Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

17-10-2018
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Início da oferta de ações da Sonae MC

A oferta pública de venda (OPV) das ações da Sonae MC (os negócios de retalho e imobiliário do grupo) começa esta segunda-feira. O intervalo de preços está entre os 1,40 e os 1,65 euros por ação, o que avalia a empresa entre os 1,4 mil milhões de euros e os 1,65 mil milhões de euros. Considerando o valor mais elevado do intervalo, a Sonae MC poderá vir a ser a décima empresa com maior capitalização de mercado no PSI 20.

Tanto investidores de retalho como institucionais vão ter acesso às ações, mas os primeiros ficarão apenas com 5% do capital social da Sonae MC. A oferta de retalho termina a 17 de outubro e a oferta institucional no dia seguinte. A ações serão admitidas à negociação na Euronext Lisbon a 23 de outubro, com o ticker SONMC.

Rating de Portugal volta a estar em destaque

A avaliação das agências de notação financeira à dívida portuguesa volta a estar em destaque, esta sexta-feira, e em dose dupla. A Moody’s – única das quatro maiores casas que mantém Portugal no nível de ‘lixo’ – e a DBRS – a que aguentou Portugal à tona do grau de investimento ao longo da crise – têm avaliações marcadas. O foco vai estar na Moody’s para perceber se Portugal passar a ser visto por todas as principais agências em grau de investimento.

No entanto, nada é certo. Na última noite semelhante, há seis meses, houve surpresas. Por um lado, ao contrário das expetativas de economistas e analistas, a Moody’s manteve o rating e a perspetiva da República inalterados em Ba1 (positiva), ou seja, no primeiro grau especulativo. Por outro, a DBRS subiu o rating de Portugal para BBB, o segundo nível de grau de investimento, do anterior BBB (low) com perspetiva estável.

Leilão de dívida benchmark antes do rating

Antes de ir ao teste das agências de rating, Portugal vai ao teste do mercado. O Tesouro vai realizar, na quarta-feira por volta das 10h30, um leilão da Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em 17 de outubro de 2028. O montante indicativo para a emissão de dívida a 10 anos situa-se entre os 750 milhões e os 1.000 milhões de euros.

Evolução orçamental antes do OE 2019

A entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2019 aproxima-se a passos largos já que Mário Centeno tem apenas até dia 15 de outubro. Uma das grandes dúvidas é se o ministro das Finanças irá mexer na meta do défice. No Programa de Estabilidade, divulgado em abril, o objetivo apontava para um défice de 0,2% no próximo ano e os economistas consultados pelo Jornal Económico não esperam mudanças. A banca poderá, ainda assim, trocar as contas.

No primeiro semestre de 2018, o défice fixou-se em 1,9% do PIB, devido à recapitalização do Novo Banco e o empréstimo do Estado ao veículo que pagou as indemnizações aos lesados do papel comercial vendido pelo BES. Esta quinta-feira, o Conselho de Finanças Públicas publica um relatório sobre evolução orçamental até ao final do segundo trimestre de 2018. Para 2019, o Novo Banco antecipa precisar de mais 726 milhões do Fundo de Resolução.

Época de resultados e guerra comercial

A semana é mais curta nos EUA, já que o país comemora na segunda-feira o Columbus Day (apesar de Wall Street negociar com normalidade). As bolsas norte-americanas estarão de olhos postos na época de resultados: a banca vai estar em foco com as contas do PNC Financial Services Group, JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo, na sexta-feira. A guerra comercial mantém-se, no entanto, como tema incontornável e dá especial destaque à publicação dos dados da balança comercial da China em setembro, na madrugada de sexta-feira.

Início da oferta de ações da Sonae MC

A oferta pública de venda (OPV) das ações da Sonae MC (os negócios de retalho e imobiliário do grupo) começa esta segunda-feira. O intervalo de preços está entre os 1,40 e os 1,65 euros por ação, o que avalia a empresa entre os 1,4 mil milhões de euros e os 1,65 mil milhões de euros. Considerando o valor mais elevado do intervalo, a Sonae MC poderá vir a ser a décima empresa com maior capitalização de mercado no PSI 20.

Tanto investidores de retalho como institucionais vão ter acesso às ações, mas os primeiros ficarão apenas com 5% do capital social da Sonae MC. A oferta de retalho termina a 17 de outubro e a oferta institucional no dia seguinte. A ações serão admitidas à negociação na Euronext Lisbon a 23 de outubro, com o ticker SONMC.

Rating de Portugal volta a estar em destaque

A avaliação das agências de notação financeira à dívida portuguesa volta a estar em destaque, esta sexta-feira, e em dose dupla. A Moody’s – única das quatro maiores casas que mantém Portugal no nível de ‘lixo’ – e a DBRS – a que aguentou Portugal à tona do grau de investimento ao longo da crise – têm avaliações marcadas. O foco vai estar na Moody’s para perceber se Portugal passar a ser visto por todas as principais agências em grau de investimento.

No entanto, nada é certo. Na última noite semelhante, há seis meses, houve surpresas. Por um lado, ao contrário das expetativas de economistas e analistas, a Moody’s manteve o rating e a perspetiva da República inalterados em Ba1 (positiva), ou seja, no primeiro grau especulativo. Por outro, a DBRS subiu o rating de Portugal para BBB, o segundo nível de grau de investimento, do anterior BBB (low) com perspetiva estável.

Leilão de dívida benchmark antes do rating

Antes de ir ao teste das agências de rating, Portugal vai ao teste do mercado. O Tesouro vai realizar, na quarta-feira por volta das 10h30, um leilão da Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em 17 de outubro de 2028. O montante indicativo para a emissão de dívida a 10 anos situa-se entre os 750 milhões e os 1.000 milhões de euros.

Evolução orçamental antes do OE 2019

A entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2019 aproxima-se a passos largos já que Mário Centeno tem apenas até dia 15 de outubro. Uma das grandes dúvidas é se o ministro das Finanças irá mexer na meta do défice. No Programa de Estabilidade, divulgado em abril, o objetivo apontava para um défice de 0,2% no próximo ano e os economistas consultados pelo Jornal Económico não esperam mudanças. A banca poderá, ainda assim, trocar as contas.

No primeiro semestre de 2018, o défice fixou-se em 1,9% do PIB, devido à recapitalização do Novo Banco e o empréstimo do Estado ao veículo que pagou as indemnizações aos lesados do papel comercial vendido pelo BES. Esta quinta-feira, o Conselho de Finanças Públicas publica um relatório sobre evolução orçamental até ao final do segundo trimestre de 2018. Para 2019, o Novo Banco antecipa precisar de mais 726 milhões do Fundo de Resolução.

Época de resultados e guerra comercial

A semana é mais curta nos EUA, já que o país comemora na segunda-feira o Columbus Day (apesar de Wall Street negociar com normalidade). As bolsas norte-americanas estarão de olhos postos na época de resultados: a banca vai estar em foco com as contas do PNC Financial Services Group, JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo, na sexta-feira. A guerra comercial mantém-se, no entanto, como tema incontornável e dá especial destaque à publicação dos dados da balança comercial da China em setembro, na madrugada de sexta-feira.

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