Pedro Marques esteve na Dan Cake e ouviu o presidente queixar-se de falta de apoios a empresas de média dimensão. O socialista esteve com trabalhadores com discurso apontado ao apelo ao voto.
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Artigo atualizado ao longo do dia
A rota de Pedro Marques, por este dias, tem-se feito de empresas escolhidas por uma de duas razões: ou é um exemplo em matéria de fundos comunitários, ou é um exemplo em matéria de investimento social. Isto para apanhar uma de duas valências do socialista, como ex-governante negociador do próximo quadro comunitário e futuro eurodeputado e como ex-governante que trabalhou com instituições sociais. Mas esta quarta-feira de manhã foi mais bolos. E tortas também. A comitiva socialista passou pela Dan Cake, em Póvoa de Santa Iria, que não se enquadra em nenhuma daquelas frentes. Aliás, o candidato do PS até ouviu queixas sobre isso mesmo.
Kantilal Jamnadas, presidente e fundador da empresa, fez as honras da fábrica. Apresentou linhas de produção, fez adivinhas sobre bolachas folhadas e apresentou os trabalhadores da Dan Cake aos candidatos socialistas Pedro Marques e Margarida Marques (número quatro da lista do PS às Europeias). Mas a grande dinamizadora da visita foi a antiga autarca de Vila Franca de Xira, a socialista Maria da Luz Rosinha, que nos 16 anos à frente do município estreitou laços com uma das fábricas mais importantes do concelho. Um caso de sucesso, de iniciativa empresarial individual que se orgulha (ou queixa) que “o único apoio” que teve em 40 anos “foram 250 mil contos quando se investiu nestas instalações”.
O fundador da Dan Cake (e líder da comunidade hindu em Portugal) queixou-se desta falta de apoios, em comparação com os países com que concorre, especialmente Espanha onde o IVA é mais baixo e os apoios existem. Já a sua empresa, “porque tem 5oo trabalhadores, já não é uma Pequena e Média Empresa”, por isso não é elegível para fundos europeus. “Os grandes projetos têm tudo, mas os de média dimensão não”, disse Kanilal Jamnadas.
Ao seu lado ouviam-no os candidatos socialistas, que tinham acabado de se apresentar aos trabalhadores com elogios à capacidade empresarial de Jamnadas e a sensibilizar para a necessidade de votar a 26 de maio. “Deixar os outros escolher por nós é muito perigoso”, disse Pedro Marques apontando para o que aconteceu no Brexit, quando muitos jovens deixaram de exercer o seu direito. No auditório da empresa estavam cerca de 30 trabalhadores que ouviram o mesmo apelo dos dois socialistas.
“O objetivo é votar, é fundamental votar”, dizia Margarida Marques. Foi a mesma mensagem que foram passando por cada trabalhador que encontraram na fábrica, com Maria da Luz Rosinha a dar uma ajuda preciosa na apresentação dos visitantes aos trabalhadores: “Estes são os nossos candidatos, o primeiro da lista, Pedro Marques, e a número quatro, Margarida Marques. São os dois Marques, mas não têm nada a ver um como outro”. “Somos uma equipa”, acrescentava o candidato. Mas era sobretudo Rosinha que fazia o combate à abstenção. Por aqueles corredores estreitos, quentes, entre máquinas e cheiro a bolos, sempre que apanhava alguém disparava: “É tão importante votar na Europa como nas autárquicas”.
Durante a visita os dois ouviram Jamnadas confessar-lhes “na verdade um empresário é um socialista”. Pedro Marques havia de pegar nessa frase quando falou aos trabalhadores, para concordar e dizer que “a empresa é construída pelos seus trabalhadores e pelo seu bem-estar”. Já sobre as queixas que ouviu, acabou por se reunir depois, em privado, com o empresário que saiu da sala a dizer que o “socialista compreendeu e concordou que existe uma lacuna na Europa sobre a política industrial”, segundo contou ao Observador.
Mas sem promessas concretas, sobre a equiparação de impostos entre estados-membros (o IVA cobrado em Portugal aos produtos que saem da sua fábrica é de 23% e em Espanha 10% pelo mesmo tipo de produtos). Ou sobre o apoio a médias empresas em dificuldades — a outra preocupação manifestada pelo dono da Dan Cake Portugal.
A empresa foi a única iniciativa que Pedro Marques teve na manhã desta quarta-feira, dia em que voltará a contar com António Costa na sua campanha — no jantar-comício da noite, em Almeirim. É o segundo dia consecutivo em que o líder se junta à caravana socialista, depois do comício de Faro.
