O Chega considera que o plano de reestruturação da companhia aérea TAP deixa “iminente” o despedimento de trabalhadores e coloca em causa o “interesse estratégico nacional”. O presidente demissionário e deputado único do Chega, André Ventura, acusa o Governo de colocar em marcha uma “redução” da empresa, “mascarada de reestruturação”, que pode levar a um “atrofiamento estrutural da empresa”.
“O que preocupa no plano apresentado pelo Governo é a ausência de linhas vermelhas de interesse estratégico nacional e o iminente despedimento de trabalhadores e redução da dimensão da empresa”, afirmou André Ventura, numa nota enviada às redações, depois de esta quarta-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, ter dito que a TAP pode ter atualmente uma dimensão superior àquela de que vai necessitar nos próximos anos.
André Ventura refere que ainda “não são claros os objetivos e as condições” impostas União Europeia para aprovar o apoio de 1,2 mil milhões de euros à TAP, mas reconhece que “poderá ser necessário reorganizar e reestruturar” a empresa. Ainda assim, destaca que “o fundamental para uma empresa como à TAP é que seja salvaguardo o interesse estratégico nacional” e sublinha que “isso ainda não ficou claro” nas palavras do Governo.
O presidente demissionário do Chega lamenta ainda que o Governo esteja “dependente da velha ‘geringonça'” no que toca à TAP e diz que “sem avançar diretamente para uma nacionalização strictu sensu (que sabe que seria desastrosa)”, o Executivo de António Costa “tenta dar ideia de um reforço do controlo público da companhia, mas sem grandes detalhes”.
“Aos portugueses não importa o controlo económico, o que releva é que a TAP seja uma empresa robusta, internacionalmente reconhecida e pronta a servir o interesse de todos os portugueses e não apenas de algumas regiões”, sublinha André Ventura.
A reestruturação da TAP para assegurar viabilidade a médio e longo-prazo é uma das condições impostas pela Comissão Europeia. “Nós podemos ter neste momento uma empresa com uma dimensão superior àquela que são as necessidades nos próximos anos. Isto é uma condição da Comissão Europeia”, afirmou o ministro, depois do Estado português ter recebido autorização de Bruxelas para apoiar a TAP num montante até 1,2 mil milhões de euros.
Pedro Nuno Santos esclareceu que Estado está preparado para realizar a injeção de capital na transportadora aérea ainda este ano, embora ainda aguarde que “o acionista privado” aceite as condições apresentadas para o efeito.
A intervenção do Estado, que detém 50% da TAP, surge sob forma de “um empréstimo público por tranches”, garantido pelo Tesouro. O empréstimo divide-se em dois momentos: primeiro terá lugar um empréstimo do Tesouro e, numa segunda fase, um empréstimo garantido convertível em ações. Mas para o auxílio do Estado avançar, falta a aceitação de determinadas condições pelos acionistas privados, David Neelman e Humberto Pedrosa.
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O Chega considera que o plano de reestruturação da companhia aérea TAP deixa “iminente” o despedimento de trabalhadores e coloca em causa o “interesse estratégico nacional”. O presidente demissionário e deputado único do Chega, André Ventura, acusa o Governo de colocar em marcha uma “redução” da empresa, “mascarada de reestruturação”, que pode levar a um “atrofiamento estrutural da empresa”.
“O que preocupa no plano apresentado pelo Governo é a ausência de linhas vermelhas de interesse estratégico nacional e o iminente despedimento de trabalhadores e redução da dimensão da empresa”, afirmou André Ventura, numa nota enviada às redações, depois de esta quarta-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, ter dito que a TAP pode ter atualmente uma dimensão superior àquela de que vai necessitar nos próximos anos.
André Ventura refere que ainda “não são claros os objetivos e as condições” impostas União Europeia para aprovar o apoio de 1,2 mil milhões de euros à TAP, mas reconhece que “poderá ser necessário reorganizar e reestruturar” a empresa. Ainda assim, destaca que “o fundamental para uma empresa como à TAP é que seja salvaguardo o interesse estratégico nacional” e sublinha que “isso ainda não ficou claro” nas palavras do Governo.
O presidente demissionário do Chega lamenta ainda que o Governo esteja “dependente da velha ‘geringonça'” no que toca à TAP e diz que “sem avançar diretamente para uma nacionalização strictu sensu (que sabe que seria desastrosa)”, o Executivo de António Costa “tenta dar ideia de um reforço do controlo público da companhia, mas sem grandes detalhes”.
“Aos portugueses não importa o controlo económico, o que releva é que a TAP seja uma empresa robusta, internacionalmente reconhecida e pronta a servir o interesse de todos os portugueses e não apenas de algumas regiões”, sublinha André Ventura.
A reestruturação da TAP para assegurar viabilidade a médio e longo-prazo é uma das condições impostas pela Comissão Europeia. “Nós podemos ter neste momento uma empresa com uma dimensão superior àquela que são as necessidades nos próximos anos. Isto é uma condição da Comissão Europeia”, afirmou o ministro, depois do Estado português ter recebido autorização de Bruxelas para apoiar a TAP num montante até 1,2 mil milhões de euros.
Pedro Nuno Santos esclareceu que Estado está preparado para realizar a injeção de capital na transportadora aérea ainda este ano, embora ainda aguarde que “o acionista privado” aceite as condições apresentadas para o efeito.
A intervenção do Estado, que detém 50% da TAP, surge sob forma de “um empréstimo público por tranches”, garantido pelo Tesouro. O empréstimo divide-se em dois momentos: primeiro terá lugar um empréstimo do Tesouro e, numa segunda fase, um empréstimo garantido convertível em ações. Mas para o auxílio do Estado avançar, falta a aceitação de determinadas condições pelos acionistas privados, David Neelman e Humberto Pedrosa.