Inês de Medeiros foi a vencedora das eleições autárquicas em Almada. A candidata do PS, que não obteve maioria absoluta, diz que quer dialogar com todos os partidos para chegar a consensos.
“Neste momento, não ponho qualquer limitação à ideia de dialogar com todos e acho que há tanto para fazer em Almada que precisamos do esforço de todos. Está tudo em aberto”, afirma à Renascença.
A próxima presidente da Câmara garante que traz nova energia ao concelho e mais “sentido de urgência”, algo que se perde “quando há um poder instalado” durante algum tempo.
Quanto a prioridades, o orçamento é, sem dúvida, o primeiro assunto a tratar, mas na prática há uma medida que deve avançar antes de qualquer outra: construir uma rampa num centro jovem.
“Há um centro jovem ligado à Santa Casa, no bairro amarelo, onde há quatro anos os jovens pediram que fosse construída uma rampa, porque têm um amigo em cadeira de rodas. E há quatro anos havia um passar de bola sobre de quem era a responsabilidade de construir essa rampa. Fizemos um orçamento participativo e a rampa ganhou. Portanto, a primeira medida mesmo vai ser construir a rampa prometida”, anunciou.
Mas há mais planos para o concelho, ainda que não haja promessas de que sejam todos terminados durante este mandato – “seria uma inconsciência”. Os transportes e a mobilidade são uma das preocupações.
“Todos os candidatos do PS da Área Metropolitana de Lisboa assinaram um compromisso para o desenvolvimento sustentável, no sentido de respeitar os novos objectivos das Nações Unidas, por isso, tem de haver uma grande aposta nos transportes públicos”, começa por explicar.
“Há a criação de um passe intermodal para a toda a Área Metropolitana e tem de se apostar na melhoria no transporte fluvial”, acrescenta, considerando que, no que se refere ao trânsito o problema coloca-se mais na chegada a Lisboa do que à saída de Almada.
No que toca aos autocarros (TST) e aos comboios (Fertagus), os contratos de concessão estão a terminar e Inês de Medeiros considera ser necessário agora “projectar uma cidade do futuro”, tendo em atenção “os trajectos dentro do concelho” e “as ligações interconcelhias”.
“A projecção do ordenamento do território está sempre ligada às questões da mobilidade”, defende a nova presidente da Câmara, para quem Almada teve “um grande desenvolvimento” que não foi acompanhado.
“As grandes freguesias da Charneca e da Sobreda, por exemplo, são as que têm mais população, e mais jovem, e que mais transporte individual tem porque está mais afastada dos transportes públicos e tem de se pensar como é que se consegue criar uma fluidez de trânsito”, indica.
Nas praias, Inês de Medeiros lembra o programa em vigor “Costa todo o ano”, que aposta no turismo, mas também prevê a reabilitação dos acessos às praias. Tudo em conformidade com o ambiente, sendo de considerar encontrar novos locais para os parques de estacionamento.
Na linha de rio, a vencedora das autárquicas em Almada diz que existem “dois grandes projectos”: na zona da Lisnave e no Ginjal (Cacilhas). No que toca ao primeiro, pretende-se agora abrir um concurso internacional para o plano criado em 2009 e ver se há necessidade de fazer alguma actualização.
Quanto a Cacilhas, “é o grande cartão de visita de Almada”, pelo que há que “devolver o rio a Cacilhas”, diz.
Inês de Medeiros não vive em Almada, mas admite adquirir um espaço no concelho “para poder estar mais disponível” e “ser presidente por 24 horas”.
Categorias
Entidades
Inês de Medeiros foi a vencedora das eleições autárquicas em Almada. A candidata do PS, que não obteve maioria absoluta, diz que quer dialogar com todos os partidos para chegar a consensos.
“Neste momento, não ponho qualquer limitação à ideia de dialogar com todos e acho que há tanto para fazer em Almada que precisamos do esforço de todos. Está tudo em aberto”, afirma à Renascença.
A próxima presidente da Câmara garante que traz nova energia ao concelho e mais “sentido de urgência”, algo que se perde “quando há um poder instalado” durante algum tempo.
Quanto a prioridades, o orçamento é, sem dúvida, o primeiro assunto a tratar, mas na prática há uma medida que deve avançar antes de qualquer outra: construir uma rampa num centro jovem.
“Há um centro jovem ligado à Santa Casa, no bairro amarelo, onde há quatro anos os jovens pediram que fosse construída uma rampa, porque têm um amigo em cadeira de rodas. E há quatro anos havia um passar de bola sobre de quem era a responsabilidade de construir essa rampa. Fizemos um orçamento participativo e a rampa ganhou. Portanto, a primeira medida mesmo vai ser construir a rampa prometida”, anunciou.
Mas há mais planos para o concelho, ainda que não haja promessas de que sejam todos terminados durante este mandato – “seria uma inconsciência”. Os transportes e a mobilidade são uma das preocupações.
“Todos os candidatos do PS da Área Metropolitana de Lisboa assinaram um compromisso para o desenvolvimento sustentável, no sentido de respeitar os novos objectivos das Nações Unidas, por isso, tem de haver uma grande aposta nos transportes públicos”, começa por explicar.
“Há a criação de um passe intermodal para a toda a Área Metropolitana e tem de se apostar na melhoria no transporte fluvial”, acrescenta, considerando que, no que se refere ao trânsito o problema coloca-se mais na chegada a Lisboa do que à saída de Almada.
No que toca aos autocarros (TST) e aos comboios (Fertagus), os contratos de concessão estão a terminar e Inês de Medeiros considera ser necessário agora “projectar uma cidade do futuro”, tendo em atenção “os trajectos dentro do concelho” e “as ligações interconcelhias”.
“A projecção do ordenamento do território está sempre ligada às questões da mobilidade”, defende a nova presidente da Câmara, para quem Almada teve “um grande desenvolvimento” que não foi acompanhado.
“As grandes freguesias da Charneca e da Sobreda, por exemplo, são as que têm mais população, e mais jovem, e que mais transporte individual tem porque está mais afastada dos transportes públicos e tem de se pensar como é que se consegue criar uma fluidez de trânsito”, indica.
Nas praias, Inês de Medeiros lembra o programa em vigor “Costa todo o ano”, que aposta no turismo, mas também prevê a reabilitação dos acessos às praias. Tudo em conformidade com o ambiente, sendo de considerar encontrar novos locais para os parques de estacionamento.
Na linha de rio, a vencedora das autárquicas em Almada diz que existem “dois grandes projectos”: na zona da Lisnave e no Ginjal (Cacilhas). No que toca ao primeiro, pretende-se agora abrir um concurso internacional para o plano criado em 2009 e ver se há necessidade de fazer alguma actualização.
Quanto a Cacilhas, “é o grande cartão de visita de Almada”, pelo que há que “devolver o rio a Cacilhas”, diz.
Inês de Medeiros não vive em Almada, mas admite adquirir um espaço no concelho “para poder estar mais disponível” e “ser presidente por 24 horas”.