A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) apresentou a terceira edição do prémio de inovação IN3+, este ano com um milhão de euros para incentivar a investigação e apoiar o desenvolvimento de projectos disruptivos. No evento de lançamento, que decorreu no Museu do Dinheiro, em Lisboa, assistiu-se a uma verdadeira celebração da criação, com uma mostra de algumas das apostas da INCM nesta área e com uma interessante conversa sobre a cultura de inovação. Até o momento musical, a cargo da dupla Beatbombers com a colaboração do fadista Camané, soou como um manifesto de inovação musical.
3ª edição do Prémio IN3+ A terceira edição do Prémio IN3+ tem como lema "+ Inovação. + Investigação. + INCM". O prémio, que este ano ascende a um milhão de euros, tem como objectivo a distinção de projectos inovadores nas áreas das tecnologias de produção e de materiais, nanotecnologia, TIC, robótica e automação, desenvolvidos por instituições que integram a Rede de Inovação da INCM. As candidaturas estão abertas até 31 de Março e o regulamento pode ser consultado na página do IN3+.
A abertura do evento ficou a cargo do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que começou por agradecer o “privilégio que é seguir a evolução, o reconhecimento e a qualidade da investigação nacional”, salientando a importância deste prémio na valorização do interesse público e na promoção da inovação e do conhecimento.
No encerramento do evento foi a vez de Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, a salientar a capacidade de este prémio alinhar a comunidade científica e a indústria em torno de uma mesma instituição. Lançou ainda o apelo para que “a capacidade de qualificação juntamente com o crescimento sustentado da Economia” façam parte do que considera a construção “de uma sociedade altamente evoluída”.
Foto Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, durante a intervenção. D.R.
INCM: 250 anos a antecipar o futuro
A INCM, que conta já com 250 anos, tem não só a responsabilidade de produzir bens e serviços essenciais para o país, desde a cunhagem da moeda à produção e autenticação dos documentos de identificação dos cidadãos, mas também a responsabilidade de antecipar o futuro. “Se nós não apostássemos na inovação, não conseguíamos estar cá por mais 250 anos”, contextualizou Sílvia Garcia, responsável pelo INCMLab e coordenadora do Comité de Inovação da INCM.
A prova é o Prémio de Inovação IN3+, que vai já na sua terceira edição, criado com o objectivo de incentivar a comunidade científica a pensar em formas de optimizar processos já existentes na instituição, mas, acima de tudo, a pensar em soluções inéditas e criativas que representem um caminho para o futuro.
Foto A eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, presidente do júri do prémio – na foto, durante a mesa redonda sobre cultura de inovação. D.R.
Para fazer uma retrospectiva das edições anteriores, Maria Manuel Leitão Marques, ex-ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que acompanhou o prémio desde o início, em 2016, tomou a palavra. A deputada do Parlamento Europeu, responsável por vários processos de modernização pública, assume, nesta edição do Prémio IN3+, o papel de presidente do júri. “Os cidadãos esperam que os serviços públicos e as empresas públicas sejam inovadoras que tenham serviços com tanta qualidade e tão ou mais amigáveis do que aqueles que existem no mercado nas empresas privadas”, explicou. E é por isso que é tão importante que se junte o conhecimento científico e a “vida real do sector privado e do sector público”.
Incentivar a criatividade na Ciência
Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, e agora membro do júri deste prémio, destaca a importância de promover o diálogo entre a Academia e a indústria. “Este tipo de iniciativas é sempre um momento importante que abre a possibilidade de juntar investigadores da universidade a uma indústria, e desenvolver produtos em conjunto.”
Foto Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, venceu a 1ª edição do prémio, em 2016, e faz parte do júri deste ano. D.R.
Sobre o tipo de projectos que a INCM espera, Elvira Fortunato - que liderou a equipa de investigadores responsável pelo projecto vencedor da 1ª edição, “Papel-Secreto” - refere que tanto “podem ser mais direccionados a optimizações de processos que já existem na Casa da Moeda” como “projectos completamente disruptivos”, a partir de ideias novas que “a própria INCM não pensou.”
Na sessão de lançamento, Maria Manuel Leitão Marques deixou o desafio aos participantes: “Tragam-nos produtos inovadores para o nosso negócio”, recordando, também, que projectos que “melhorem a vida das pessoas ou que contribuam para um produto que torna uma empresa mais lucrativa e competitiva” são também do interesse da INCM.
Mostrar e pensar a inovação
A sessão de apresentação do prémio inclui também uma mesa redonda sobre Cultura de Inovação e ainda uma mostra de inovação intitulada “INCMLAB EXPERIENCE”.
