O PSD deverá anunciar nas próximas horas quem irá substituir Feliciano Barreiras Duarte como secretário-geral do partido. A escolha, que estará fechada esta segunda-feira, não deverá recair sobre um incondicional de Rui Rio. Ou seja, estarão fora de jogo os primeiros nomes que circularam na comunicação social - o deputado Adão Silva e o membro da Comissão Política Nacional Maló de Abreu, ambos amigos pessoais de Rio há muitos anos e seus apoiantes de primeira hora.
Adão é considerado uma peça essencial no grupo parlamentar, onde é o braço-direito do novo líder, Fernando Negrão, e Maló, que foi uma das vozes mais críticas em relação à vozes rebeldes na bancada parlamentar, seria visto como uma declaração de guerra de Rio aos setores críticos
Segundo o Expresso apurou, Rui Rio sente que precisa de dar sinais de abertura aos setores críticos. Isso não significa que vá buscar um crítico para um lugar que é de absoluta confiança pessoal do líder do partido, mas alguém capaz de fazer pontes e que não represente um fechamento ainda maior do núcleo mais próximo de Rio.
Controlar riscos no Conselho Nacional
Para além de querer descrispar o ambiente, Rio é forçado pelas circunstâncias: o novo secretário-geral terá de ser aprovado no dia 28 no Conselho Nacional, onde o líder do PSD está muito longe de controlar a maioria dos membros. Pelo contrário: se os setores críticos se unirem, podem chumbar a escolha de Rio, o que seria um novo revez político num início de mandato que já está a ser suficientemente atribulado.
Depois do líder parlamentar escolhido por Rio, Fernando Negrão, ter sido eleito por uma minoria dos deputados, a direção do PSD quer evitar a repetição do cartão amarelo.
O novo secretário-geral começará de imediato o seu mandato, como "interino", passando a efetividade de funções depois do aval do Conselho Nacional.
Rui Rio, que vai esta quarta e quinta-feira a Bruxelas, não deverá ainda fazer-se acompanhar pelo sucessor de Barreiras Duarte.
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O PSD deverá anunciar nas próximas horas quem irá substituir Feliciano Barreiras Duarte como secretário-geral do partido. A escolha, que estará fechada esta segunda-feira, não deverá recair sobre um incondicional de Rui Rio. Ou seja, estarão fora de jogo os primeiros nomes que circularam na comunicação social - o deputado Adão Silva e o membro da Comissão Política Nacional Maló de Abreu, ambos amigos pessoais de Rio há muitos anos e seus apoiantes de primeira hora.
Adão é considerado uma peça essencial no grupo parlamentar, onde é o braço-direito do novo líder, Fernando Negrão, e Maló, que foi uma das vozes mais críticas em relação à vozes rebeldes na bancada parlamentar, seria visto como uma declaração de guerra de Rio aos setores críticos
Segundo o Expresso apurou, Rui Rio sente que precisa de dar sinais de abertura aos setores críticos. Isso não significa que vá buscar um crítico para um lugar que é de absoluta confiança pessoal do líder do partido, mas alguém capaz de fazer pontes e que não represente um fechamento ainda maior do núcleo mais próximo de Rio.
Controlar riscos no Conselho Nacional
Para além de querer descrispar o ambiente, Rio é forçado pelas circunstâncias: o novo secretário-geral terá de ser aprovado no dia 28 no Conselho Nacional, onde o líder do PSD está muito longe de controlar a maioria dos membros. Pelo contrário: se os setores críticos se unirem, podem chumbar a escolha de Rio, o que seria um novo revez político num início de mandato que já está a ser suficientemente atribulado.
Depois do líder parlamentar escolhido por Rio, Fernando Negrão, ter sido eleito por uma minoria dos deputados, a direção do PSD quer evitar a repetição do cartão amarelo.
O novo secretário-geral começará de imediato o seu mandato, como "interino", passando a efetividade de funções depois do aval do Conselho Nacional.
Rui Rio, que vai esta quarta e quinta-feira a Bruxelas, não deverá ainda fazer-se acompanhar pelo sucessor de Barreiras Duarte.