Ascenso Simões do PS pede a demissão de Teodora Cardoso

15-03-2018
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"As previsões de hoje do Conselho de Finanças Públicas deveriam levar Teodora Cardoso a demitir-se", atirou o deputado socialista Ascenso Simões, através da sua conta no Twitter.

Esta quinta-feira, o CFP apresentou o relatório "Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022", com as suas projeções macro-orçamentais para o período em causa.

O tom geral do novo estudo e o próprio discurso de Teodora Cardoso, a presidente deste Conselho que fiscaliza as contas públicas, são bastante positivos, contrastando com alguma descrença nas metas e nas políticas do atual governo do PS que pautou os estudos da instituição no início da legislatura, em 2016, e também já em 2017.

No relatório hoje divulgado, diz-se que a evolução do défice público vai ser “muito melhor” do que prevê o governo, que o rácio deve ter ficado em 1% do produto interno bruto (PIB) no ano passado e este ano cai para 0,7%. E refere-se que o défice pode desaparecer em 2020, ano que que aparece um excedente de 0,1%.

Na apresentação pública, Teodora Cardoso disse mesmo que, ao contrário do que aconteceu no passado, atualmente sente “vontade política do governo em efetivamente controlar as despesas e o défice”.

Recorde-se que há cerca de um ano, Teodora Cardoso era menos abonatória em relação ao "esforço" orçamental do governo de Costa e Centeno.

Na altura, em entrevista ao Público e à Renascença, a economista foi questionada sobre se havia um "milagre" nos resultados do défice de 2016. A resposta pronta foi: "Até certo ponto, houve". "Até ao final do primeiro semestre, não iam no sentido de cumprir as regras", declarou Cardoso.

Esse défice público final de 2016 acabou por ser 2% do PIB e foi o mais baixo de sempre em democracia, permitindo ao país sair do Procedimento por Défices Excessivos e deixar para trás um historial de críticas ao governo e ameaças com sanções por parte das autoridades europeias.

A indignação de Ascenso Simões, deputado do PS, terá a ver com isso. Daí a sugestão de que a presidente do CFP se deve demitir uma vez que, na visão do parlamentar, ela errou por larga margem nas projeções que fez para o défice.

"As previsões de hoje do Conselho de Finanças Públicas deveriam levar Teodora Cardoso a demitir-se", atirou o deputado socialista Ascenso Simões, através da sua conta no Twitter.

Esta quinta-feira, o CFP apresentou o relatório "Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022", com as suas projeções macro-orçamentais para o período em causa.

O tom geral do novo estudo e o próprio discurso de Teodora Cardoso, a presidente deste Conselho que fiscaliza as contas públicas, são bastante positivos, contrastando com alguma descrença nas metas e nas políticas do atual governo do PS que pautou os estudos da instituição no início da legislatura, em 2016, e também já em 2017.

No relatório hoje divulgado, diz-se que a evolução do défice público vai ser “muito melhor” do que prevê o governo, que o rácio deve ter ficado em 1% do produto interno bruto (PIB) no ano passado e este ano cai para 0,7%. E refere-se que o défice pode desaparecer em 2020, ano que que aparece um excedente de 0,1%.

Na apresentação pública, Teodora Cardoso disse mesmo que, ao contrário do que aconteceu no passado, atualmente sente “vontade política do governo em efetivamente controlar as despesas e o défice”.

Recorde-se que há cerca de um ano, Teodora Cardoso era menos abonatória em relação ao "esforço" orçamental do governo de Costa e Centeno.

Na altura, em entrevista ao Público e à Renascença, a economista foi questionada sobre se havia um "milagre" nos resultados do défice de 2016. A resposta pronta foi: "Até certo ponto, houve". "Até ao final do primeiro semestre, não iam no sentido de cumprir as regras", declarou Cardoso.

Esse défice público final de 2016 acabou por ser 2% do PIB e foi o mais baixo de sempre em democracia, permitindo ao país sair do Procedimento por Défices Excessivos e deixar para trás um historial de críticas ao governo e ameaças com sanções por parte das autoridades europeias.

A indignação de Ascenso Simões, deputado do PS, terá a ver com isso. Daí a sugestão de que a presidente do CFP se deve demitir uma vez que, na visão do parlamentar, ela errou por larga margem nas projeções que fez para o défice.

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