Foto Mesa redonda sobre cultura de inovação (da esq. para a direita): Gonçalo Caseiro, Maria Manuel Leitão Marques, Elvira Fortunato, José Barata, Cristina Fonseca, Sílvia Garcia e Pedro Pinto, moderador da conversa. D.R.
Com o mote lançado por Gonçalo Caseiro, Presidente do Conselho de Administração da INCM, em jeito de provocação: “Já que não temos recursos naturais, temos óptimos cérebros nas universidades”, afirmando que este prémio é “o casamento perfeito entre a investigação aberta que se faz nas universidades e a forma como pode ser aplicada na INCM.”
No seguimento deste desafio, a Vice-Reitora da Universidade Nova de Lisboa, Elvira Fortunato referiu que este prémio deve ser tomado como exemplo “para que outras empresas – privadas e públicas – patrocinem este tipo de incentivos para a Academia portuguesa”. José Barata, responsável pela equipa vencedora da 2ª edição do prémio, relembrou a importância de proporcionar aos investigadores mais oportunidades para mostrarem a aplicação prática do que fazem - e que o fazem, maioritariamente, “com muita paixão”. Também Sílvia Garcia, Responsável do INCMLab, Maria Manuel Leitão Marques e Cristina Fonseca (em representação da indústria, do sector privado) participaram nesta mesa redonda moderada pelo jornalista Pedro Pinto.
Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Fotogaleria D.R.
O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×
Paralelamente, a mostra de inovação “INCMLAB EXPERIENCE” deu a conhecer aos alguns dos projectos desenvolvidos ao abrigo dos programas de inovação da INCM. “Esta mostra é resultado do que tem vindo a acontecer desde que reestruturamos a empresa ao nível de inovação, em 2016”, com a criação deste prémio, explicou a responsável do INCMLab. Alguns projectos já implementados, como o cartão único automóvel, são motivo de distinção internacional. “Fizemos uma aposta excelente”, conclui.
As candidaturas à 3ª edição do Prémio de Inovação IN3+ estão abertas até 31 de Março e o regulamento pode ser consultado na página do IN3+.
Categorias
Entidades
A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) apresentou a terceira edição do prémio de inovação IN3+, este ano com um milhão de euros para incentivar a investigação e apoiar o desenvolvimento de projectos disruptivos. No evento de lançamento, que decorreu no Museu do Dinheiro, em Lisboa, assistiu-se a uma verdadeira celebração da criação, com uma mostra de algumas das apostas da INCM nesta área e com uma interessante conversa sobre a cultura de inovação. Até o momento musical, a cargo da dupla Beatbombers com a colaboração do fadista Camané, soou como um manifesto de inovação musical.
3ª edição do Prémio IN3+ A terceira edição do Prémio IN3+ tem como lema "+ Inovação. + Investigação. + INCM". O prémio, que este ano ascende a um milhão de euros, tem como objectivo a distinção de projectos inovadores nas áreas das tecnologias de produção e de materiais, nanotecnologia, TIC, robótica e automação, desenvolvidos por instituições que integram a Rede de Inovação da INCM. As candidaturas estão abertas até 31 de Março e o regulamento pode ser consultado na página do IN3+.
A abertura do evento ficou a cargo do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que começou por agradecer o “privilégio que é seguir a evolução, o reconhecimento e a qualidade da investigação nacional”, salientando a importância deste prémio na valorização do interesse público e na promoção da inovação e do conhecimento.
No encerramento do evento foi a vez de Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, a salientar a capacidade de este prémio alinhar a comunidade científica e a indústria em torno de uma mesma instituição. Lançou ainda o apelo para que “a capacidade de qualificação juntamente com o crescimento sustentado da Economia” façam parte do que considera a construção “de uma sociedade altamente evoluída”.
Foto Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, durante a intervenção. D.R.
INCM: 250 anos a antecipar o futuro
A INCM, que conta já com 250 anos, tem não só a responsabilidade de produzir bens e serviços essenciais para o país, desde a cunhagem da moeda à produção e autenticação dos documentos de identificação dos cidadãos, mas também a responsabilidade de antecipar o futuro. “Se nós não apostássemos na inovação, não conseguíamos estar cá por mais 250 anos”, contextualizou Sílvia Garcia, responsável pelo INCMLab e coordenadora do Comité de Inovação da INCM.
