Entre afirmações e desmentidos, afinal foram ou não ouvidos pela Comissão Técnica Independente os representantes do comando operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)? Francisco Castro Rego, um dos peritos que os recebeu numa sala da Assembleia da República, conta ao Expresso que a conversa decorreu na manhã de 6 de setembro e “durante mais de duas horas de forma aberta, em que cada um podia dizer o que quisesse”.
Em causa está uma sucessão de afirmações dos últimos dias sobre se a Comissão Técnica Independente ouviu ou não os comandantes da ANPC para a elaboração do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande. Primeiro, foi Rui Esteves (anterior comandante nacional) a afirmar ao jornal i que, ao contrário do que o relatório afirmava, não tinha tinha sido ouvido pela Comissão. Hoje, o Expresso publicou declarações de José Manuel Moura (amtigo comandante nacional e um dos peritos da Comissão Independente), desmentindo Rui Esteves. Esta declaração irritou os comandantes, que contactaram o Expresso para manter a sua posição.
Para a conversa de 6 de setembro na Assembleia da República tinha sido formalmente convocado apenas o Presidente da ANPC, Joaquim Leitão, que se fez acompanhar pelos comandantes Rui Esteves (então comandante nacional operacional), Albino Tavares ( 2º comandante), Belo Costa e Miguel Cruz (ambos comandantes distritais). Porém, os quatro responsáveis da ANPC argumentam, em declarações ao Expresso, que foram apenas “acompanhar” o presidente, por ordem deste, e que “não foram convocados formalmente” para prestar declarações, “nem foi abordada qualquer questão operacional relativa ao Incêndio de Pedrógão Grande”.
“Entrei mudo e saí calado”, afirma Belo Costa. “A audição era do senhor presidente”, diz Miguel Cruz. “Nem um telefonema me fizeram para ser ouvido e quando falei, nessa reunião foi sobre os aspetos sistémicos do sector”, argumenta Rui Esteves. O segundo comandante, Albino Tavares esclareceu os peritos sobre a ação do Grupo de Intervenção e Socorro (GIPS) da GNR.
O Presidente da ANPC apresentou à CTI uma reflexão escrita sobre o sistema de proteção civil, que "versou unicamente os aspetos sistémicos do setor para esclarecer uma questão que tinha a ver com a formação e organização da Força Especial de Bombeiros”.
O especialista Francisco Castro Rego admite que não se colocaram questões sobre as operações no terreno, porque a CTI tinha já em sua posse o relatório detalhado elaborado pela ANPC sobre o que acontecera em Pedrógão, mas que “tiveram oportunidade para expor o que considerassem relevante”.
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Entre afirmações e desmentidos, afinal foram ou não ouvidos pela Comissão Técnica Independente os representantes do comando operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)? Francisco Castro Rego, um dos peritos que os recebeu numa sala da Assembleia da República, conta ao Expresso que a conversa decorreu na manhã de 6 de setembro e “durante mais de duas horas de forma aberta, em que cada um podia dizer o que quisesse”.
Em causa está uma sucessão de afirmações dos últimos dias sobre se a Comissão Técnica Independente ouviu ou não os comandantes da ANPC para a elaboração do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande. Primeiro, foi Rui Esteves (anterior comandante nacional) a afirmar ao jornal i que, ao contrário do que o relatório afirmava, não tinha tinha sido ouvido pela Comissão. Hoje, o Expresso publicou declarações de José Manuel Moura (amtigo comandante nacional e um dos peritos da Comissão Independente), desmentindo Rui Esteves. Esta declaração irritou os comandantes, que contactaram o Expresso para manter a sua posição.
Para a conversa de 6 de setembro na Assembleia da República tinha sido formalmente convocado apenas o Presidente da ANPC, Joaquim Leitão, que se fez acompanhar pelos comandantes Rui Esteves (então comandante nacional operacional), Albino Tavares ( 2º comandante), Belo Costa e Miguel Cruz (ambos comandantes distritais). Porém, os quatro responsáveis da ANPC argumentam, em declarações ao Expresso, que foram apenas “acompanhar” o presidente, por ordem deste, e que “não foram convocados formalmente” para prestar declarações, “nem foi abordada qualquer questão operacional relativa ao Incêndio de Pedrógão Grande”.
“Entrei mudo e saí calado”, afirma Belo Costa. “A audição era do senhor presidente”, diz Miguel Cruz. “Nem um telefonema me fizeram para ser ouvido e quando falei, nessa reunião foi sobre os aspetos sistémicos do sector”, argumenta Rui Esteves. O segundo comandante, Albino Tavares esclareceu os peritos sobre a ação do Grupo de Intervenção e Socorro (GIPS) da GNR.
O Presidente da ANPC apresentou à CTI uma reflexão escrita sobre o sistema de proteção civil, que "versou unicamente os aspetos sistémicos do setor para esclarecer uma questão que tinha a ver com a formação e organização da Força Especial de Bombeiros”.
O especialista Francisco Castro Rego admite que não se colocaram questões sobre as operações no terreno, porque a CTI tinha já em sua posse o relatório detalhado elaborado pela ANPC sobre o que acontecera em Pedrógão, mas que “tiveram oportunidade para expor o que considerassem relevante”.