A presidente do CDS vai acumulando ‘guerras’. O acordo com o MPT e o PPM em Lisboa desagrada
“Tenho calçado botas e calças de ganga muitas vezes para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, excetuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas”, foi assim que Assunção Cristas respondeu ao comentário de Gonçalo Câmara Pereira na apresentação da coligação do Partido Popular Monárquico [PPM] e do Movimento Partido da Terra [MPT] com o CDS-PP em Lisboa.
A presidente do CDS-PP e candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa é, de acordo com o vice-presidente do PPM, “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas que pode trabalhar e ter filhos”, visto que “não descurou o trabalho e não descurou a casa”.
As declarações de ambos suscitaram polémica. Isabel Moreira, deputada do PS, escreveu na sua página pública que era “inacreditável”. O presidente demissionário do PSD/Lisboa, Mauro Xavier, ironizou: “Agora está mais claro porque não quisemos coligação?”.
Depois de Assunção sofrer críticas do PSD devido à sua proposta de aumento da rede de metro em 20 novas estações, assim como ‘puxões de orelhas’ internos de Filipe Lobo d’Ávila e de João Almeida, porta-voz do partido, admitir que não conhecia a proposta, a líder do CDS vê-se agora em novo imbróglio.
COLIGAÇÃO DESAGRADA
Os monárquicos do PPM e os ecologistas do MPT têm por hábito concorrer em apoio ao PSD – um cenário que não se confirmou este ano.
O acordo de coligação entre os centristas e os dois novos parceiros da candidatura à capital incluí, sabe o i, o terceiro e quarto lugar na lista de deputados à Assembleia Municipal, que deverá ser encabeçada (a número 2) pelo presidente do CDS/Lisboa, Diogo Moura.
Ao que o i apurou, os lugares cimeiros conseguidos pelo MPT e pelo PPM na lista dos centristas não agradam à maioria da estrutura do CDS, por considerarem as posições “desproporcionais”. “Depois das declarações do vice-presidente do PPM, não sei se este apoio tira menos votos do que aqueles que nos dá”, lamenta um dirigente local do CDS.
“Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam”, disse Gonçalo Câmara Pereira, na sede do PP, no Largo do Caldas.
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A presidente do CDS vai acumulando ‘guerras’. O acordo com o MPT e o PPM em Lisboa desagrada
“Tenho calçado botas e calças de ganga muitas vezes para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, excetuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas”, foi assim que Assunção Cristas respondeu ao comentário de Gonçalo Câmara Pereira na apresentação da coligação do Partido Popular Monárquico [PPM] e do Movimento Partido da Terra [MPT] com o CDS-PP em Lisboa.
A presidente do CDS-PP e candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa é, de acordo com o vice-presidente do PPM, “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas que pode trabalhar e ter filhos”, visto que “não descurou o trabalho e não descurou a casa”.
As declarações de ambos suscitaram polémica. Isabel Moreira, deputada do PS, escreveu na sua página pública que era “inacreditável”. O presidente demissionário do PSD/Lisboa, Mauro Xavier, ironizou: “Agora está mais claro porque não quisemos coligação?”.
Depois de Assunção sofrer críticas do PSD devido à sua proposta de aumento da rede de metro em 20 novas estações, assim como ‘puxões de orelhas’ internos de Filipe Lobo d’Ávila e de João Almeida, porta-voz do partido, admitir que não conhecia a proposta, a líder do CDS vê-se agora em novo imbróglio.
COLIGAÇÃO DESAGRADA
Os monárquicos do PPM e os ecologistas do MPT têm por hábito concorrer em apoio ao PSD – um cenário que não se confirmou este ano.
O acordo de coligação entre os centristas e os dois novos parceiros da candidatura à capital incluí, sabe o i, o terceiro e quarto lugar na lista de deputados à Assembleia Municipal, que deverá ser encabeçada (a número 2) pelo presidente do CDS/Lisboa, Diogo Moura.
Ao que o i apurou, os lugares cimeiros conseguidos pelo MPT e pelo PPM na lista dos centristas não agradam à maioria da estrutura do CDS, por considerarem as posições “desproporcionais”. “Depois das declarações do vice-presidente do PPM, não sei se este apoio tira menos votos do que aqueles que nos dá”, lamenta um dirigente local do CDS.
“Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam”, disse Gonçalo Câmara Pereira, na sede do PP, no Largo do Caldas.