A prova é o Prémio de Inovação IN3+, que vai já na sua terceira edição, criado com o objectivo de incentivar a comunidade científica a pensar em formas de optimizar processos já existentes na instituição, mas, acima de tudo, a pensar em soluções inéditas e criativas que representem um caminho para o futuro.
Foto A eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, presidente do júri do prémio – na foto, durante a mesa redonda sobre cultura de inovação. D.R.
Para fazer uma retrospectiva das edições anteriores, Maria Manuel Leitão Marques, ex-ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que acompanhou o prémio desde o início, em 2016, tomou a palavra. A deputada do Parlamento Europeu, responsável por vários processos de modernização pública, assume, nesta edição do Prémio IN3+, o papel de presidente do júri. “Os cidadãos esperam que os serviços públicos e as empresas públicas sejam inovadoras que tenham serviços com tanta qualidade e tão ou mais amigáveis do que aqueles que existem no mercado nas empresas privadas”, explicou. E é por isso que é tão importante que se junte o conhecimento científico e a “vida real do sector privado e do sector público”.
Incentivar a criatividade na Ciência
Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, e agora membro do júri deste prémio, destaca a importância de promover o diálogo entre a Academia e a indústria. “Este tipo de iniciativas é sempre um momento importante que abre a possibilidade de juntar investigadores da universidade a uma indústria, e desenvolver produtos em conjunto.”
Foto Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, venceu a 1ª edição do prémio, em 2016, e faz parte do júri deste ano. D.R.
Sobre o tipo de projectos que a INCM espera, Elvira Fortunato - que liderou a equipa de investigadores responsável pelo projecto vencedor da 1ª edição, “Papel-Secreto” - refere que tanto “podem ser mais direccionados a optimizações de processos que já existem na Casa da Moeda” como “projectos completamente disruptivos”, a partir de ideias novas que “a própria INCM não pensou.”
Na sessão de lançamento, Maria Manuel Leitão Marques deixou o desafio aos participantes: “Tragam-nos produtos inovadores para o nosso negócio”, recordando, também, que projectos que “melhorem a vida das pessoas ou que contribuam para um produto que torna uma empresa mais lucrativa e competitiva” são também do interesse da INCM.
Mostrar e pensar a inovação
A sessão de apresentação do prémio inclui também uma mesa redonda sobre Cultura de Inovação e ainda uma mostra de inovação intitulada “INCMLAB EXPERIENCE”.
Foto Mesa redonda sobre cultura de inovação (da esq. para a direita): Gonçalo Caseiro, Maria Manuel Leitão Marques, Elvira Fortunato, José Barata, Cristina Fonseca, Sílvia Garcia e Pedro Pinto, moderador da conversa. D.R.
Com o mote lançado por Gonçalo Caseiro, Presidente do Conselho de Administração da INCM, em jeito de provocação: “Já que não temos recursos naturais, temos óptimos cérebros nas universidades”, afirmando que este prémio é “o casamento perfeito entre a investigação aberta que se faz nas universidades e a forma como pode ser aplicada na INCM.”
No seguimento deste desafio, a Vice-Reitora da Universidade Nova de Lisboa, Elvira Fortunato referiu que este prémio deve ser tomado como exemplo “para que outras empresas – privadas e públicas – patrocinem este tipo de incentivos para a Academia portuguesa”. José Barata, responsável pela equipa vencedora da 2ª edição do prémio, relembrou a importância de proporcionar aos investigadores mais oportunidades para mostrarem a aplicação prática do que fazem - e que o fazem, maioritariamente, “com muita paixão”. Também Sílvia Garcia, Responsável do INCMLab, Maria Manuel Leitão Marques e Cristina Fonseca (em representação da indústria, do sector privado) participaram nesta mesa redonda moderada pelo jornalista Pedro Pinto.
Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Na mostra INCM Lab Experience foi possível contactar com alguns dos projectos em curso. D.R. Fotogaleria D.R.
O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×
Paralelamente, a mostra de inovação “INCMLAB EXPERIENCE” deu a conhecer aos alguns dos projectos desenvolvidos ao abrigo dos programas de inovação da INCM. “Esta mostra é resultado do que tem vindo a acontecer desde que reestruturamos a empresa ao nível de inovação, em 2016”, com a criação deste prémio, explicou a responsável do INCMLab. Alguns projectos já implementados, como o cartão único automóvel, são motivo de distinção internacional. “Fizemos uma aposta excelente”, conclui.
As candidaturas à 3ª edição do Prémio de Inovação IN3+ estão abertas até 31 de Março e o regulamento pode ser consultado na página do IN3+.