Após o caso do “apagão fiscal de 10 mil milhões de euros” noticiado em 2017, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) passou a monitorizar de forma mais minuciosa as declarações enviadas pelos bancos com a lista das principais transferências de dinheiro dos clientes para contas em paraísos fiscais.
Segundo o “Público” esta quarta-feira, o Fisco deu ordens internas para monitorizar ordenantes de transferências que exercem uma profissão liberal e que “muitas vezes actuam em nome de terceiros”.
O objetivo último da AT foi (e é) descobrir quem recorre a testas-de-ferro para concretizar as transferências com rendimentos dos quais são os verdadeiros beneficiários.
No mais recente relatório de combate à fraude e evasão fiscais, o Ministério das Finanças revela que, a partir deste sistema de monitorização, têm sido desencadeadas acções inspectivas centradas nestes casos.
Questionado pelo matutino sobre os profissionais seguidos, o gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, não clarificou. Disse apenas: em causa estão “situações em que o ordenante da transferência está enquadrado, para efeitos fiscais, numa profissão liberal”.
Um inspetor tributária ouvido pelo jornal, porém, disse que no universo poderão estar incluídos advogados, solicitadores ou consultores fiscais.
Após o caso do “apagão fiscal de 10 mil milhões de euros” noticiado em 2017, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) passou a monitorizar de forma mais minuciosa as declarações enviadas pelos bancos com a lista das principais transferências de dinheiro dos clientes para contas em paraísos fiscais.
Segundo o “Público” esta quarta-feira, o Fisco deu ordens internas para monitorizar ordenantes de transferências que exercem uma profissão liberal e que “muitas vezes actuam em nome de terceiros”.
O objetivo último da AT foi (e é) descobrir quem recorre a testas-de-ferro para concretizar as transferências com rendimentos dos quais são os verdadeiros beneficiários.
No mais recente relatório de combate à fraude e evasão fiscais, o Ministério das Finanças revela que, a partir deste sistema de monitorização, têm sido desencadeadas acções inspectivas centradas nestes casos.
Questionado pelo matutino sobre os profissionais seguidos, o gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, não clarificou. Disse apenas: em causa estão “situações em que o ordenante da transferência está enquadrado, para efeitos fiscais, numa profissão liberal”.
Um inspetor tributária ouvido pelo jornal, porém, disse que no universo poderão estar incluídos advogados, solicitadores ou consultores fiscais.