Berardo: "Já paguei 231 milhões de euros à banca em troco de nada"

08-07-2019
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Joe Berardo garante que já pagou 231 milhões de euros à banca em juros e garante nunca ter tido ao “dispor nenhum dinheiro” que tenha sido emprestado pela Caixa Geral de Depósitos. Numa carta aberta ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a que o Jornal Económico teve acesso, o comendador diz ainda que a reprodução da audição, na Comissão Parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, resultou em “danos” à honra pessoal.

O empresário diz que “nem eu, nem nenhuma entidade ligada a mim, alguma vez tivemos ao nosso dispor nenhum dinheiro que tenha sido emprestado pela CGD, ou por outros bancos”, garantido que “na verdade, todo esse dinheiro foi perdido, por ter sido imediatamente usado na aquisição de ações (o que os bancos sabiam e até incentivavam desde início) que perderam a quase totalidade do seu valor devido à crise de 2008, sem que tenha havido nenhum retorno do investimento”.

Joe Berardo acrescenta ainda que “na tentativa de procurar pagar, além de terem sido vendidas as ações compradas com os empréstimos e que tinham sido dadas em penhor (que a CGD só decidiu vender quando já não valiam quase nada)”, reforçou “as garantias prestadas a dívidas que não eram minhas, mas de entidades de que era legal representante, tendo perdido grande parte do meu património dessa forma”.

“Mas nem com a entrega desses bem consegui pagar a dívida, tendo pago quase só em juros, à volta de 231 milhões de euros (que a banca foi muito convenientemente registando como proveitos ao longo da crise). Veja-se bem: já paguei à banca cera de 231 milhões de euros em troco de nada. E como se não bastasse o ataque ao meu património, tenho agora que defender-me do ataque ao meu bom nome”, acrescenta.

O empresário não poupa os deputados da Comissão Parlamentar à CGD, acusando de ter sido “sujeito a um interrogatório de mais de cinco horas, sem direito a contraditório” e apela a Ferro Rodrigues para “garantir o regular funcionamento” das comissões de inquérito.

Na missiva, Berardo diz ainda que a transmissão da audição provocou “danos” à sua hora pessoal, podendo colocar em causa “o necessário distanciamento” na apreciação de processos judiciais que lhe foram movidos.

“Mas eu fui objeto de um verdadeiro julgamento popular nessa tarde de sexta-feira, com várias qualificações sumárias do meu carácter, sujeito a transmissão televisiva que não autorizei”, realça.

(Atualizado às 20h53)

Joe Berardo garante que já pagou 231 milhões de euros à banca em juros e garante nunca ter tido ao “dispor nenhum dinheiro” que tenha sido emprestado pela Caixa Geral de Depósitos. Numa carta aberta ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a que o Jornal Económico teve acesso, o comendador diz ainda que a reprodução da audição, na Comissão Parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, resultou em “danos” à honra pessoal.

O empresário diz que “nem eu, nem nenhuma entidade ligada a mim, alguma vez tivemos ao nosso dispor nenhum dinheiro que tenha sido emprestado pela CGD, ou por outros bancos”, garantido que “na verdade, todo esse dinheiro foi perdido, por ter sido imediatamente usado na aquisição de ações (o que os bancos sabiam e até incentivavam desde início) que perderam a quase totalidade do seu valor devido à crise de 2008, sem que tenha havido nenhum retorno do investimento”.

Joe Berardo acrescenta ainda que “na tentativa de procurar pagar, além de terem sido vendidas as ações compradas com os empréstimos e que tinham sido dadas em penhor (que a CGD só decidiu vender quando já não valiam quase nada)”, reforçou “as garantias prestadas a dívidas que não eram minhas, mas de entidades de que era legal representante, tendo perdido grande parte do meu património dessa forma”.

“Mas nem com a entrega desses bem consegui pagar a dívida, tendo pago quase só em juros, à volta de 231 milhões de euros (que a banca foi muito convenientemente registando como proveitos ao longo da crise). Veja-se bem: já paguei à banca cera de 231 milhões de euros em troco de nada. E como se não bastasse o ataque ao meu património, tenho agora que defender-me do ataque ao meu bom nome”, acrescenta.

O empresário não poupa os deputados da Comissão Parlamentar à CGD, acusando de ter sido “sujeito a um interrogatório de mais de cinco horas, sem direito a contraditório” e apela a Ferro Rodrigues para “garantir o regular funcionamento” das comissões de inquérito.

Na missiva, Berardo diz ainda que a transmissão da audição provocou “danos” à sua hora pessoal, podendo colocar em causa “o necessário distanciamento” na apreciação de processos judiciais que lhe foram movidos.

“Mas eu fui objeto de um verdadeiro julgamento popular nessa tarde de sexta-feira, com várias qualificações sumárias do meu carácter, sujeito a transmissão televisiva que não autorizei”, realça.

(Atualizado às 20h53)

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