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Pedro Marques esteve na Dan Cake e ouviu o presidente queixar-se de falta de apoios a empresas de média dimensão. O socialista esteve com trabalhadores com discurso apontado ao apelo ao voto.
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A rota de Pedro Marques, por este dias, tem-se feito de empresas escolhidas por uma de duas razões: ou é um exemplo em matéria de fundos comunitários, ou é um exemplo em matéria de investimento social. Isto para apanhar uma de duas valências do socialista, como ex-governante negociador do próximo quadro comunitário e futuro eurodeputado e como ex-governante que trabalhou com instituições sociais. Mas esta quarta-feira de manhã foi mais bolos. E tortas também. A comitiva socialista passou pela Dan Cake, em Póvoa de Santa Iria, que não se enquadra em nenhuma daquelas frentes. Aliás, o candidato do PS até ouviu queixas sobre isso mesmo.
Kantilal Jamnadas, presidente e fundador da empresa, fez as honras da fábrica. Apresentou linhas de produção, fez adivinhas sobre bolachas folhadas e apresentou os trabalhadores da Dan Cake aos candidatos socialistas Pedro Marques e Margarida Marques (número quatro da lista do PS às Europeias). Mas a grande dinamizadora da visita foi a antiga autarca de Vila Franca de Xira, a socialista Maria da Luz Rosinha, que nos 16 anos à frente do município estreitou laços com uma das fábricas mais importantes do concelho. Um caso de sucesso, de iniciativa empresarial individual que se orgulha (ou queixa) que “o único apoio” que teve em 40 anos “foram 250 mil contos quando se investiu nestas instalações”.
O fundador da Dan Cake (e líder da comunidade hindu em Portugal) queixou-se desta falta de apoios, em comparação com os países com que concorre, especialmente Espanha onde o IVA é mais baixo e os apoios existem. Já a sua empresa, “porque tem 5oo trabalhadores, já não é uma Pequena e Média Empresa”, por isso não é elegível para fundos europeus. “Os grandes projetos têm tudo, mas os de média dimensão não”, disse Kanilal Jamnadas.
Ao seu lado ouviam-no os candidatos socialistas, que tinham acabado de se apresentar aos trabalhadores com elogios à capacidade empresarial de Jamnadas e a sensibilizar para a necessidade de votar a 26 de maio. “Deixar os outros escolher por nós é muito perigoso”, disse Pedro Marques apontando para o que aconteceu no Brexit, quando muitos jovens deixaram de exercer o seu direito. No auditório da empresa estavam cerca de 30 trabalhadores que ouviram o mesmo apelo dos dois socialistas.
“O objetivo é votar, é fundamental votar”, dizia Margarida Marques. Foi a mesma mensagem que foram passando por cada trabalhador que encontraram na fábrica, com Maria da Luz Rosinha a dar uma ajuda preciosa na apresentação dos visitantes aos trabalhadores: “Estes são os nossos candidatos, o primeiro da lista, Pedro Marques, e a número quatro, Margarida Marques. São os dois Marques, mas não têm nada a ver um como outro”. “Somos uma equipa”, acrescentava o candidato. Mas era sobretudo Rosinha que fazia o combate à abstenção. Por aqueles corredores estreitos, quentes, entre máquinas e cheiro a bolos, sempre que apanhava alguém disparava: “É tão importante votar na Europa como nas autárquicas”.
Durante a visita os dois ouviram Jamnadas confessar-lhes “na verdade um empresário é um socialista”. Pedro Marques havia de pegar nessa frase quando falou aos trabalhadores, para concordar e dizer que “a empresa é construída pelos seus trabalhadores e pelo seu bem-estar”. Já sobre as queixas que ouviu, acabou por se reunir depois, em privado, com o empresário que saiu da sala a dizer que o “socialista compreendeu e concordou que existe uma lacuna na Europa sobre a política industrial”, segundo contou ao Observador.
Mas sem promessas concretas, sobre a equiparação de impostos entre estados-membros (o IVA cobrado em Portugal aos produtos que saem da sua fábrica é de 23% e em Espanha 10% pelo mesmo tipo de produtos). Ou sobre o apoio a médias empresas em dificuldades — a outra preocupação manifestada pelo dono da Dan Cake Portugal.
A empresa foi a única iniciativa que Pedro Marques teve na manhã desta quarta-feira, dia em que voltará a contar com António Costa na sua campanha — no jantar-comício da noite, em Almeirim. É o segundo dia consecutivo em que o líder se junta à caravana socialista, depois do comício de Faro.
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