Relações entre Portugal e a China podem aprofundar-se e alargar-se a sectores ainda não explorados

08-02-2019
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As relações entre a China e Portugal “não se esgotam no mercado financeiro, energético e dos seguros, começam a estar presentes nos serviços, indústria e mobilidade elétrica”. Foi com estas palavras que o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, resumiu o ponto em que se encontra a proximidade entre os dois países durante a a conferência “40 anos de relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China”, que decorreu na manhã desta sexta-feira na Fundação Oriente.

Brilhante Dias foi mais longe exprimindo “a ambição de Portugal alargar essa cooperação” para outros setores e territórios. Durante a conferência promovida pela Fundação Oriente, o embaixador da China em Portugal, Cai Run, atualizou a subida do investimento chinês em Portugal para 7,27% em 2018 atingindo o valor desse investimento 5,4 mil milhões de euros.

No dia em que passam exatamente 40 anos em que Portugal e a China anunciaram o restabelecimento das relações diplomáticas, uma notícia que fez as primeiras páginas da imprensa nacional, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou em entrevista à revista “Macao” [publicada em inglês e financiada pelo Governo do território administrado por Pequim] que vê “muitas oportunidades no desenvolvimento da China”.

A China é um parceiro estratégico

Foi este o tom das comunicações dos vários participantes na conferência que decorreu no Museu do Oriente, durante a qual o secretário de Estado deixou claro que a assinatura de Portugal da iniciativa chinesa "Uma Faixa Uma Rota" serve “uma perspetiva de Portugal de desenvolvimento” uma vez que a iniciativa “vai ao encontro da ligação dos continentes” Ásia, África e Europa.

“A China é um parceiro estratégico português do ponto de vista do multilateralismo para a construção de um mundo melhor e mais próspero”, disse Eurico Brilhante Dias.

Para o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, a China “privilegia Portugal como um interlocutor na União Europeia com toda a dimensão histórica que o nosso país tem na região”. Já do ponto de vista da estratégia de Portugal relativamente à Índia, Amado sublinhou a importância da “dimensão peninsular” para de Portugal no momento em que “partilha com Espanha o mesmo espaço político, militar e económico”: “O maior desafio que temos pela frente é a afirmação de uma política própria e o desafio exige uma resposta mais capaz à nossa inserção no mundo global, onde encontramos a nossa presença histórica”.

Jaime Gama, ministro dos Negócios Estrangeiros na altura da transição de Macau para a soberania chinesa, começou por declarar ser impossível “circunscrever a relação de Portugal com a China aos 40 anos” passados desde que se restabeleceu a diplomacia entre os dois países, aconselhando a recuar “até ao início do século XVI”.

Luís Amado chamou mesmo “desproporcionada” à importância que Portugal tem na região asiática reconhecendo como causa “o seu passado e legado histórico”, parecendo-lhe “óbvio” o interesse de Pequim no aprofundamento das relações com Portugal, e após a adesão à Organização Mundial do Trabalho, numa aproximação da China à União Europeia e à CPLP.

Pelo seu lado, Portugal tem “ambição de se relacionar” com o continente asiático e com a China e “isso vai ser determinado pelas nossas relações bilaterais com os Estados Unidos e a China”, concluiu Amado.

Eurico Brilhante Dias destacou ainda a cooperação luso-chinesa “em relação aos países de língua portuguesa”, que considerou ter um potencial de aprofundamento nas relações económicas, comerciais, culturais e de criação de conhecimento.

Ao longo de 2019, para além dos 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, assinalam-se também os 70 anos da proclamação da República Popular da China e os 20 anos do retorno de Macau à China.

As relações entre a China e Portugal “não se esgotam no mercado financeiro, energético e dos seguros, começam a estar presentes nos serviços, indústria e mobilidade elétrica”. Foi com estas palavras que o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, resumiu o ponto em que se encontra a proximidade entre os dois países durante a a conferência “40 anos de relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China”, que decorreu na manhã desta sexta-feira na Fundação Oriente.

Brilhante Dias foi mais longe exprimindo “a ambição de Portugal alargar essa cooperação” para outros setores e territórios. Durante a conferência promovida pela Fundação Oriente, o embaixador da China em Portugal, Cai Run, atualizou a subida do investimento chinês em Portugal para 7,27% em 2018 atingindo o valor desse investimento 5,4 mil milhões de euros.

No dia em que passam exatamente 40 anos em que Portugal e a China anunciaram o restabelecimento das relações diplomáticas, uma notícia que fez as primeiras páginas da imprensa nacional, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou em entrevista à revista “Macao” [publicada em inglês e financiada pelo Governo do território administrado por Pequim] que vê “muitas oportunidades no desenvolvimento da China”.

A China é um parceiro estratégico

Foi este o tom das comunicações dos vários participantes na conferência que decorreu no Museu do Oriente, durante a qual o secretário de Estado deixou claro que a assinatura de Portugal da iniciativa chinesa "Uma Faixa Uma Rota" serve “uma perspetiva de Portugal de desenvolvimento” uma vez que a iniciativa “vai ao encontro da ligação dos continentes” Ásia, África e Europa.

“A China é um parceiro estratégico português do ponto de vista do multilateralismo para a construção de um mundo melhor e mais próspero”, disse Eurico Brilhante Dias.

Para o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, a China “privilegia Portugal como um interlocutor na União Europeia com toda a dimensão histórica que o nosso país tem na região”. Já do ponto de vista da estratégia de Portugal relativamente à Índia, Amado sublinhou a importância da “dimensão peninsular” para de Portugal no momento em que “partilha com Espanha o mesmo espaço político, militar e económico”: “O maior desafio que temos pela frente é a afirmação de uma política própria e o desafio exige uma resposta mais capaz à nossa inserção no mundo global, onde encontramos a nossa presença histórica”.

Jaime Gama, ministro dos Negócios Estrangeiros na altura da transição de Macau para a soberania chinesa, começou por declarar ser impossível “circunscrever a relação de Portugal com a China aos 40 anos” passados desde que se restabeleceu a diplomacia entre os dois países, aconselhando a recuar “até ao início do século XVI”.

Luís Amado chamou mesmo “desproporcionada” à importância que Portugal tem na região asiática reconhecendo como causa “o seu passado e legado histórico”, parecendo-lhe “óbvio” o interesse de Pequim no aprofundamento das relações com Portugal, e após a adesão à Organização Mundial do Trabalho, numa aproximação da China à União Europeia e à CPLP.

Pelo seu lado, Portugal tem “ambição de se relacionar” com o continente asiático e com a China e “isso vai ser determinado pelas nossas relações bilaterais com os Estados Unidos e a China”, concluiu Amado.

Eurico Brilhante Dias destacou ainda a cooperação luso-chinesa “em relação aos países de língua portuguesa”, que considerou ter um potencial de aprofundamento nas relações económicas, comerciais, culturais e de criação de conhecimento.

Ao longo de 2019, para além dos 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, assinalam-se também os 70 anos da proclamação da República Popular da China e os 20 anos do retorno de Macau à China.

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