O PCP agarrou esta tarde o tema do negócio TVI/Altice para o arranque do debate no Parlamento e defendeu que o Governo "dispõe de todos os mecanismos necessários e possíveis para travar este negócio e defender o interesse nacional". Para isto, dizem os comunistas, o Executivo não precisa de "esperar por pareceres de entidades reguladoras, que podem ser simplesmente descartáveis, ou mesmo inqualificáveis e inaceitáveis do ponto de vista democrático, como se viu no caso da ERC".
Diana Ferreira, do PCP, tomou a palavra para criticar não só o negócio - uma "operação de assalto" que pode traduzir-se numa "concentração monopolista com uma dimensão nunca vista" - como também a própria privatização da PT, atualmente sob controlo da multinacional Altice.
O deputado do PS Pedro Delgado Alves interveio de seguida para mostrar concordância: também o PS partilha "muitas destas preocupações", sendo que no domínio laboral houve mesmo um projeto recente que juntou a esquerda parlamentar para dar aos trabalhadores a opção de não serem transferidos de empresa caso não seja a sua vontade. Mas não só: são "evidentes os riscos na concentração do poder na comunicação social", diz o PS, a quem preocupa que "muita da análise" sobre estes negócios seja feita "nos reguladores setoriais", um quadro em que é preciso "trabalhar", admitem os socialistas.
O Bloco de Esquerda tem neste momento um projeto em que defende que se nacionalizem as redes e serviços universais de telecomunicações detidos e geridos pela Altice, incluindo as redes de comunicações de segurança, das forças armadas ou de emergência. Isso mesmo aproveitou para lembrar o deputado bloquista Heitor de Sousa, frisando que "a própria Altice faz questão de misturar a política com os seus negócios, senão não viria fazer queixinhas sobre um grupo parlamentar". A referência deve-se ao pedido da Altice para ser ouvida pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a propósito do anúncio do projeto do Bloco de Esquerda, que será votado no dia 16 de março.
O CDS defendeu neste debate que é para medir estas preocupações que existem os reguladores setoriais, enquanto o PSD disse estar "à espera de pronúncia da Autoridade da Concorrência". O PCP acusou os sociais-democratas de "não terem opinião" sobre o negócio e rematou, na sua intervenção inicial: "O PCP não compactuará com silêncios e abstenções, mais ou menos constrangidos ou comprometidos, nesta matéria - silêncios e abstenções significam cumplicidade com todo este processo".
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O PCP agarrou esta tarde o tema do negócio TVI/Altice para o arranque do debate no Parlamento e defendeu que o Governo "dispõe de todos os mecanismos necessários e possíveis para travar este negócio e defender o interesse nacional". Para isto, dizem os comunistas, o Executivo não precisa de "esperar por pareceres de entidades reguladoras, que podem ser simplesmente descartáveis, ou mesmo inqualificáveis e inaceitáveis do ponto de vista democrático, como se viu no caso da ERC".
Diana Ferreira, do PCP, tomou a palavra para criticar não só o negócio - uma "operação de assalto" que pode traduzir-se numa "concentração monopolista com uma dimensão nunca vista" - como também a própria privatização da PT, atualmente sob controlo da multinacional Altice.
O deputado do PS Pedro Delgado Alves interveio de seguida para mostrar concordância: também o PS partilha "muitas destas preocupações", sendo que no domínio laboral houve mesmo um projeto recente que juntou a esquerda parlamentar para dar aos trabalhadores a opção de não serem transferidos de empresa caso não seja a sua vontade. Mas não só: são "evidentes os riscos na concentração do poder na comunicação social", diz o PS, a quem preocupa que "muita da análise" sobre estes negócios seja feita "nos reguladores setoriais", um quadro em que é preciso "trabalhar", admitem os socialistas.
O Bloco de Esquerda tem neste momento um projeto em que defende que se nacionalizem as redes e serviços universais de telecomunicações detidos e geridos pela Altice, incluindo as redes de comunicações de segurança, das forças armadas ou de emergência. Isso mesmo aproveitou para lembrar o deputado bloquista Heitor de Sousa, frisando que "a própria Altice faz questão de misturar a política com os seus negócios, senão não viria fazer queixinhas sobre um grupo parlamentar". A referência deve-se ao pedido da Altice para ser ouvida pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a propósito do anúncio do projeto do Bloco de Esquerda, que será votado no dia 16 de março.
O CDS defendeu neste debate que é para medir estas preocupações que existem os reguladores setoriais, enquanto o PSD disse estar "à espera de pronúncia da Autoridade da Concorrência". O PCP acusou os sociais-democratas de "não terem opinião" sobre o negócio e rematou, na sua intervenção inicial: "O PCP não compactuará com silêncios e abstenções, mais ou menos constrangidos ou comprometidos, nesta matéria - silêncios e abstenções significam cumplicidade com todo este processo".