Apesar das muitas divergências entre o Governo e os parceiros de geringonça nos últimos tempos, Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, não afasta a possibilidade de se repetir o atual modelo de governação na próxima legislatura.
“Esta solução tem-se mostrado estável, positiva para os portugueses, tem melhorado a vida das pessoas. Esta solução é uma conquista para toda a esquerda, mesmo as contas certas! E é uma solução que tem funcionado e tem sido muito apreciada pelos portugueses. Se todos quiserem. existem condições para continuação. Todas as outras [soluções] devem ser consideradas em função das vontades dos partidos e da conjuntura e do apoio que cada partido tenha. Há uma coisa que é certa: auto-limitar-nos não faz muito sentido”, diz, em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta quinta-feira.
Com as negociações na lei de bases da Saúde com o BE dadas como perdidas, o governante acredita que ainda é possível um consenso “sobretudo com o PCP”. E diz que alguma responsabilidade neste tema também está nas mãos do PCP.
“Existe uma enorme expectativa sobre a nova lei de bases e acho que o PSD também tem consciência disso. Com o PSD é assumido que não houve negociações, no entanto uma lei de bases, por natureza, é uma lei que deve perdurar no tempo. Uma das posições que temos reafirmado é que pouco serve estarmos a fazer uma lei de bases que amanhã uma outra maioria conjunturalmente queira imediatamente alterar. Queremos uma lei que perdure. Que seja suficientemente consensual para que não seja assim tão simples e tão fácil existir uma desculpa para ser alterada noutra conjuntura”, afirma.
Ainda na mesma entrevista, o socialista regressa ao tema dos professores e confessa-se também surpreendido pela posição tomada pelo PSD e CDS na Comissão de Educação. “Para nós é tão irresponsável esta questão do reconhecimento do impacto financeiro como uma expectativa em que não podemos dizer aos professores nem como, nem quando lhes vamos pagar o tempo. Essas posições irresponsáveis do PSD e do CDS já as conhecíamos de alguma maneira, o que nunca pensámos é que fossem a este ponto. Essa talvez tenha sido para nós a surpresa de todo o processo”, atira.
Cordeiro nega ainda que a ameaça de demissão do Governo fosse só estratégia política. “Acho que aqui foi mais uma posição de princípio. O primeiro-ministro afirmou uma posição de princípio sobre as condições de governabilidade, tendo assumido nós compromissos no Orçamento do Estado e com os parceiros”, diz.
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Apesar das muitas divergências entre o Governo e os parceiros de geringonça nos últimos tempos, Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, não afasta a possibilidade de se repetir o atual modelo de governação na próxima legislatura.
“Esta solução tem-se mostrado estável, positiva para os portugueses, tem melhorado a vida das pessoas. Esta solução é uma conquista para toda a esquerda, mesmo as contas certas! E é uma solução que tem funcionado e tem sido muito apreciada pelos portugueses. Se todos quiserem. existem condições para continuação. Todas as outras [soluções] devem ser consideradas em função das vontades dos partidos e da conjuntura e do apoio que cada partido tenha. Há uma coisa que é certa: auto-limitar-nos não faz muito sentido”, diz, em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta quinta-feira.
Com as negociações na lei de bases da Saúde com o BE dadas como perdidas, o governante acredita que ainda é possível um consenso “sobretudo com o PCP”. E diz que alguma responsabilidade neste tema também está nas mãos do PCP.
“Existe uma enorme expectativa sobre a nova lei de bases e acho que o PSD também tem consciência disso. Com o PSD é assumido que não houve negociações, no entanto uma lei de bases, por natureza, é uma lei que deve perdurar no tempo. Uma das posições que temos reafirmado é que pouco serve estarmos a fazer uma lei de bases que amanhã uma outra maioria conjunturalmente queira imediatamente alterar. Queremos uma lei que perdure. Que seja suficientemente consensual para que não seja assim tão simples e tão fácil existir uma desculpa para ser alterada noutra conjuntura”, afirma.
Ainda na mesma entrevista, o socialista regressa ao tema dos professores e confessa-se também surpreendido pela posição tomada pelo PSD e CDS na Comissão de Educação. “Para nós é tão irresponsável esta questão do reconhecimento do impacto financeiro como uma expectativa em que não podemos dizer aos professores nem como, nem quando lhes vamos pagar o tempo. Essas posições irresponsáveis do PSD e do CDS já as conhecíamos de alguma maneira, o que nunca pensámos é que fossem a este ponto. Essa talvez tenha sido para nós a surpresa de todo o processo”, atira.
Cordeiro nega ainda que a ameaça de demissão do Governo fosse só estratégia política. “Acho que aqui foi mais uma posição de princípio. O primeiro-ministro afirmou uma posição de princípio sobre as condições de governabilidade, tendo assumido nós compromissos no Orçamento do Estado e com os parceiros”, diz.