(EDIÇÃO PIRATA): MÁRIO ALMEIDA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL "O que interessa aos vilacondenses a opinião do PSD ou do Bloco de Esquerda?"

18-07-2018
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A última sessão da Assembleia Municipal de Vila do Conde tinha como "prato forte" a discussão e votação do Relatório de Contas da Câmara Municipal de Vila do Conde. A discussão foi animada, embora, à imagem do passado, se continue a resvalar para o ataque pessoal. Mário Almeida, presidente de Câmara Municipal "deu o exemplo".Cármen Silva sem papas na línguaDurante o período inicial, antes da ordem do dia, a primeira intervenção coube ao Partido Popular que, pela voz de Margarida Salgueiro, voltou a insurgir-se contra a limitação do tempo de uso da palavra na revisão do Regimento. Teve o apoio das bancadas do PSD, CDU e BE. Seguiu-se um voto de pesar pelo falecimento de João Gomes Monteiro, o conhecido "João Electricista", apresentado pelos presidentes de junta e sufragado por unanimidade.Apareceu, então, o primeiro momento forte da noite, protagonizado pelo Bloco de Esquerda. Cármen Silva fez uma "declaração política" atacando fortemente o PS, os vereadores socialistas, os deputados municipais socialistas e até o Presidente da Assembleia Municipal, considerando-os "amordaçados" e subservientes ao poder. Carlos Laranja, do PS, tomou a palavra e recusou tratá-la por "colega"; que "não era digna de usar da palavra naquela Assembleia" e "perdeu-lhe todo o respeito". Fernando Reis, da CDU, lembrou que ouvir e respeitar opinião contrária era sinal de democracia.O PS apresentou, então, uma moção em que solicitava ao Governo que resolvesse a questão das obras no Mosteiro, bem como a transformação em Pousada. Foi aprovada por unanimidade.Almeida contra AlmeidaO documento seguinte seria apresentado pelo PSD, englobando três pontos, em que se protestava contra o encerramento do porto de Vila do Conde a oito embarcações de pesca costeira. Mário Almeida declarou estar a favor da decisão, já que "havia embarcações a serem beneficiadas". No entanto, Bruno Almeida, por parte da bancada do PS afirmou que, se alterassem o terceiro ponto, o PS votaria favoravelmente a moção. Rui Silva, do PSD, assentiu e declarou que aceitava a mudança. Foi então que Mário Almeida, visivelmente irritado, disse que não concordava nada com o documento. Perante esta desautorização pública, não restou outra opção a Bruno Almeida senão voltar a pedir a palavra e dizer que, afinal, o PS votaria contra…Contas e mais contasComeçou o PSD….Seguiu-se o PPA CDU..O BENo período da ordem do dia, o ponto mais significativo foi a aprovação do relatório e contas do ano 2005.O PS apresentou dois "advogados de defesa". Primeiro foi o líder da JS, João Fonseca, a aplaudir as contas da autarquia. Claramente nervoso, dirigiu-se não aos deputados da oposição, mas sim aos… vereadores da oposição. Repetitivo e nervoso, apenas conseguiu fazer suspirar pelo colega de bancada Jorge Laranja. Mas o melhor ainda estava para vir, com a intervenção do Presidente da Junta de Retorta que veio, igualmente, defender o Relatório de Contas. Fernando Reis, da CDU, haveria de ironizar dizendo que esta intervenção haveria de ser paga com mais umas obras lá na freguesia e perguntou-lhe se o problema de falta de água das pessoas de Retorta que apareceram há um ano na televisão já estava resolvido……Após as intervenções, Mário Almeida comentou-as, mas sem atacar o conteúdo das mesmas: "constato o azedume da oposição", "estão zangados por nós não os deixarmos controlar o concelho", "também estão zangados entre eles próprios – juntam-se todos para morrerem afogados…". E continuou: "o que é que interessa aos vilacondenses a opinião do Eduardo Lemos ou da Cármen Silva?", "eles vêm para aqui com ares doutorais, dar lições?", "não vale a pena torcerem-se nas cadeiras que eu sei que isto dói!". Dirigindo-se a Eduardo Lemos, Deputado Municipal e ex-candidato à Junta de Freguesia de Guilhabreu, Mário Almeida comentou: "não percebo como é que em Guilhabreu, conhecendo-o tão bem, não o escolheram?..." Eduardo Lemos pediu a palavra, comentando que, em democracia, é tão importante o que vence como o que perde e que Mário Almeida deveria ter mais respeito pelos adversários. Fernando Reis, pelo seu lado, haveria de comentar que Mário Almeida precisava de andar mais pelo concelho, para conhecer as suas fragilidades. O presidente da Câmara haveria de terminar dizendo que "só escrevo o que produzo e só leio o que escrevo"…No Período de Informação do Presidente, Cármen Silva inquiriu sobre a ROM e o Cine-Neiva e Pedro Mesquita, do PSD, realçou a Juventude Unida de Mosteiro. A encerrar, Fernando Vieira, de Árvore, questionou Mário Almeida sobre o canil municipal e o tratamento a animais abandonados.

