Marta Velho 01 Novembro, 2017 • 19:49
"Imaginem que estão num jantar com amigos e, no final da noite, têm a cozinha toda suja e desarrumada." Foi com esta frase que Jaime Jorge, CEO da Codacy, arrancou a apresentação da sua empresa no palco principal da Web Summit, em 2014, em Dublin.
O seu pitch convenceu o júri que lhe atribuiu o primeiro prémio daquela edição da competição que decorre, todos os anos, ao longo dos dias da conferência de tecnologia. Jaime ajudaria também a convencer Paddy Cosgrave. O CEO da Web Summit já por diversas vezes assumiu que foi a startup portuguesa quem primeiro lhe despertou a atenção para Portugal.
"Não sentimos essa responsabilidade," ri-se o fazedor, à conversa com o Dinheiro Vivo. "Nós estamos focados na nossa empresa, no nosso produto, nos nossos clientes. Lógico que se, pelo caminho, ajudarmos o país, melhor ainda."
A Codacy faz limpeza de erros de código. A analogia com a máquina de lavar, feita no seu pitch para a Web Summit de 2014, funcionou porque aproximou um produto de software, mais técnico, à realidade de toda a gente. "É importante essa desconstrução. Temos de ter uma boa história para vender. As pessoas têm de se sentir identificadas," conta, em jeito de conselho para as 14 startups portuguesas lutam pelo primeiro lugar na mesma competição.
Jaime Jorge assume que vencer a Web Summit foi um marco importante na história da empresa, que começou em 2012 como Qamine e este ano angariou 4,4 milhões de euros de investimento. "Trouxe-nos mais reconhecimento. Mais interesse de clientes, mais interesse de investidores, mais interesse de parceiros." E o fazedor sabe que, com a vinda da cimeira para Lisboa, em 2016, a sua história ficou para sempre ligada à de Paddy Cosgrave, "Todos os novembros são meses de ótimos resultados para nós por causa do interesse que a Web Summit nos traz."
A Codacy, tal como a Uniplaces e a Hole19, faz parte do grupo de startups fundadoras da Startup Lisboa, a incubadora da capital, na altura liderada por João Vasconcelos, ex-secretário de estado da Indústria. Jaime Jorge assume que a vinda da Web Summit para Portugal, assim como o trabalho do governante, foram essenciais para que Portugal desse um grande salto no empreendedorismo. "O João conhecia muito bem o meio. Fez um trabalho incrível," indica. Para logo acrescentar. "Mas a Ana Lehmann também. Foi uma ótima substituição."
Este ano, a Codacy não vai estar com um stand de exposição na Web Summit, mais Jaime vai participar na cimeira. "Vou falar, num painel de debate, sobre o papel do CEO numa empresa". O fazedor sobe ao palco do crescimento no dia 8, quarta-feira, às 14h05.
Leia a entrevista completa na edição deste sábado do Dinheiro Vivo.
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Marta Velho 01 Novembro, 2017 • 19:49
"Imaginem que estão num jantar com amigos e, no final da noite, têm a cozinha toda suja e desarrumada." Foi com esta frase que Jaime Jorge, CEO da Codacy, arrancou a apresentação da sua empresa no palco principal da Web Summit, em 2014, em Dublin.
O seu pitch convenceu o júri que lhe atribuiu o primeiro prémio daquela edição da competição que decorre, todos os anos, ao longo dos dias da conferência de tecnologia. Jaime ajudaria também a convencer Paddy Cosgrave. O CEO da Web Summit já por diversas vezes assumiu que foi a startup portuguesa quem primeiro lhe despertou a atenção para Portugal.
"Não sentimos essa responsabilidade," ri-se o fazedor, à conversa com o Dinheiro Vivo. "Nós estamos focados na nossa empresa, no nosso produto, nos nossos clientes. Lógico que se, pelo caminho, ajudarmos o país, melhor ainda."
A Codacy faz limpeza de erros de código. A analogia com a máquina de lavar, feita no seu pitch para a Web Summit de 2014, funcionou porque aproximou um produto de software, mais técnico, à realidade de toda a gente. "É importante essa desconstrução. Temos de ter uma boa história para vender. As pessoas têm de se sentir identificadas," conta, em jeito de conselho para as 14 startups portuguesas lutam pelo primeiro lugar na mesma competição.
Jaime Jorge assume que vencer a Web Summit foi um marco importante na história da empresa, que começou em 2012 como Qamine e este ano angariou 4,4 milhões de euros de investimento. "Trouxe-nos mais reconhecimento. Mais interesse de clientes, mais interesse de investidores, mais interesse de parceiros." E o fazedor sabe que, com a vinda da cimeira para Lisboa, em 2016, a sua história ficou para sempre ligada à de Paddy Cosgrave, "Todos os novembros são meses de ótimos resultados para nós por causa do interesse que a Web Summit nos traz."
A Codacy, tal como a Uniplaces e a Hole19, faz parte do grupo de startups fundadoras da Startup Lisboa, a incubadora da capital, na altura liderada por João Vasconcelos, ex-secretário de estado da Indústria. Jaime Jorge assume que a vinda da Web Summit para Portugal, assim como o trabalho do governante, foram essenciais para que Portugal desse um grande salto no empreendedorismo. "O João conhecia muito bem o meio. Fez um trabalho incrível," indica. Para logo acrescentar. "Mas a Ana Lehmann também. Foi uma ótima substituição."
Este ano, a Codacy não vai estar com um stand de exposição na Web Summit, mais Jaime vai participar na cimeira. "Vou falar, num painel de debate, sobre o papel do CEO numa empresa". O fazedor sobe ao palco do crescimento no dia 8, quarta-feira, às 14h05.
Leia a entrevista completa na edição deste sábado do Dinheiro Vivo.