PS começa semana ao ataque contra Faria de Oliveira

17-06-2019
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Ao ataque. Foi assim que o Partido Socialista começou a segunda audição a Fernando Faria de Oliveira, antigo presidente da administração da Caixa Geral de Depósitos. O tema: factos que tiveram lugar nos primeiros meses de 2013, quando o engenheiro acumulou aquela função com a liderança da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

“Em consciência, não senti nenhum tipo de conflito de interesses entre o facto de ser ‘chairman’ da Caixa Geral de Depósitos, e anteriormente até presidente [executivo], e ser presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB)”, declarou Fernando Faria de Oliveira na segunda comissão de inquérito à gestão do banco público onde foi, igualmente, pela segunda vez.

“Solicitei no final de dezembro de 2012 a saída de ‘chairman’ da CGD. Na medida em que considerava, na altura, que era particularmente relevante para o conjunto do sistema bancário que pudesse dedicar o meu tempo às grandes alterações que se estavam a passar. Apresentei a minha demissão a Vítor Gaspar no fim de dezembro de 2012, mas ele pediu-me para continuar a dividir o meu tempo entre o ‘chairman’ da Caixa e presidente da Associação durante mais algum tempo. Arrastou-se até julho de 2013” continuou. Foi aí que saiu da CGD, onde foi presidente executivo entre 2008 e 2011 e não executivo entre 2011 e 2013.

A resposta foi dada pelo ainda presidente da APB, onde está desde abril de 2012, a perguntas do socialista João Paulo Correia, que insistiu na existência de conflito de interesses no facto de Faria de Oliveira ter acumulado funções na presidência não executiva do banco público e na liderança da APB, “maioritariamente privada”.

Faria de Oliveira respondeu que as associações bancárias na Europa são “presididas por presidentes de instituições bancárias”. João Paulo Correia contestou: a tendência é que passem a ter líderes executivos, em exclusivo. O engenheiro ripostou. “Desculpe dizer-lhe isso, estou na EBF [European Banking Federation] e sei que a maioria é presidida por presidentes de bancos”. “Banco. Público”, respondeu o coordenador do PS na comissão de inquérito.

O deputado socialista questionou ainda sobre os vencimentos recebidos. Faria de Oliveira assumiu que abdicou da remuneração da Caixa quando estava a auferir uma remuneração fixa da APB. João Paulo Correia foi taxativo: o engenheiro esteve a ser pago com dinheiros maioritariamente privados para presidir à CGD.

Esta acumulação de funções aconteceu durante o mandato de Vítor Gaspar, do Governo PSD/CDS, que é um dos alvos dos socialistas, até porque o PS considera que o Executivo anterior falhou na capitalização da Caixa Geral de Depósitos em 2012.

A segunda comissão de inquérito à Caixa, que termina o seu mandato no próximo mês, está a ouvir nomes da gestão da CGD, tutela e também de grandes devedores da instituição financeira.

Ao ataque. Foi assim que o Partido Socialista começou a segunda audição a Fernando Faria de Oliveira, antigo presidente da administração da Caixa Geral de Depósitos. O tema: factos que tiveram lugar nos primeiros meses de 2013, quando o engenheiro acumulou aquela função com a liderança da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

“Em consciência, não senti nenhum tipo de conflito de interesses entre o facto de ser ‘chairman’ da Caixa Geral de Depósitos, e anteriormente até presidente [executivo], e ser presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB)”, declarou Fernando Faria de Oliveira na segunda comissão de inquérito à gestão do banco público onde foi, igualmente, pela segunda vez.

“Solicitei no final de dezembro de 2012 a saída de ‘chairman’ da CGD. Na medida em que considerava, na altura, que era particularmente relevante para o conjunto do sistema bancário que pudesse dedicar o meu tempo às grandes alterações que se estavam a passar. Apresentei a minha demissão a Vítor Gaspar no fim de dezembro de 2012, mas ele pediu-me para continuar a dividir o meu tempo entre o ‘chairman’ da Caixa e presidente da Associação durante mais algum tempo. Arrastou-se até julho de 2013” continuou. Foi aí que saiu da CGD, onde foi presidente executivo entre 2008 e 2011 e não executivo entre 2011 e 2013.

A resposta foi dada pelo ainda presidente da APB, onde está desde abril de 2012, a perguntas do socialista João Paulo Correia, que insistiu na existência de conflito de interesses no facto de Faria de Oliveira ter acumulado funções na presidência não executiva do banco público e na liderança da APB, “maioritariamente privada”.

Faria de Oliveira respondeu que as associações bancárias na Europa são “presididas por presidentes de instituições bancárias”. João Paulo Correia contestou: a tendência é que passem a ter líderes executivos, em exclusivo. O engenheiro ripostou. “Desculpe dizer-lhe isso, estou na EBF [European Banking Federation] e sei que a maioria é presidida por presidentes de bancos”. “Banco. Público”, respondeu o coordenador do PS na comissão de inquérito.

O deputado socialista questionou ainda sobre os vencimentos recebidos. Faria de Oliveira assumiu que abdicou da remuneração da Caixa quando estava a auferir uma remuneração fixa da APB. João Paulo Correia foi taxativo: o engenheiro esteve a ser pago com dinheiros maioritariamente privados para presidir à CGD.

Esta acumulação de funções aconteceu durante o mandato de Vítor Gaspar, do Governo PSD/CDS, que é um dos alvos dos socialistas, até porque o PS considera que o Executivo anterior falhou na capitalização da Caixa Geral de Depósitos em 2012.

A segunda comissão de inquérito à Caixa, que termina o seu mandato no próximo mês, está a ouvir nomes da gestão da CGD, tutela e também de grandes devedores da instituição financeira.

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