A última sessão da Assembleia Municipal de Vila do Conde tinha como "prato forte" a discussão e votação do Relatório de Contas da Câmara Municipal de Vila do Conde. A discussão foi animada, embora, à imagem do passado, se continue a resvalar para o ataque pessoal. Mário Almeida, presidente de Câmara Municipal "deu o exemplo".Cármen Silva sem papas na línguaDurante o período inicial, antes da ordem do dia, a primeira intervenção coube ao Partido Popular que, pela voz de Margarida Salgueiro, voltou a insurgir-se contra a limitação do tempo de uso da palavra na revisão do Regimento. Teve o apoio das bancadas do PSD, CDU e BE. Seguiu-se um voto de pesar pelo falecimento de João Gomes Monteiro, o conhecido "João Electricista", apresentado pelos presidentes de junta e sufragado por unanimidade.Apareceu, então, o primeiro momento forte da noite, protagonizado pelo Bloco de Esquerda. Cármen Silva fez uma "declaração política" atacando fortemente o PS, os vereadores socialistas, os deputados municipais socialistas e até o Presidente da Assembleia Municipal, considerando-os "amordaçados" e subservientes ao poder. Carlos Laranja, do PS, tomou a palavra e recusou tratá-la por "colega"; que "não era digna de usar da palavra naquela Assembleia" e "perdeu-lhe todo o respeito". Fernando Reis, da CDU, lembrou que ouvir e respeitar opinião contrária era sinal de democracia.O PS apresentou, então, uma moção em que solicitava ao Governo que resolvesse a questão das obras no Mosteiro, bem como a transformação em Pousada. Foi aprovada por unanimidade.Almeida contra AlmeidaO documento seguinte seria apresentado pelo PSD, englobando três pontos, em que se protestava contra o encerramento do porto de Vila do Conde a oito embarcações de pesca costeira. Mário Almeida declarou estar a favor da decisão, já que "havia embarcações a serem beneficiadas". No entanto, Bruno Almeida, por parte da bancada do PS afirmou que, se alterassem o terceiro ponto, o PS votaria favoravelmente a moção. Rui Silva, do PSD, assentiu e declarou que aceitava a mudança. Foi então que Mário Almeida, visivelmente irritado, disse que não concordava nada com o documento. Perante esta desautorização pública, não restou outra opção a Bruno Almeida senão voltar a pedir a palavra e dizer que, afinal, o PS votaria contra…Contas e mais contasComeçou o PSD….Seguiu-se o PPA CDU..O BENo período da ordem do dia, o ponto mais significativo foi a aprovação do relatório e contas do ano 2005.O PS apresentou dois "advogados de defesa". Primeiro foi o líder da JS, João Fonseca, a aplaudir as contas da autarquia. Claramente nervoso, dirigiu-se não aos deputados da oposição, mas sim aos… vereadores da oposição. Repetitivo e nervoso, apenas conseguiu fazer suspirar pelo colega de bancada Jorge Laranja. Mas o melhor ainda estava para vir, com a intervenção do Presidente da Junta de Retorta que veio, igualmente, defender o Relatório de Contas. Fernando Reis, da CDU, haveria de ironizar dizendo que esta intervenção haveria de ser paga com mais umas obras lá na freguesia e perguntou-lhe se o problema de falta de água das pessoas de Retorta que apareceram há um ano na televisão já estava resolvido……Após as intervenções, Mário Almeida comentou-as, mas sem atacar o conteúdo das mesmas: "constato o azedume da oposição", "estão zangados por nós não os deixarmos controlar o concelho", "também estão zangados entre eles próprios – juntam-se todos para morrerem afogados…". E continuou: "o que é que interessa aos vilacondenses a opinião do Eduardo Lemos ou da Cármen Silva?", "eles vêm para aqui com ares doutorais, dar lições?", "não vale a pena torcerem-se nas cadeiras que eu sei que isto dói!". Dirigindo-se a Eduardo Lemos, Deputado Municipal e ex-candidato à Junta de Freguesia de Guilhabreu, Mário Almeida comentou: "não percebo como é que em Guilhabreu, conhecendo-o tão bem, não o escolheram?..." Eduardo Lemos pediu a palavra, comentando que, em democracia, é tão importante o que vence como o que perde e que Mário Almeida deveria ter mais respeito pelos adversários. Fernando Reis, pelo seu lado, haveria de comentar que Mário Almeida precisava de andar mais pelo concelho, para conhecer as suas fragilidades. O presidente da Câmara haveria de terminar dizendo que "só escrevo o que produzo e só leio o que escrevo"…No Período de Informação do Presidente, Cármen Silva inquiriu sobre a ROM e o Cine-Neiva e Pedro Mesquita, do PSD, realçou a Juventude Unida de Mosteiro. A encerrar, Fernando Vieira, de Árvore, questionou Mário Almeida sobre o canil municipal e o tratamento a animais abandonados.

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