O Paço Real de Caxias em Oeiras, que foi residência de férias da família real, foi esta segunda-feira aberto a concurso público para concessão a privados no âmbito do Revive, programa lançado pelo Governo para valorização turística de património ao abandono, e para o qual foram identificados 33 imóveis.
Este é o 17º projeto a ser lançado no âmbito do programa Revive, e segundo o Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, "já estão identificados mais 15 imóveis para o programa", prevendo-se ainda que os restantes 16 edifícios entre os 33 já identificados venham a ser objeto de concurso até ao final do ano.
O concurso para concessão do Paço Real de Caxias tem um investimento estimado de concurso de €11,6 milhões (para obras de reabilitação a cargo do concessionário, embora o património se mantenha público), sendo o valor-base para renda anual de €174.912. O concurso vai ter duas fases, e a primeira, para seleção prévia de candidatos, decorre até 6 de junho, seguindo-se um período de 30 dias para apresentação final de propostas.
O próximo projeto Revive a ter o concurso lançado é em Amarante, segundo adiantou Siza Vieira. O concurso para o Quartel da Graça em Lisboa, um dos mais disputados neste programa, recebeu até ao momento 15 candidaturas. Até 13 de maio o juri vai fazer a qualificação prévia dos candidatos, que terão 25 dias para apresentar propostas.
"Preservar o património nacional é a primeira e mais nobre missão no Estado, no sentido de valorizar o legado dos nossos antepassados para as gerações seguintes", frisou o ministro da Economia esta segunda-feira no lançamento do concurso público para o Paço Real de Caxias.
"Muitos edifícios dos monumentos nacionais foram afetos a diversas utilizações ao longo dos séculos. Edifícios que foram mosteiros tiveram depois variadíssimos usos", lembrou o ministro, sublinhando que "o património que vem do passado tem de se moldar a novas funções para que se projete no futuro, mas é preciso garantir sempre que se consegue preservar a memória"
Sustentando que "o património do Estado que não tem uma função deve ser transferido para os municípios, para ser usado de forma diferente no futuro", Pedro Siza Vieira realçou que a criação de um hotel no Paço Real de Caxias "é um projeto de requalificação com caraterísticas especiais que cria mais um polo de atração e vem valorizar a oferta turística na área metropolitana de Lisboa".
Câmara de Oeiras quer recuperar a Estação Agronómica Nacional com €8 milhões
"Há 32 anos que o município anda a lutar por isto, e é para mim um grande regozijo ver este belo património recuperado, e criando condições para que nasça aqui uma unidade hoteleira de qualidade", salientou Isaltino Morais, presidente da câmara de Oeiras, na apresentação do concurso público para o projeto.
Isaltino Morais lembrou que a câmara tem assumido a manutenção e recuperação dos jardins do Paço de Caxias, onde se encontra um relevante conjunto de estátuas de Machado de Castro, no âmbito de um protocolo celebrado em 1986 com o Exército, ao qual o espaço estava afetado.
O presidente da câmara de Oeiras também lembrou aos ministros presentes nesta apresentação (da Economia e da Defesa Nacional) que "o município tem €8 milhões para investir na Estação Agronómica Nacional, o que inclui a recuperação de pinturas de tetos do séc. XVIII, que estão a caír", mas queixou-se que sempre que a câmara quer avançar neste projeto esbarra sempre com o cumbro da Direção-Geral do tesouro. "A Direção-Geral do tesouro não faz nem deixa fazer", salientou Isaltino Morais, sustentando que "o Tesouro não é só o dinheiro dos impostos, mas também é o nosso património e as coisas que pertencem ao Estado".
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O Paço Real de Caxias em Oeiras, que foi residência de férias da família real, foi esta segunda-feira aberto a concurso público para concessão a privados no âmbito do Revive, programa lançado pelo Governo para valorização turística de património ao abandono, e para o qual foram identificados 33 imóveis.
Este é o 17º projeto a ser lançado no âmbito do programa Revive, e segundo o Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, "já estão identificados mais 15 imóveis para o programa", prevendo-se ainda que os restantes 16 edifícios entre os 33 já identificados venham a ser objeto de concurso até ao final do ano.
O concurso para concessão do Paço Real de Caxias tem um investimento estimado de concurso de €11,6 milhões (para obras de reabilitação a cargo do concessionário, embora o património se mantenha público), sendo o valor-base para renda anual de €174.912. O concurso vai ter duas fases, e a primeira, para seleção prévia de candidatos, decorre até 6 de junho, seguindo-se um período de 30 dias para apresentação final de propostas.
O próximo projeto Revive a ter o concurso lançado é em Amarante, segundo adiantou Siza Vieira. O concurso para o Quartel da Graça em Lisboa, um dos mais disputados neste programa, recebeu até ao momento 15 candidaturas. Até 13 de maio o juri vai fazer a qualificação prévia dos candidatos, que terão 25 dias para apresentar propostas.
"Preservar o património nacional é a primeira e mais nobre missão no Estado, no sentido de valorizar o legado dos nossos antepassados para as gerações seguintes", frisou o ministro da Economia esta segunda-feira no lançamento do concurso público para o Paço Real de Caxias.
"Muitos edifícios dos monumentos nacionais foram afetos a diversas utilizações ao longo dos séculos. Edifícios que foram mosteiros tiveram depois variadíssimos usos", lembrou o ministro, sublinhando que "o património que vem do passado tem de se moldar a novas funções para que se projete no futuro, mas é preciso garantir sempre que se consegue preservar a memória"
Sustentando que "o património do Estado que não tem uma função deve ser transferido para os municípios, para ser usado de forma diferente no futuro", Pedro Siza Vieira realçou que a criação de um hotel no Paço Real de Caxias "é um projeto de requalificação com caraterísticas especiais que cria mais um polo de atração e vem valorizar a oferta turística na área metropolitana de Lisboa".
Câmara de Oeiras quer recuperar a Estação Agronómica Nacional com €8 milhões
"Há 32 anos que o município anda a lutar por isto, e é para mim um grande regozijo ver este belo património recuperado, e criando condições para que nasça aqui uma unidade hoteleira de qualidade", salientou Isaltino Morais, presidente da câmara de Oeiras, na apresentação do concurso público para o projeto.
Isaltino Morais lembrou que a câmara tem assumido a manutenção e recuperação dos jardins do Paço de Caxias, onde se encontra um relevante conjunto de estátuas de Machado de Castro, no âmbito de um protocolo celebrado em 1986 com o Exército, ao qual o espaço estava afetado.
O presidente da câmara de Oeiras também lembrou aos ministros presentes nesta apresentação (da Economia e da Defesa Nacional) que "o município tem €8 milhões para investir na Estação Agronómica Nacional, o que inclui a recuperação de pinturas de tetos do séc. XVIII, que estão a caír", mas queixou-se que sempre que a câmara quer avançar neste projeto esbarra sempre com o cumbro da Direção-Geral do tesouro. "A Direção-Geral do tesouro não faz nem deixa fazer", salientou Isaltino Morais, sustentando que "o Tesouro não é só o dinheiro dos impostos, mas também é o nosso património e as coisas que pertencem ao Estado".