A entrevista da secretária de Estado da Educação Alexandra Leitão provocou algumas reações. A primeira foi uma crónica de uma deputada do CDS, sobre os colégios com contratos de associação. Num momento certo, quando um colégio privado, em Coimbra, fechou por falta de verbas do Estado. Um encerramento chorado por liberais como Miguel Morgado, que defendem o financiamento da iniciativa privada com os nossos impostos, mesmo quando há oferta pública ao lado subfinanciada. A segunda foi o facto da secretária de Estado dizer o óbvio: se os manuais escolares não forem reaproveitados a sua gratuitidade será insustentável. Por razões financeiras e ambientais. É tema que já tratei várias vezes, sobretudo na defesa de uma oferta crescentemente digital. Mas o terceiro tema, que nem foi tratado com grande profundidade na entrevista, é o que me interessa nesta crónica: os trabalhos de casa. Uma das razões pelas quais muitas pessoas levantam dúvidas em relação à transição dos manuais escolares para o digital é que isso prejudicaria os alunos que não têm computador em casa. Mas essa é uma das suas várias vantagens: os alunos deixarem de levar trabalhos para casa.
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A entrevista da secretária de Estado da Educação Alexandra Leitão provocou algumas reações. A primeira foi uma crónica de uma deputada do CDS, sobre os colégios com contratos de associação. Num momento certo, quando um colégio privado, em Coimbra, fechou por falta de verbas do Estado. Um encerramento chorado por liberais como Miguel Morgado, que defendem o financiamento da iniciativa privada com os nossos impostos, mesmo quando há oferta pública ao lado subfinanciada. A segunda foi o facto da secretária de Estado dizer o óbvio: se os manuais escolares não forem reaproveitados a sua gratuitidade será insustentável. Por razões financeiras e ambientais. É tema que já tratei várias vezes, sobretudo na defesa de uma oferta crescentemente digital. Mas o terceiro tema, que nem foi tratado com grande profundidade na entrevista, é o que me interessa nesta crónica: os trabalhos de casa. Uma das razões pelas quais muitas pessoas levantam dúvidas em relação à transição dos manuais escolares para o digital é que isso prejudicaria os alunos que não têm computador em casa. Mas essa é uma das suas várias vantagens: os alunos deixarem de levar trabalhos para casa.
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