VII Congresso Português de Sociologia

30-11-2015
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PAP0938 - Concepções e experiências de conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal: a perspetiva das pessoas que trabalham numa autarquia.

Concepções e experiências de conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal: a perspetiva das pessoas que trabalham numa autarquia. Liliana Domingos e Rosa Monteiro Nesta apresentação pretendemos expor algumas das principais conclusões de um estudo qualitativo sobre as conceções e experiências de conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar das pessoas que trabalham numa autarquia do centro-norte do país. O estudo foi desenvolvimento, no âmbito de uma dissertação de mestrado na Universidade Católica Portuguesa, fazendo também parte do estudo-diagnóstico da mesma autarquia no âmbito do seu Plano para a Igualdade, financiado pelo POPH (7.2). Foram realizadas 20 entrevistas semiestruturadas a uma amostra de funcionários e funcionárias da autarquia, que depois foram integralmente transcritas e analisado o seu conteúdo através do software NVivo8. A amostra intencional selecionou diferentes grupos de indivíduos segundo as variáveis: categoria profissional, habilitações escolares, idade e sexo. A persistência de problemas de conciliação da vida profissional, pessoal e familiar é um dos sinais mais evidentes da persistência da desigualdade de género, apesar dos progressos ao nível da igualdade formal, consubstanciada em políticas públicas e legislação. No estudo, a análise da problemática da conciliação é uma análise genderizada, que coloca as relações sociais entre homens e mulheres no centro da reflexão. Isto porque se acredita no seu potencial heurístico quer para a compreensão da problemática na perspetiva dos sujeitos (a forma como conceções de género influenciam práticas, conceções e experiências de mulheres e de homens relativamente ao trabalho e à família), quer para a fundamentação de uma intervenção organizacional promotora da igualdade (objetivo do Plano para a igualdade em desenvolvimento na autarquia). Assim, são mobilizadas em termos analíticos as seguintes dimensões: Conceções sobre identidades, valores e papéis de género, estratégias mobilizadas para a conciliação, perceção do conflito trabalho-família, família-trabalho (fatores de conflito, perceções de perda), visões sobre as políticas públicas e práticas organizacionais, literacia de direitos e “sentido dos direitos”.

PAP0938 - Concepções e experiências de conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal: a perspetiva das pessoas que trabalham numa autarquia.

Concepções e experiências de conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal: a perspetiva das pessoas que trabalham numa autarquia. Liliana Domingos e Rosa Monteiro Nesta apresentação pretendemos expor algumas das principais conclusões de um estudo qualitativo sobre as conceções e experiências de conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar das pessoas que trabalham numa autarquia do centro-norte do país. O estudo foi desenvolvimento, no âmbito de uma dissertação de mestrado na Universidade Católica Portuguesa, fazendo também parte do estudo-diagnóstico da mesma autarquia no âmbito do seu Plano para a Igualdade, financiado pelo POPH (7.2). Foram realizadas 20 entrevistas semiestruturadas a uma amostra de funcionários e funcionárias da autarquia, que depois foram integralmente transcritas e analisado o seu conteúdo através do software NVivo8. A amostra intencional selecionou diferentes grupos de indivíduos segundo as variáveis: categoria profissional, habilitações escolares, idade e sexo. A persistência de problemas de conciliação da vida profissional, pessoal e familiar é um dos sinais mais evidentes da persistência da desigualdade de género, apesar dos progressos ao nível da igualdade formal, consubstanciada em políticas públicas e legislação. No estudo, a análise da problemática da conciliação é uma análise genderizada, que coloca as relações sociais entre homens e mulheres no centro da reflexão. Isto porque se acredita no seu potencial heurístico quer para a compreensão da problemática na perspetiva dos sujeitos (a forma como conceções de género influenciam práticas, conceções e experiências de mulheres e de homens relativamente ao trabalho e à família), quer para a fundamentação de uma intervenção organizacional promotora da igualdade (objetivo do Plano para a igualdade em desenvolvimento na autarquia). Assim, são mobilizadas em termos analíticos as seguintes dimensões: Conceções sobre identidades, valores e papéis de género, estratégias mobilizadas para a conciliação, perceção do conflito trabalho-família, família-trabalho (fatores de conflito, perceções de perda), visões sobre as políticas públicas e práticas organizacionais, literacia de direitos e “sentido dos direitos”.

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