Chumbo do Tribunal de Contas à criação da empresa Porto Cultura voltou a tumultuar as hostes antiPorto Cultura, após Rui Moreira ter recusado o pedido de reunião extraordinária subscrito pelo PS e PSD. Pizarro diz que, se calhar, são precisas toupeiras para aceder ao recurso apresentado pela Câmara do Porto
Rui Moreira revelou em reunião de executivo, esta quarta-feira, que o Tribunal de Contas aceitou o recurso enviado pela Câmara do Porto a contestar o chumbo da Porto Cultura, a empresa municipal aprovada no final do anterior mandato autárquico. A empresa contestada por PS, PSD e CDU e reprovada pelo Tribunal de Contas (TdC) por não ser “financeiramente sustentável” sem recursos a subsídios municipais provocou, esta quarta-feira, acesa troca de galhardetes entre Manuel Pizarro e Rui Moreira, discussão acalorada ainda pelas intervenções do vereador do PSD Álvaro Almeida.
Na origem da discórdia esteve a recusa de Rui Moreira em agendar uma reunião extraordinária para debater a reprovação do TdC à criação da nova empresa municipal, solicitada há duas semanas pela vereação socialista e Álvaro Almeida, que condenaram a maioria independente por terem “escondido o acórdão” do tribunal. Segundo Manuel Pizarro, Rui Moreira escudou-se num parecer dos serviços jurídicos, que entenderam que as assinaturas do pedido, “digitalizadas e não pessoais”, para inviabilizar a reunião. O argumento foi contestado pelos dois proponentes, que esta quarta-feira voltaram a apresentar o pedido de debate extraordinário presencialmente.
Rebatendo que a recusa tenha sido suscitada pela mera questão das assinaturas, conforme garantem Pizarro e Álvaro Almeida, o presidente da Câmara do Porto acusou o PS e o PSD de “mentirem” e estarem a criar um conflito político. Rui Moreira, que se comprometeu a enviar aos vereadores o recurso que será apreciado pelo TdC, acedeu ainda a agendar uma reunião para debater a questão, afirmando que só não a marcou mais cedo por não caber à Câmara do Porto divulgar ou comentar acórdãos, antes de serem publicitados.
Pizarro questiona recurso a toupeiras
Aos vereadores contestatários, Moreira respondeu que não é um “hacker para andar a divulgar documentos” e aconselhou a oposição a consultar o teor do acórdão, já disponível, no portal do TdC, tendo justificado agora o agendamento da reunião extraordinária porque o motivo invocado pelo PS e o PSD no novo pedido são as consequências do chumbo da Porto Cultura para a cidade e razões jurídicas. Uma explicação a que a oposição torceu o nariz, lembrando que todo o executivo, composto por 13 vereadores e não sete (independentes), deve estar informado pelas decisões que afetam a autarquia. “Fazer o contrário configura uma atitude imprópria num regime democrático”, defendeu Manuel Pizarro, ironizando que, se calhar, serão precisas toupeiras para obter informação.
A aliança entre o PS e o PSD, que segundo Moreira “toda a cidade já percebeu”, configura uma “coligação laferiana”, alusão à era Rio, altura em que o atual líder laranja entregou a gestão do Teatro Rivoli ao produtor e encenador Filipe La Féria.
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Chumbo do Tribunal de Contas à criação da empresa Porto Cultura voltou a tumultuar as hostes antiPorto Cultura, após Rui Moreira ter recusado o pedido de reunião extraordinária subscrito pelo PS e PSD. Pizarro diz que, se calhar, são precisas toupeiras para aceder ao recurso apresentado pela Câmara do Porto
Rui Moreira revelou em reunião de executivo, esta quarta-feira, que o Tribunal de Contas aceitou o recurso enviado pela Câmara do Porto a contestar o chumbo da Porto Cultura, a empresa municipal aprovada no final do anterior mandato autárquico. A empresa contestada por PS, PSD e CDU e reprovada pelo Tribunal de Contas (TdC) por não ser “financeiramente sustentável” sem recursos a subsídios municipais provocou, esta quarta-feira, acesa troca de galhardetes entre Manuel Pizarro e Rui Moreira, discussão acalorada ainda pelas intervenções do vereador do PSD Álvaro Almeida.
Na origem da discórdia esteve a recusa de Rui Moreira em agendar uma reunião extraordinária para debater a reprovação do TdC à criação da nova empresa municipal, solicitada há duas semanas pela vereação socialista e Álvaro Almeida, que condenaram a maioria independente por terem “escondido o acórdão” do tribunal. Segundo Manuel Pizarro, Rui Moreira escudou-se num parecer dos serviços jurídicos, que entenderam que as assinaturas do pedido, “digitalizadas e não pessoais”, para inviabilizar a reunião. O argumento foi contestado pelos dois proponentes, que esta quarta-feira voltaram a apresentar o pedido de debate extraordinário presencialmente.
Rebatendo que a recusa tenha sido suscitada pela mera questão das assinaturas, conforme garantem Pizarro e Álvaro Almeida, o presidente da Câmara do Porto acusou o PS e o PSD de “mentirem” e estarem a criar um conflito político. Rui Moreira, que se comprometeu a enviar aos vereadores o recurso que será apreciado pelo TdC, acedeu ainda a agendar uma reunião para debater a questão, afirmando que só não a marcou mais cedo por não caber à Câmara do Porto divulgar ou comentar acórdãos, antes de serem publicitados.
Pizarro questiona recurso a toupeiras
Aos vereadores contestatários, Moreira respondeu que não é um “hacker para andar a divulgar documentos” e aconselhou a oposição a consultar o teor do acórdão, já disponível, no portal do TdC, tendo justificado agora o agendamento da reunião extraordinária porque o motivo invocado pelo PS e o PSD no novo pedido são as consequências do chumbo da Porto Cultura para a cidade e razões jurídicas. Uma explicação a que a oposição torceu o nariz, lembrando que todo o executivo, composto por 13 vereadores e não sete (independentes), deve estar informado pelas decisões que afetam a autarquia. “Fazer o contrário configura uma atitude imprópria num regime democrático”, defendeu Manuel Pizarro, ironizando que, se calhar, serão precisas toupeiras para obter informação.
A aliança entre o PS e o PSD, que segundo Moreira “toda a cidade já percebeu”, configura uma “coligação laferiana”, alusão à era Rio, altura em que o atual líder laranja entregou a gestão do Teatro Rivoli ao produtor e encenador Filipe La Féria.