O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, não alinha na ideia de que vem aí muito dinheiro e que agora é que vai ser… Primeiro, os subsídios europeus deste pacote para a recuperação e resiliência ainda não estão garantidos. Depois, Portugal terá de duplicar a sua capacidade de execução de fundos europeus para conseguir aplicar a totalidade deste envelope no combate à crise pandémica e aos bloqueios estruturais que têm impedido o país de crescer de forma mais sustentada ao longo das últimas décadas.
“Devemos ter a consciência de que não podemos desperdiçar esta oportunidade única. Por isso quero alertar para que não se crie um clima de que será a árvore das patacas ou um novo Brasil… Esta é, de facto, a última oportunidade de dispormos de recursos financeiros para resolvermos de vez os nossos problemas”, diz Nelson de Souza ao Expresso.
O ministro do Planeamento já estabeleceu as três condições que o país deve observar de forma rigorosa para bem aplicar este pacote reforçado de subsídios europeus.
Primeira condição, “estabelecer uma visão estratégica, com prioridades precisas, selecionando aquilo que se deve fazer”. Segunda condição, “ter a capacidade de transformar os nossos sonhos de sempre em percursos realizáveis, isto é, de transformar a estratégia em programas, projetos e investimentos concretizáveis num curto espaço de tempo”. Terceira condição, “ter instituições com visão e com recursos qualificados na Administração Pública para gerir estes programas” e também mobilizar todos os agentes que irão protagonizar estes programas em torno destes objetivos estratégicos.
“Se não tivermos esta visão”, alerta Nelson de Souza, “corremos o risco de porventura sermos capazes de utilizar grande parte deste dinheiro, mas com resultados que mais tarde avaliaremos de forma menos positiva”.
O governo português espera que o orçamento europeu seja aprovado este mês e que os primeiros fundos estejam operacionais no outono. O primeiro-ministro já deu o mote para a última ronda de negociações: “Perder tempo é enfraquecer a Europa. É pôr em risco o rendimento das famílias, os empregos e as empresas.”
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O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, não alinha na ideia de que vem aí muito dinheiro e que agora é que vai ser… Primeiro, os subsídios europeus deste pacote para a recuperação e resiliência ainda não estão garantidos. Depois, Portugal terá de duplicar a sua capacidade de execução de fundos europeus para conseguir aplicar a totalidade deste envelope no combate à crise pandémica e aos bloqueios estruturais que têm impedido o país de crescer de forma mais sustentada ao longo das últimas décadas.
“Devemos ter a consciência de que não podemos desperdiçar esta oportunidade única. Por isso quero alertar para que não se crie um clima de que será a árvore das patacas ou um novo Brasil… Esta é, de facto, a última oportunidade de dispormos de recursos financeiros para resolvermos de vez os nossos problemas”, diz Nelson de Souza ao Expresso.
O ministro do Planeamento já estabeleceu as três condições que o país deve observar de forma rigorosa para bem aplicar este pacote reforçado de subsídios europeus.
Primeira condição, “estabelecer uma visão estratégica, com prioridades precisas, selecionando aquilo que se deve fazer”. Segunda condição, “ter a capacidade de transformar os nossos sonhos de sempre em percursos realizáveis, isto é, de transformar a estratégia em programas, projetos e investimentos concretizáveis num curto espaço de tempo”. Terceira condição, “ter instituições com visão e com recursos qualificados na Administração Pública para gerir estes programas” e também mobilizar todos os agentes que irão protagonizar estes programas em torno destes objetivos estratégicos.
“Se não tivermos esta visão”, alerta Nelson de Souza, “corremos o risco de porventura sermos capazes de utilizar grande parte deste dinheiro, mas com resultados que mais tarde avaliaremos de forma menos positiva”.
O governo português espera que o orçamento europeu seja aprovado este mês e que os primeiros fundos estejam operacionais no outono. O primeiro-ministro já deu o mote para a última ronda de negociações: “Perder tempo é enfraquecer a Europa. É pôr em risco o rendimento das famílias, os empregos e as empresas.”