Com os amigos João Branco, Sandra e Nuno
Há alturas em que me dá uma daquelas coisas que me costuma dar quando não sei o que me dá. E ontem foi um desses dias.
É certo que nesta corrida, que a fiz pela 9ª vez, costumo sempre correr bem, é certo que estava fresco e isso é uma mais valia para mim, mas o tempo final de 38.41 numa corrida de 8 km, com uma média de 4.50 seria impensável e seria a corrida com a média mais rápida de sempre em 10 épocas de Atletismo e 336 corridas participadas. Seria e foi o que sucedeu!
O aquecimento foi realizado em boas condições. Na linha da partida concentrei-me bem para uma boa corrida. Queria marcar na casa dos 40 minutos, o que daria 5 e muito pouco de média, excelente para mim, mas muito ambicioso. Conseguiria?
Dada a partida comecei a atacar e as pulsações subiram de forma controlada, o que foi um óptimo indicio. Mantive-me sempre bem e fiz o retorno (exacta metade) em 19.44 o que indicava que, com uma 2ª metade igual, afinal conseguiria na casa dos 39 minutos!
Pois se a primeira metade foi assim, o que dizer da 2ª onde retirei 47 segundos ao tempo da 1ª?!? Mais concretamente, 18.57
Cortei a meta nos 38.41 e fui o 1.026º da geral entre 3.790 que cortaram a meta, e estranhei o facto de ir ao pé doutros atletas que costumam ir bem mais à frente.
E a melhor notícia é que acabei sem estar a desfalecer, ainda com força para continuar se tal fosse possível. E o bom que seria continuar... O tal sonho de 8 anos e meio dum dia baixar dos 50 minutos aos 10 km, ontem era garantido, caso tivesse a distância. E o mais incrível é que sonhei sempre tanto num dia entrar no minuto 49 e ontem, a essa velocidade, nem chegava aos 49, teria feito na casa dos 48 o que era algo doutro mundo para alguém como eu.
É a prova que o sonho não está enterrado (nunca enterro sonhos) mas claro que é muito difícil pois terei que encaixar a corrida perfeita numa prova adequada e que coincida numa altura fora de preparação para Maratona pois a prioridade será sempre a distância mítica de 42.195 metros.
Por uma corrida ter saído da maneira como esta saiu, não significa que sejam todas assim. Como se sabe, temos momentos dificilmente repetíveis, mas tenho a certeza que ontem teria sido o dia, com 10 km e de forma brutal, e isso enche-me de orgulho!
Curiosamente, espero é que o título da corrida com a média mais rápida de sempre dure apenas uma semana. Mas aí por uma questão de distância, pois vou alinhar no Challenge 3000 no próximo sábado. Em condições normais poderei baixar essa média mas a dificuldade será o gerir uma distância tão curta pois a minha experiência nesse tipo de distâncias é nula.
Quanto à prova, em si, mantém-se a festa que é esta corrida, num ambiente sempre especial e festivo onde o Atletismo é o mote.
Triunfaram, pela primeira vez, Carlos Silva e Cláudia Pereira, ambos do Gabinete de Fisioterapia no Desporto, com 23.49 e 27.28 respectivamente.
Classificaram-se 3.790 atletas a que se juntaram muitos mais que participaram sem chip (caminhada), sendo a 3ª melhor participação de sempre, apenas batida por dois anos onde a caminhada também tinha chip e apareciam classificados.
A nível feminino, é já tradição esta corrida ser das mais participadas e uma vez mais sucedeu. Classificaram-se 1.347 atletas, o que dá a excelente relação (em termos nacionais) de 35,5%, mais dum terço!
Fotografias
Classificação
Historial
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Com os amigos João Branco, Sandra e Nuno
Há alturas em que me dá uma daquelas coisas que me costuma dar quando não sei o que me dá. E ontem foi um desses dias.
É certo que nesta corrida, que a fiz pela 9ª vez, costumo sempre correr bem, é certo que estava fresco e isso é uma mais valia para mim, mas o tempo final de 38.41 numa corrida de 8 km, com uma média de 4.50 seria impensável e seria a corrida com a média mais rápida de sempre em 10 épocas de Atletismo e 336 corridas participadas. Seria e foi o que sucedeu!
O aquecimento foi realizado em boas condições. Na linha da partida concentrei-me bem para uma boa corrida. Queria marcar na casa dos 40 minutos, o que daria 5 e muito pouco de média, excelente para mim, mas muito ambicioso. Conseguiria?
Dada a partida comecei a atacar e as pulsações subiram de forma controlada, o que foi um óptimo indicio. Mantive-me sempre bem e fiz o retorno (exacta metade) em 19.44 o que indicava que, com uma 2ª metade igual, afinal conseguiria na casa dos 39 minutos!
Pois se a primeira metade foi assim, o que dizer da 2ª onde retirei 47 segundos ao tempo da 1ª?!? Mais concretamente, 18.57
Cortei a meta nos 38.41 e fui o 1.026º da geral entre 3.790 que cortaram a meta, e estranhei o facto de ir ao pé doutros atletas que costumam ir bem mais à frente.
E a melhor notícia é que acabei sem estar a desfalecer, ainda com força para continuar se tal fosse possível. E o bom que seria continuar... O tal sonho de 8 anos e meio dum dia baixar dos 50 minutos aos 10 km, ontem era garantido, caso tivesse a distância. E o mais incrível é que sonhei sempre tanto num dia entrar no minuto 49 e ontem, a essa velocidade, nem chegava aos 49, teria feito na casa dos 48 o que era algo doutro mundo para alguém como eu.
É a prova que o sonho não está enterrado (nunca enterro sonhos) mas claro que é muito difícil pois terei que encaixar a corrida perfeita numa prova adequada e que coincida numa altura fora de preparação para Maratona pois a prioridade será sempre a distância mítica de 42.195 metros.
Por uma corrida ter saído da maneira como esta saiu, não significa que sejam todas assim. Como se sabe, temos momentos dificilmente repetíveis, mas tenho a certeza que ontem teria sido o dia, com 10 km e de forma brutal, e isso enche-me de orgulho!
Curiosamente, espero é que o título da corrida com a média mais rápida de sempre dure apenas uma semana. Mas aí por uma questão de distância, pois vou alinhar no Challenge 3000 no próximo sábado. Em condições normais poderei baixar essa média mas a dificuldade será o gerir uma distância tão curta pois a minha experiência nesse tipo de distâncias é nula.
Quanto à prova, em si, mantém-se a festa que é esta corrida, num ambiente sempre especial e festivo onde o Atletismo é o mote.
Triunfaram, pela primeira vez, Carlos Silva e Cláudia Pereira, ambos do Gabinete de Fisioterapia no Desporto, com 23.49 e 27.28 respectivamente.
Classificaram-se 3.790 atletas a que se juntaram muitos mais que participaram sem chip (caminhada), sendo a 3ª melhor participação de sempre, apenas batida por dois anos onde a caminhada também tinha chip e apareciam classificados.
A nível feminino, é já tradição esta corrida ser das mais participadas e uma vez mais sucedeu. Classificaram-se 1.347 atletas, o que dá a excelente relação (em termos nacionais) de 35,5%, mais dum terço!
Fotografias
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Historial