João Miranda, José Vieira e Carlos Santarém, em frente ao Palácio do Atlântico, no varandim mais elevado da Praça, decorreu sempre sob os insultos, as palavras de ordem e mesmo os apedrejamentos dos contramanifestantes que se aglomeravam na área envolvente (ruas de Sá da Bandeira, Bonjardim, Magalhães Lemos, Rodrigues Sampaio e Passos Manuel).Por entre correrias e confrontos (a ilustre jornalista Fátima Torres viria a queixar-se depois que também levou, o que não foi nada de mais atenta a sua atitude) os jovens nacionalistas conseguiram organizar-se em cortejo e sair da Praça, desfilando pela Rua de Passos Manuel, Rua de Santa Catarina, Rua de Gonçalo Cristóvão, até ao Quartel-General da Região Militar do Porto, ond foi entregue uma moção.Pelo caminho, e mesmo no largo frente ao Quartel-General, ainda houve outras refregas e zaragatas, com uns desmandos e uns estragos. Mas fez-se!

No ano de 1978, e na sequência de um ano intenso de trabalho político, as comemorações do 10 de Junho promovidas pela juventude nacionalista viriam a estar rodeadas de um ambiente bem diferente.Largamente conhecidas com antecedência, as duas manifestações previstas, e legalizadas, em Lisboa e no Porto, atingiram um clima de tensão e violência que em muito poucas outras ocasiões tiveram semelhante em Portugal.As forças de extrema-esquerda, essencialmente a UDP, mobilizaram todas as suas energias para boicotar e impedir as manifestações. O caso de Lisboa é mais conhecido, dadas as trágicas consequências da batalha que se travou no Largo de Camões, Largo do Calhariz e zonas adjacentes, da qual resultaram dezenas de feridos, uns mais ligeiros e outros mais graves, e veio a resultar também a morte do estudante de Medicina José Jorge Morais, que fazia parte de uma das brigadas da UDP que atacaram a concentração, e ainda a paralisia de outro dos menbros do comando atacante, Jorge Falcato Simões, então com 24 anos,que ficou para sempre a viver em cadeira de rodas. Os dois foram atingidos por balas da PSP, quando os poucos elementos desta ali destacados tentaram intervir para separar os contendores, atirando gás lacrimogéneo e disparando as armas que possuíam (segundo tudo leva a crer as balas que fizeram esses danos pessoais fizeram ricochete no Arco da Rua da Rosa, isto para os que se souberem localizar).A manifestação reorganizou-se e acabou por efectuar a marcha prevista, finda que foi a batalha campal, culminando nos Restauradores, com discursos junto ao monumento.Mas entretanto o MN tinha ganho protagonismo também no Porto. A concentração era na Praça D. João I, às 17 horas, e desde antes, pelo menos desde as 16 horas, o ambiente escaldava, com os manifestantes rodeados por contramanifestantes covocados para ali pela UDP e por um comunicado da DORN do PCP. Aqui as consequências seriam menos graves que em Lisboa por desde o princípio haver sido colocado um dispositivo policial maior, bastante para reduzir os confrontos a um mínimo, que mesmo assim se traduziu em alguns feridos.O comício na Praça D. João I, com umas centenas de jovens manifestantes, onde discursaram António José Santos Silva, Armando Rosa Azevedo, Maria Lages, João Miranda, José Vieira e Carlos Santarém, em frente ao Palácio do Atlântico, no varandim mais elevado da Praça, decorreu sempre sob os insultos, as palavras de ordem e mesmo os apedrejamentos dos contramanifestantes que se aglomeravam na área envolvente (ruas de Sá da Bandeira, Bonjardim, Magalhães Lemos, Rodrigues Sampaio e Passos Manuel).Por entre correrias e confrontos (a ilustre jornalista Fátima Torres viria a queixar-se depois que também levou, o que não foi nada de mais atenta a sua atitude) os jovens nacionalistas conseguiram organizar-se em cortejo e sair da Praça, desfilando pela Rua de Passos Manuel, Rua de Santa Catarina, Rua de Gonçalo Cristóvão, até ao Quartel-General da Região Militar do Porto, ond foi entregue uma moção.Pelo caminho, e mesmo no largo frente ao Quartel-General, ainda houve outras refregas e zaragatas, com uns desmandos e uns estragos. Mas fez-se!

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