Tenho andado a ler com atenção o blogue do Super Mário, ou o País Relativo II em tempo de eleições, e chego à conclusão, que é nestas pequenas coisas que uma pessoa pode entender facilmente que o PS é um partido que irá andar sempre a bater com a cabeça nas paredes. Nunca irão aprender com os próprios erros, são ultra auto-absorvidos e grande parte das vezes afastados da realidade. O blogue do super Mário é um bom bocado a constatação disso mesmo, numa clara demonstração de que não soube bem analisar a brutal derrota do PS nas autárquicas, Miguel Cabrita faz de agente duplo da demagogia, queixando-se que a outra esquerda não sabe concluir aquilo que diz, fazendo demagogia fácil, mas sem que ele próprio conclua absolutamente nada. Uma espécie de vejam a demagogia dos outros não vejam a nossa.É que a análise das autárquicas só pode ser feita com algum distanciamento, e reparem que os novos dados dão o PS como seguro à frente do país, todas as sondagens o mostram até com alguma vantagem. E tirando Lisboa do cenário, porque Lisboa nem o PS queria ganhar. O resto do país serviu para observar que a derrota do PS tendo em conta que a confiança no governo se mantém, foi uma derrota local, uma derrota que aponta culpas para as bases e para os PS’s locais. Mas vá lá o PS e os seus militantes compreender isso, e continuam com as histórias de que é falso que a CDU tenha boas autarquias, esse mito! Que só faz com que realmente o tal partido passe incólume pelas votações nas autarquias e inclusive em Lisboa e o PS continue a ser derrotado sem uma réstia de dignidade.O PS nestas próximas eleições presidenciais encontra-se com outro problema, que Vital Moreira já compreendeu, mas que o sangue mais novo e arrojado do Super Mário ainda não quis entender. É que estas duas candidaturas fazem uma divisão no PS que pode ser bem resolvida, ou muito mal digerida, dependendo da campanha de uns e de outros. A linha é ténue e pode criar uma situação sem retorno.Mas voltando aos péssimos textos de Miguel Cabrita e outros, as frases como “Chegou, pois, a vez de sacar uns votos aos reformados e pensionistas. A qualquer preço. Mesmo que à custa da demagogia fácil e da mais baixa desonestidade.” Que não esclarecem nada e só lançam achas para a fogueira, ou parágrafos como este no mesmo post “Será um efeito colateral da luta pela supremacia no quintal dos pequenos partidos à esquerda. Mas Alegre também já deu um importante contributo, ao insistir na ideia da candidatura "livre dos aparelhos" e dos partidos.” Que quem me conseguir explicar isto, sem que seja uma constatação de duas realidades diferentes, que há realmente uma luta, que se pode vir a tornar muito útil, entre os pequenos partidos, e outro facto que a candidatura de Alegre é realmente livre de aparelhos partidários. Sinceramente não entendo se estes textos são aquelas coisas que lhes correm mal e ele põem ali, ou se é algo para nos rirmos porque é absurdo. Até o último texto do meu bloguer preferido na blogosfera, é estranho, «ainda bem que Mário Soares disse que é um político profissional, ainda bem que tem um motorista e uma reforma de mil contos» e tal e quê. É uma maneira de fazer política de agente duplo, ou de antecipação ou constatação da crítica, se forem os próprios a dizerem já não é tão mau. - Atenção Soares é apoiado por um aparelho partidário! Mas somos nós que o dizemos! – e vem logo o tipo mais ingénuo e diz – Ah! Assim está tudo esclarecido… já estava a ficar desconfiado, mas assim…Campanhas revelam sempre o que há de pior em nós… Miguel Bordalo
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Tenho andado a ler com atenção o blogue do Super Mário, ou o País Relativo II em tempo de eleições, e chego à conclusão, que é nestas pequenas coisas que uma pessoa pode entender facilmente que o PS é um partido que irá andar sempre a bater com a cabeça nas paredes. Nunca irão aprender com os próprios erros, são ultra auto-absorvidos e grande parte das vezes afastados da realidade. O blogue do super Mário é um bom bocado a constatação disso mesmo, numa clara demonstração de que não soube bem analisar a brutal derrota do PS nas autárquicas, Miguel Cabrita faz de agente duplo da demagogia, queixando-se que a outra esquerda não sabe concluir aquilo que diz, fazendo demagogia fácil, mas sem que ele próprio conclua absolutamente nada. Uma espécie de vejam a demagogia dos outros não vejam a nossa.É que a análise das autárquicas só pode ser feita com algum distanciamento, e reparem que os novos dados dão o PS como seguro à frente do país, todas as sondagens o mostram até com alguma vantagem. E tirando Lisboa do cenário, porque Lisboa nem o PS queria ganhar. O resto do país serviu para observar que a derrota do PS tendo em conta que a confiança no governo se mantém, foi uma derrota local, uma derrota que aponta culpas para as bases e para os PS’s locais. Mas vá lá o PS e os seus militantes compreender isso, e continuam com as histórias de que é falso que a CDU tenha boas autarquias, esse mito! Que só faz com que realmente o tal partido passe incólume pelas votações nas autarquias e inclusive em Lisboa e o PS continue a ser derrotado sem uma réstia de dignidade.O PS nestas próximas eleições presidenciais encontra-se com outro problema, que Vital Moreira já compreendeu, mas que o sangue mais novo e arrojado do Super Mário ainda não quis entender. É que estas duas candidaturas fazem uma divisão no PS que pode ser bem resolvida, ou muito mal digerida, dependendo da campanha de uns e de outros. A linha é ténue e pode criar uma situação sem retorno.Mas voltando aos péssimos textos de Miguel Cabrita e outros, as frases como “Chegou, pois, a vez de sacar uns votos aos reformados e pensionistas. A qualquer preço. Mesmo que à custa da demagogia fácil e da mais baixa desonestidade.” Que não esclarecem nada e só lançam achas para a fogueira, ou parágrafos como este no mesmo post “Será um efeito colateral da luta pela supremacia no quintal dos pequenos partidos à esquerda. Mas Alegre também já deu um importante contributo, ao insistir na ideia da candidatura "livre dos aparelhos" e dos partidos.” Que quem me conseguir explicar isto, sem que seja uma constatação de duas realidades diferentes, que há realmente uma luta, que se pode vir a tornar muito útil, entre os pequenos partidos, e outro facto que a candidatura de Alegre é realmente livre de aparelhos partidários. Sinceramente não entendo se estes textos são aquelas coisas que lhes correm mal e ele põem ali, ou se é algo para nos rirmos porque é absurdo. Até o último texto do meu bloguer preferido na blogosfera, é estranho, «ainda bem que Mário Soares disse que é um político profissional, ainda bem que tem um motorista e uma reforma de mil contos» e tal e quê. É uma maneira de fazer política de agente duplo, ou de antecipação ou constatação da crítica, se forem os próprios a dizerem já não é tão mau. - Atenção Soares é apoiado por um aparelho partidário! Mas somos nós que o dizemos! – e vem logo o tipo mais ingénuo e diz – Ah! Assim está tudo esclarecido… já estava a ficar desconfiado, mas assim…Campanhas revelam sempre o que há de pior em nós… Miguel Bordalo