Pedrógão de São Pedro: Oferta escolar deverá ficar reduzida a duas turmas

16-03-2020
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Secundário cada vez mais incerto em Penamacor A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, que decorreu durante dois dias no Terreiro de Santo António.O próximo ano lectivo no concelho de Penamacor poderá começar com cerca de 30 alunos no ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano. Esta é a expectativa do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, que espera uma nova machadada à conta da desertificação do concelho raiano. O período de matrículas ainda não se encontra encerrado, mas a directora da escola faz as contas ao que poderá ser inevitável. “Nós não vamos ter alunos para formar mais do que duas turmas, uma de um curso científico humanístico e outra de um curso profissional”, referiu Helena Pinto. Na área científica-humanística deverá avançar o curso de ciências e tecnologias, enquanto no profissional “não sei se será o das energias renováveis”. Tudo depende do número de alunos que se queiram inscrever, o que parece ser cada vez mais difícil devido à abertura deste curso noutras escolas do distrito, nomeadamente na cidade de Castelo Branco. A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, uma organização da escola penamacorense, que durante dois dias ocupou o espaço do Terreiro de Santo António. No discurso que antecedeu a abertura, Helena Pinto afirmou que não é contra outras escolas que promovem cursos deste tipo “mas queremos que haja uma preocupação da parte das estruturas centrais na distribuição destes cursos, de modo a pensar no futuro destas escolas pequenas e dos concelhos pequenos como o nosso”. A organização da feira é uma forma de mostrar à comunidade o trabalho da escola, mas também motivar os alunos para o empreendedorismo. O secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, que esteve em Penamacor para inaugurar a feira, felicitou a escola pela aposta na formação profissional em energias renováveis, sublinhando que esta é uma área estratégica para o país. Para Fernando Medina “esta aposta nas energias renováveis é não só uma necessidade (..) mas uma enormíssima oportunidade da captação de emprego e de investimento”. O concelho de Penamacor tem actualmente um parque eólico que ronda os 80 megawats e prepara-se para produzir electricidade através do canal de transvaze entre as barragens do Sabugal e da Meimoa. A estes investimentos junta-se a formação, com o presidente da Câmara Municipal de Penamacor a elogiar trabalho feito pela escola. “O agrupamento de escolas, em parceria com a câmara municipal, tem feito um óptimo serviço para que no futuro os jovens possam ter uma saída profissional”, sublinhou Domingos Torrão, pedindo que sejam dadas condições para que o curso continue no concelho. A diminuição do número de alunos no Agrupamento Ribeiro Sanches poderá também ter consequências para além da formação de turmas. Helena Pinto chama a atenção para o facto de a escola também poder vir a perder professores. “Em regime de professores do quadro se não houver horário para todos vão ter que entrar em horário zero e ser colocados noutras escolas”, explica a directora, que espera não chegar a esta situação. A escola sede do agrupamento tem cerca de 300 alunos e o último ano lectivo começou com menos 30 alunos de diversos anos. Por: José Furtado in jornal "A Reconquista"Ficheiro aúdio: Helena Pinto - Directora do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches


Secundário cada vez mais incerto em Penamacor A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, que decorreu durante dois dias no Terreiro de Santo António.O próximo ano lectivo no concelho de Penamacor poderá começar com cerca de 30 alunos no ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano. Esta é a expectativa do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, que espera uma nova machadada à conta da desertificação do concelho raiano. O período de matrículas ainda não se encontra encerrado, mas a directora da escola faz as contas ao que poderá ser inevitável. “Nós não vamos ter alunos para formar mais do que duas turmas, uma de um curso científico humanístico e outra de um curso profissional”, referiu Helena Pinto. Na área científica-humanística deverá avançar o curso de ciências e tecnologias, enquanto no profissional “não sei se será o das energias renováveis”. Tudo depende do número de alunos que se queiram inscrever, o que parece ser cada vez mais difícil devido à abertura deste curso noutras escolas do distrito, nomeadamente na cidade de Castelo Branco. A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, uma organização da escola penamacorense, que durante dois dias ocupou o espaço do Terreiro de Santo António. No discurso que antecedeu a abertura, Helena Pinto afirmou que não é contra outras escolas que promovem cursos deste tipo “mas queremos que haja uma preocupação da parte das estruturas centrais na distribuição destes cursos, de modo a pensar no futuro destas escolas pequenas e dos concelhos pequenos como o nosso”. A organização da feira é uma forma de mostrar à comunidade o trabalho da escola, mas também motivar os alunos para o empreendedorismo. O secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, que esteve em Penamacor para inaugurar a feira, felicitou a escola pela aposta na formação profissional em energias renováveis, sublinhando que esta é uma área estratégica para o país. Para Fernando Medina “esta aposta nas energias renováveis é não só uma necessidade (..) mas uma enormíssima oportunidade da captação de emprego e de investimento”. O concelho de Penamacor tem actualmente um parque eólico que ronda os 80 megawats e prepara-se para produzir electricidade através do canal de transvaze entre as barragens do Sabugal e da Meimoa. A estes investimentos junta-se a formação, com o presidente da Câmara Municipal de Penamacor a elogiar trabalho feito pela escola. “O agrupamento de escolas, em parceria com a câmara municipal, tem feito um óptimo serviço para que no futuro os jovens possam ter uma saída profissional”, sublinhou Domingos Torrão, pedindo que sejam dadas condições para que o curso continue no concelho. A diminuição do número de alunos no Agrupamento Ribeiro Sanches poderá também ter consequências para além da formação de turmas. Helena Pinto chama a atenção para o facto de a escola também poder vir a perder professores. “Em regime de professores do quadro se não houver horário para todos vão ter que entrar em horário zero e ser colocados noutras escolas”, explica a directora, que espera não chegar a esta situação. A escola sede do agrupamento tem cerca de 300 alunos e o último ano lectivo começou com menos 30 alunos de diversos anos. Por: José Furtado in jornal "A Reconquista"Ficheiro aúdio: Helena Pinto - Directora do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches

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