Empresas portuguesas usam Marrocos como porta para África

16-07-2016
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As empresas portuguesas que têm atividade em Marrocos aproveitam este país como porta de entrada para outros mercados africanos, nomeadamente os países francófonos. É esta a estratégia que os empresários portugueses em Casablanca estão a implementar, disseram vários gestores ao Dinheiro Vivo.

“Queremos apostar fortemente na exportação para países como a Costa do Marfim, o Senegal ou o Mali, com escritórios”, afirmou ao Dinheiro Vivo Rui Almeida, diretor de operações da Vicaima em Marrocos, empresa que opera na área das madeiras e derivados, numa recepção com empresários e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, organizada pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos e pelo Aicep.

Uma visão partilhada por Carlos Pedro, da Conseco, empresa de contabilidade em Marrocos, que refere que “muitos dos nossos clientes estão a olhar para outros mercados além do marroquino” - a empresa trabalha, por exemplo, com a Vicaima ou a Mota-Engil.

Também Paulo Leitão, da Sopinal, que produz contentores para recolha de lixo, refere a aposta noutros mercados, como a Costa do Marfim, mas aponta que há “dificuldades em chegar ao mercado”. Já António Donato, da farmacêutica Tecnimede, refere que África “é um mercado com um potencial elevado e no qual já estamos a trabalhar de modo a poder fornecer a maioria dos países africanos”.

Esta rampa de lançamento para as empresas é defendida pelo ministro da Economia. Em declarações ao Dinheiro Vivo, Manuel Caldeira Cabral frisa que “em Marrocos há oportunidades interessantes de parcerias com instituições financeiras e em mercados africanos onde Marrocos já está”, nomeadamente na África francófona e aproveitando os contactos que Portugal tem em Angola e Moçambique. “Há um espaço muito interessante para parcerias com empresas e fundos de investimento marroquinos que podem colaborar com empresas portuguesas que já estão nesses mercados e que também podem encontrar nas instituições marroquinas um parceiro interessante e abrir mais mercados africanos às empresas exportadoras portuguesas”, aponta o ministro.

Potencial de crescimento

Ao Dinheiro Vivo, os empresários referem o potencial de crescimento deste mercado. José Baldaque Fernandes, da Sonae Sierra, garante que “há oportunidades porque há um desenvolvimento grande da economia do país”. A Sonae Sierra está em Marrocos com centros comerciais - o Zenata tem abertura prevista para 2017 e implicou um investimento de 100 milhões de euros - e o responsável admite que, embora para a Sonae a entrada noutros mercados não se aplique para muitos negócios a proximidade com outros países é aproveitada.

Para a Vicaima o objetivo é crescer numa altura em que Marrocos representa 10% do total da faturação. Na Conseco o valor aumenta para cerca de 40% e na Sopinal um terço do total da faturação da empresa. Bruno Diogo, ‘country manager’ da Garland, da área da logística, admite que “o arranque é muito difícil mas conseguimos atingir o ‘break even’ em dois anos”. Para João Machado Freitas, da sociedade de advogados JMF, este é “um mercado em enorme expansão”.

Ainda assim, os empresários referem algumas dificuldades: aadaptação à cultura local, a desconfiança dos marroquinos em fazer negócio com empresas que desconhecem, obrigando por vezes à necessidade de um intermediário local, custos de entrada e morosidade dos tribunais e algumas questões a nível de recebimentos.

José Maria Teixeira, presidente da Câmara de Comércio, deixa laguns conselhos e lembra que a melhor forma de crescer em Marrocos é “através de parcerias locais, que permitem abrir portas e ultrapassar a resistência inicial dos marroquinos”.

A jornalista viajou a convite do Turismo de Portugal

As empresas portuguesas que têm atividade em Marrocos aproveitam este país como porta de entrada para outros mercados africanos, nomeadamente os países francófonos. É esta a estratégia que os empresários portugueses em Casablanca estão a implementar, disseram vários gestores ao Dinheiro Vivo.

“Queremos apostar fortemente na exportação para países como a Costa do Marfim, o Senegal ou o Mali, com escritórios”, afirmou ao Dinheiro Vivo Rui Almeida, diretor de operações da Vicaima em Marrocos, empresa que opera na área das madeiras e derivados, numa recepção com empresários e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, organizada pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos e pelo Aicep.

Uma visão partilhada por Carlos Pedro, da Conseco, empresa de contabilidade em Marrocos, que refere que “muitos dos nossos clientes estão a olhar para outros mercados além do marroquino” - a empresa trabalha, por exemplo, com a Vicaima ou a Mota-Engil.

Também Paulo Leitão, da Sopinal, que produz contentores para recolha de lixo, refere a aposta noutros mercados, como a Costa do Marfim, mas aponta que há “dificuldades em chegar ao mercado”. Já António Donato, da farmacêutica Tecnimede, refere que África “é um mercado com um potencial elevado e no qual já estamos a trabalhar de modo a poder fornecer a maioria dos países africanos”.

Esta rampa de lançamento para as empresas é defendida pelo ministro da Economia. Em declarações ao Dinheiro Vivo, Manuel Caldeira Cabral frisa que “em Marrocos há oportunidades interessantes de parcerias com instituições financeiras e em mercados africanos onde Marrocos já está”, nomeadamente na África francófona e aproveitando os contactos que Portugal tem em Angola e Moçambique. “Há um espaço muito interessante para parcerias com empresas e fundos de investimento marroquinos que podem colaborar com empresas portuguesas que já estão nesses mercados e que também podem encontrar nas instituições marroquinas um parceiro interessante e abrir mais mercados africanos às empresas exportadoras portuguesas”, aponta o ministro.

Potencial de crescimento

Ao Dinheiro Vivo, os empresários referem o potencial de crescimento deste mercado. José Baldaque Fernandes, da Sonae Sierra, garante que “há oportunidades porque há um desenvolvimento grande da economia do país”. A Sonae Sierra está em Marrocos com centros comerciais - o Zenata tem abertura prevista para 2017 e implicou um investimento de 100 milhões de euros - e o responsável admite que, embora para a Sonae a entrada noutros mercados não se aplique para muitos negócios a proximidade com outros países é aproveitada.

Para a Vicaima o objetivo é crescer numa altura em que Marrocos representa 10% do total da faturação. Na Conseco o valor aumenta para cerca de 40% e na Sopinal um terço do total da faturação da empresa. Bruno Diogo, ‘country manager’ da Garland, da área da logística, admite que “o arranque é muito difícil mas conseguimos atingir o ‘break even’ em dois anos”. Para João Machado Freitas, da sociedade de advogados JMF, este é “um mercado em enorme expansão”.

Ainda assim, os empresários referem algumas dificuldades: aadaptação à cultura local, a desconfiança dos marroquinos em fazer negócio com empresas que desconhecem, obrigando por vezes à necessidade de um intermediário local, custos de entrada e morosidade dos tribunais e algumas questões a nível de recebimentos.

José Maria Teixeira, presidente da Câmara de Comércio, deixa laguns conselhos e lembra que a melhor forma de crescer em Marrocos é “através de parcerias locais, que permitem abrir portas e ultrapassar a resistência inicial dos marroquinos”.

A jornalista viajou a convite do Turismo de Portugal

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