PS na rota das vacas voadoras

25-10-2017
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O congresso do PS, que decorre este fim-de-semana, em Lisboa, será sobretudo um congresso para aclamar aquilo que os socialistas chamam o “governo das esquerdas”, mais do que para debater qualquer moção, qualquer tema estruturante ou qualquer assunto fracturante. António Costa, usando uma expressão do próprio, acha que é possível as vacas voarem, ou seja acredita que o PS consegue fazer o impossível.

Um dos impossíveis é aquilo que a moção de António Costa faz ao garantir que irá cumprir os compromissos com a Europa e com os dois partidos antieuropeus que apoiam o governo. O primeiro-ministro e líder socialista até traz ao seu congresso o presidente do Parlamento europeu e o presidente do Partido Socialista Europeu para mostrar que é a grande esperança dos socialistas europeus para fazer com que as vacas voem, a economia cresça e o desemprego diminua.

Mas, entre participações de convidados ilustres e debates temáticos sobre assuntos escolhidos pela direcção, pouco tempo haverá para debater essa moção de António Costa e ainda menos tempo para debater as moções sectoriais apresentadas por militantes e estruturas do partido sobre assuntos tão importantes e fracturantes como a legalização da eutanásia, da prostituição ou das drogas leves. Cada uma dessas moções nem será discutida, só terá menos de cinco minutos para ser apresentada e depois, numa futura reunião da comissão nacional socialista, há-de ser discutida e votada.

Dos críticos também não se espere muito neste congresso. Álvaro Beleza, que tentou liderar a ala segurista, já se rendeu ao governo das esquerdas. Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto lá vão estar a alertar para os perigos da excessiva esquerdização do PS. Mas o tempo ainda não é deles, nem de serem ouvidos com atenção. O tempo é de o PS aplaudir as vacas que voam, ignorando os problemas que haveria se de facto passassem a voar. Por alguma razão, os pássaros é que voam e as vacas pastam nos verdes prados.

O congresso do PS, que decorre este fim-de-semana, em Lisboa, será sobretudo um congresso para aclamar aquilo que os socialistas chamam o “governo das esquerdas”, mais do que para debater qualquer moção, qualquer tema estruturante ou qualquer assunto fracturante. António Costa, usando uma expressão do próprio, acha que é possível as vacas voarem, ou seja acredita que o PS consegue fazer o impossível.

Um dos impossíveis é aquilo que a moção de António Costa faz ao garantir que irá cumprir os compromissos com a Europa e com os dois partidos antieuropeus que apoiam o governo. O primeiro-ministro e líder socialista até traz ao seu congresso o presidente do Parlamento europeu e o presidente do Partido Socialista Europeu para mostrar que é a grande esperança dos socialistas europeus para fazer com que as vacas voem, a economia cresça e o desemprego diminua.

Mas, entre participações de convidados ilustres e debates temáticos sobre assuntos escolhidos pela direcção, pouco tempo haverá para debater essa moção de António Costa e ainda menos tempo para debater as moções sectoriais apresentadas por militantes e estruturas do partido sobre assuntos tão importantes e fracturantes como a legalização da eutanásia, da prostituição ou das drogas leves. Cada uma dessas moções nem será discutida, só terá menos de cinco minutos para ser apresentada e depois, numa futura reunião da comissão nacional socialista, há-de ser discutida e votada.

Dos críticos também não se espere muito neste congresso. Álvaro Beleza, que tentou liderar a ala segurista, já se rendeu ao governo das esquerdas. Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto lá vão estar a alertar para os perigos da excessiva esquerdização do PS. Mas o tempo ainda não é deles, nem de serem ouvidos com atenção. O tempo é de o PS aplaudir as vacas que voam, ignorando os problemas que haveria se de facto passassem a voar. Por alguma razão, os pássaros é que voam e as vacas pastam nos verdes prados.

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